A aspirina, usada desde 1875, é a substância salicilato de sódio derivada da planta Salix alba, usada como antitérmico desde a Antigüidade...

O coração e a aspirina

A aspirina, usada desde 1875, é a substância salicilato de sódio derivada da planta Salix alba, usada como antitérmico desde a Antigüidade. O chá de Sabugueiro (Sambucus nigra), no Brasil, é usado como antitérmico e analgésico. A aspirina obtida de fontes naturais é mais cara do que a produzida industrialmente.

Desde a sua descoberta e a produção industrial da aspirina, ela sempre foi usada como analgésico e antitérmico. Ela tem ainda outras propriedades terapêuticas, como antiinflamatório, uricosúrico e estimulante. Se admite que a aspirina seja o estimulante mais usado em todo o mundo. Muitas pessoas tomam a aspirina como profilático, "para não terem dor de cabeça". Pode-se reconhecer pessoas viciadas em aspirina por terem um modo particular de falar.

Em 1920, o laboratório Beyer, da Alemanha que lançou a aspirina industrial no mercado, acrescentou ao seu produto o slogan " "A Aspirina não faz mal ao coração". Se dizia na época ser ela prejudicial ao coração. Por ironia da história, os anos revelaram o contrário.

Por dia, se consomem, só nos Estado Unidos, 80 milhões de comprimidos de aspirina. A produção de aspirina no Brasil cobre 80% do seu consumo, o restante é importado. Durante muitos anos a aspirina era oferecida no mercado associada à cafeína visando diminuir os efeitos depressivos dela ao coração. Ainda hoje existem no mercado muitos produtos onde a aspirina é oferecida junto com outros medicamentos visando diminuir os seus efeitos indesejáveis sobre o sistema digestivo. Esses produtos geralmente são bem mais caros e não oferecem vantagens para a grande maioria dos pacientes. A aspirina desde a sua descoberta está cercada de opiniões divergentes quanto ao seu uso, indicações, riscos e benefícios. Não poderia ser diferente quando se trata de sua indicação mais recente, qual seja a de prevenir as doenças cardiovasculares: angina, infarto, derrame, etc.

Argumentos a favor do uso da aspirina

1. Aspirina ajuda a prevenir ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais isquêmicos.

2. A aspirina é um medicamento eficaz e barato.

3. A aspirina interfere na produção de plaquetas e assim altera o propensão para a formação de trombos (coágulos) reduzindo os riscos de acidentes cardiovasculares.

4. Por ano morrem nos Estados Unidos cerca de 900.000 pessoas em decorrência de acidentes vasculares cerebrais ou cardíacos. Calcula-se que de 5.000 até 10.000 dessas mortes poderiam ser evitadas com o uso da aspirina.

Argumentos contra o uso da aspirina

1. Os acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos são mais freqüentes quando o paciente está recebendo aspirina.

2. As evidências sugerem que a aspirina não previne acidentes vasculares cerebrais ou cardíacos em pacientes que não estejam acometidos de doenças vasculares. Alguns estudos sugerem que isso não seja verdade.

3. Nenhum medicamento está isento de riscos. O uso de aspirina pode provocar problemas sérios de saúde.

4. Pela alteração na formação de plaquetas a aspirina dificulta a formação de coágulos. Esse fato pode provocar hemorragias, desde leves até severas. Por esse mecanismo a formação de um trombo vascular pode ser evitada mas em seu lugar ocorrer um sangramento que pode provocar um acidente vascular de maior gravidade.

Os efeitos colaterais mais freqüentes da aspirina

1. Irritação do estômago e intestino, provocando azia, dor epigátrica, náuseas, vômitos, sangramentos internos, úlceras e perfurações graves. O uso de bebidas alcoólicas intensifica esses efeitos, incluindo ainda lesões no fígado.

2. Tinitus (Zumbido nos ouvidos) e diminuição da audição, principalmente com doses maiores. Esses efeitos tendem a diminuir com a redução das doses do medicamento.

3. Alergias - cutâneas e respiratórias. Pode provocar asma em 0,2% das pessoas. Em alguns pacientes provoca sangramento pulmonar.

4. Síndrome de Reye - provocada em crianças e que, embora rara, pode ser fatal. Particularmente na varicela a aspirina pode provocar a síndrome de Reye.

Qual é o risco real de tomar aspirina?

O estudo básico referente ao uso profilático de aspirina foi realizado em 22.071 médicos entre 40 e 84 anos. A metade recebeu 325 mg de aspirina diariamente e a outra metade recebeu um placebo. Ao final de 5 anos aconteceram 23 acidentes cerebrais hemorrágicos entre os médicos que tomaram aspirina e 12 entre os que receberam o placebo. Estudos posteriores confirmaram esses achados. Pelo número de médicos envolvidos a incidência foi pequena, mas significativa por ter sido o dobro. Esse estudo deveria se prolongar por mais anos, mas no fim dos 5 primeiros, a incidência de acidentes vasculares cardíacos foi tão significativamente menor entre os que recebiam a aspirina, de modo que foi considerado antiético manter o grupo que tomava placebo afastado dos benefícios da aspirina.

Estudos outros acumulando a experiência em 55.462 paciente que receberam ou não aspirinas, todos foram acompanhados durante 37 meses e a dose de aspirina variou de 75 até 413 mg por dia. Em cada 10.000 pessoas que receberam aspirina houve 137 infartos e 39 acidentes vasculares cerebrais isquêmicos a menos. No entanto ocorreram 12 hemorragias cerebrais a mais no grupo que recebeu aspirina. Se considerarmos um outro índice, o de sobrevida, houve 15 % a menos de mortes entre os que receberam aspirina. Houve também 12% a menos de acidentes vasculares cerebrais isquêmicos ou embólicos nesse grupo.

Se pesarmos os prós e os contras quanto ao uso da aspirina ela pende a favor do seu uso. No entanto as chances de benefício variam de pessoa para pessoa, e isso você e o seu médico devem decidir.

Fatores que influenciam a decisão de tomar ou não tomar aspirina

1. Pessoas jovens ou de meia idade e sem evidência de doença cardiovascular provavelmente não se beneficiarão com o uso de aspirina e somente serão expostas aos riscos do seu uso.

2. O risco de acidente vascular cerebral, por exemplo num homem de 40 anos, hipertenso, mas sem outra manifestação de doença cardiovascular existe uma chance de 0,l% ao ano de ocorrerem problemas cardíacos ou cerebrais. Para essa pessoa, tomar aspirina representa um risco maior de ocorrer algo do que aquele que se pretende evitar.

Conclusões

1. Não existe medicamento milagroso.

2. A aspirina é aquele que mais se aproxima desse objetivo.

3. Os benefícios da aspirina são evidentes e o custo é mínimo.

4. O índice de complicações severas é baixo, mas existem ocorrências fatais, e entre elas as hemorragias digestivas e perfurações de úlceras pépticas.

5. Não deixe de escutar o seu médico se você é, ou não é, uma pessoa indicada para tomar aspirina.

Um aneurisma é um inchaço ou alargamento irregular de uma porção de uma artéria causado por fraqueza nas paredes dos vasos...

Aneurisma da aorta torácica

Um aneurisma é um inchaço ou alargamento irregular de uma porção de uma artéria causado por fraqueza nas paredes dos vasos sanguíneos.

Um aneurisma da aorta torácica ocorre na parte da maior artéria do corpo (a aorta) que passa pelo peito.

Nomes alternativos

Aneurisma da aorta - torácica; Aneurisma sifilítico - Aneurisma - aorta torácica

Causas, incidência e fatores de risco

O motivo mais comum para ocorrência de aneurisma da aorta torácica é o endurecimento das artérias (aterosclerose). Essa doença é mais comum em pessoas com colesteral alto, pressão sanguínea alta de longa duração ou que fumam.

Outros fatores de risco para aneurisma torácico são:

  • Distúrbios do tecido conjuntivo, como a síndrome de Marfan
  • Inflamação da aorta
  • Sífilis
  • Traumas, como quedas e acidentes de trânsito

Sintomas

Os aneurismas se desenvolvem lentamente durante muitos anos. A maioria dos pacientes não apresentam sintomas até que o aneurisma comece a vazar ou dilatar. Dores no peito ou nas costas podem significar o súbito alargamento ou vazamento do aneurisma.

Muitas vezes, os sintomas surgem subitamente quando:

  • O aneurisma cresce rapidamente
  • O aneurisma se rompe (denominado ruptura)
  • O sangue vaza pela parede da aorta (dissecação da aorta)

Se o aneurisma pressionar estruturas próximas, os seguintes sintomas poderão surgir:

  • Rouquidão
  • Problemas para engolir
  • Respiração aguda (estridente)
  • Inchaço no pescoço

Outros sintomas podem incluir:

  • Dores nas costas ou no peito
  • Pele viscosa
  • Náusea e vômito
  • Ritmo cardíaco acelerado
  • Baixa pressão sanguínea

Exames e testes

O exame físico é geralmente comum, a não ser que tenha ocorrido uma ruptura ou um vazamento.

O rompimento da aorta (um rasgo na aorta, que é a principal artéria que vem do coração) pode ser visto em um raio X do tórax. No caso representado pela figura ao lado, foi causada por uma perfuração traumática da aorta torácica.

Foto: ADAM

Rompimento da aorta, radiografia do tórax

É assim que o raio X mostra quando o peito está cheio de sangue (hemotórax direito), visto aqui como uma nebulosidade do lado direito da imagem.

A maioria dos aneurismas da aorta é descoberta por meio de testes realizados por ourtos motivos, geralmente uma radiografia do tórax, um ecocardiograma ou uma tomografia computadorizada do tórax.

Uma tomografia computadorizada do tórax mostra o tamanho da aorta e a localização exata do aneurisma.

Um aortograma (um conjunto especial de imagens de raio X feitas quando um contraste é injetado na aorta) consegue identificar o aneurisma e quaisquer ramificações da aorta envolvidas.

Tratamento

O tratamento depende da localização do aneurisma. A aorta compreende três partes:

  • A primeira parte vai até a cabeça. É chamada de aorta ascendente
  • A parte do meio é curvada. É chamada de arco aórtico.
  • A terceira parte vai até os pés. É chamado de aorta descendente.

Para pacientes com aneurimas da aorta ascendente ou do arco de aorta:

  • A cirurgia para substituir a aorta é aconselhável caso o aneurisma tenhas mais de 5-6 centímetros. A aorta é substituída por um enxerto de plástico ou de tecido. É uma cirurgia complexa que requer o uso da máquina coração-pulmão.

Para pacientes com aneurismas da aorta torácica descendente:

  • Uma cirurgia séria é realizada para substituir a aorta por um enxerto de tecido caso o aneurisma tenha mais de 6 centímetros.
  • O implante de stents (fixadores) endovasculares é a opção menos invasiva. Um stent é um pequeno tubo plástico ou metálico usado para manter a artéria aberta. Os stents podem ser implantados no corpo sem cortes no peito. Ainda assim, nem todos os pacientes com aneurisma torácico descendente são candidatos para a implantação dessa endoprótese.

Consulte também: Reparo de aneurisma da aorta - endovascular

Evolução (prognóstico)

O prognóstico de longo prazo para pacientes com aneurisma da aorta torácica é determinado por outros problemas médicos, tais como doença cardíaca e diabetes, que podem ter causado ou contribuído para esse quadro.

Complicações

Complicações graves do pós-operatório incluem:

  • Sangramento
  • Infecção do enxerto
  • Ataque cardíaco
  • Batimento cardíaco irregular
  • Danos nos rins
  • Paralisia
  • Derrame

A morte logo após a operação acontece em 5-10% dos pacientes.Complicações após o implante do stent incluem danos às pernas, o que pode requerer outra operação.

Segundo Guyton e Hall (2002), quando as válvulas se fecham, os folhetos das válvulas e os líquidos circundantes vibram, sob a ...

O que são bulhas cardíacas?

Segundo Guyton e Hall (2002), quando as válvulas se fecham, os folhetos das válvulas e os líquidos circundantes vibram, sob a influencia dos diferencias abruptos de pressão que se desenvolvem, originando sons que se propagam, em todas as direções pelo tórax gerando as quatros bulhas cardíacas, sendo apenas duas delas audíveis.

 

O ruído que se ouve ao auscultarmos o coração não é provocado pela contração em si, mas é pelo fechamento das válvulas, o primeiro "tum" é relativamente às valvas mitral e tricúspide, e o segundo ás sigmóides que da origem as bulhas cardíacas (FARINATTI, 1999).

 

O fechamento das válvulas e o rápido movimento do sangue no interior do coração dão origem a som que podem se ouvidos na superfície do tórax. A primeira bulha cardíaca, acompanha o inicio da fase de contração isovolumetrica, sendo causada basicamente pelo tensionamento das válvulas atrioventriculares depois que elas se fecham e pela aceleração do sangue para fora dos ventrículos, tanto para diante, pelas válvulas semilunares, como para trás, pelas válvulas atrioventriculares, ate que estas se fecham o som se assemelha a "tum".A segunda bulha cardíaca associa-se ao fechamento das válvulas aortica e pulmonar, sendo causada pela vibração das próprias válvulas, do coração e dos trechos das grandes artérias próximos as válvulas, a segunda bulha cardíaca ocorre no inicio da fase de relaxamento isovolumetrico, o som da segunda bulha se assemelha a "ta". A terceira bulha cardíaca resulta da turbulência que se associa à transição da fase de enchimento ventricular rápido, para fase de enchimento ventricular reduzido; A quarta bulha cardíaca se deve movimentação sangüínea causada pela sístole arterial. Nem a terceira e nem a quarta bulha podem ser ouvidas, mas elas podem ser vistas quando as ondas sonoras são registradas eletronicamente.(JOHNSON, 2000).

 

O movimento do sangue dentro das câmaras cardíacas e a vibração das paredes das câmaras também contribuem para gerar o primeiro ruído cardíaco. A primeira e segunda bulhas são normalmente audíveis em todos os indivíduos e podem ser detectadas e distinguidas através do estetoscópio. A primeira bulha caracteriza – se por ter maior duração e intensidade do que as demais bulhas, e pode ser facilmente auscultada na região do ápice cardíaco.A segunda bulha é gerada pelo brusco fechamento das válvulas semilunaneres pulmonar e aórtica. Assim a segunda bulha, de modo similar a primeira, apresenta dois componentes distintos (aórtico e pulmonar). A terceira e a quarta bulhas nem sempre são audíveis.(AIRES, 1999).

 

Geralmente são gerados quatros sons pelo coração, mas apenas dois são ordinariamente audíveis com um estetoscópio. Com a amplificação eletrônica, os sons menos intensos podem ser detectados e registrados graficamente como um fonocardiograma. Este meio de registro dos sons cardíacos muitos fraco ajuda a delinear o momento preciso da ocorrência das bulhas cardíacas relativamente a outros eventos no ciclo cardíaco (Berne, Levy e Stanton, 2004).

 

Segundo Costanzo (1999), o fechamento das válvulas átrio ventricular produzem a primeira bulha cardíaca, que pode ser dividido (split) porque a válvula mitral fecha ligeiramente antes da válvula tricúspide. A válvula aórtica fecha ligeiramente antes da válvula pulmonar, produzindo a segunda bulha cardíaca. O fluxo rápido de sangue, dos átrios para os ventrículos, produz a terceira bulha cardíaca, que é normal em crianças, mas que não é ascultavél nos adultos normais.A quarta bulha cardíaca não é audível nos adultos normais, embora possa ser auscultada na hipertrofia ventricular, onde a complacência ventricular fica diminuída e o enchimento forçado do ventrículo produz o som.


Fonte

Pesquisadores britânicos afirmam que detectaram outros dois sintomas indicativos de que uma pessoa está sofren...

Fraqueza nas pernas e perda de visão também são sinais de AVC


Pesquisadores britânicos afirmam que detectaram outros dois sintomas indicativos de que uma pessoa está sofrendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Um projeto desenvolvido pela University Hospitals of Leicester NHS Trust (parte do serviço público de saúde britânico) descobriu que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas do problema e não devem ser ignorados.

Segundo a Stroke Association, entidade assistencial britânica voltada para o tratamento do AVC, informa em sua página na internet existem três sintomas que precisam ser observados.

O primeiro é fraqueza facial: notar se a pessoa consegue sorrir ou se um canto da boca ou um dos olhos está com aparência caída.

Outro sintoma é a fraqueza nos braços – observar se a pessoa consegue erguer os dois braços – e o terceiro são os problemas de fala, ou seja, tentar detectar se a pessoa consegue falar claramente ou entender o que outra pessoa fala.

Campanha

Uma campanha recente do NHS, o serviço público de saúde britânico, destacou estes três sintomas de AVC. Mas, para Ross Naylor, professor na University Hospitals of Leicester, as pessoas precisam começar a procurar pelos cinco sintomas.

"A campanha do NHS foi bem-sucedida, mas é importante que as pessoas saibam que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas que precisam ser observados", disse.

"Temo que muitas pessoas não saibam que qualquer um que esteja com um ou estes dois sinais adicionais, sozinhos ou com um dos outros três sintomas, pode significar um indicador de que a pessoa, ou um ente querido, está tendo um AVC e também precisa procurar ajuda médica com urgência", acrescentou.

Simon Cook, chefe de operações da Stroke Association para a região de East Midlands, afirmou que a campanha do NHS é útil pois os três sintomas são fáceis de reconhecer pela maioria do público.

"Certamente existem outros sintomas, como visão desfocada e fraqueza nas pernas. Mas, acreditamos que o mais importante é que as pessoas se lembrem de agir rapidamente quando observarem os sinais de um AVC e liguem para os serviços de emergência", afirmou.

A prática excessiva de exercícios pode danificar o coração, indica um pequeno estudo feito por especialistas australianos. Exames de ressonâ...

Exercícios em excesso podem danificar o coração, dizem especialistas



A prática excessiva de exercícios pode danificar o coração, indica um pequeno estudo feito por especialistas australianos.

Exames de ressonância magnética de 40 atletas que se preparavam para participar de eventos esportivos extremos, como triatlos ou competições de ciclismo em montanha, revelaram que a maioria apresentava distensões no músculo cardíaco.

A maior parte se recuperou completamente depois de uma semana, mas cinco dos atletas, que vinham treinando há mais tempo, apresentaram cicatrizes - possivelmente um indício de danos permanentes.

A equipe da Universidade de Melbourne disse à revista científica European Heart Journal que as alterações encontradas poderiam, no futuro, provocar problemas cardíacos como a arritmia.

Mas eles enfatizaram que não se deve concluir, com base nesse estudo, que esportes extremos sejam ruins para a saúde.

Para a maioria dos atletas, uma combinação de treinamento sensato e recuperação adequada deve trazer melhorias na função do músculo cardíaco, os pesquisadores disseram.

A equipe disse que são necessários mais estudos.

Treinamento extremo

O diretor médico da Maratona de Londres, Sanjay Sharma, disse que os resultados convidam à reflexão, mas concordou que é preciso fazer mais pesquisas.

- Minha opinião é de que exercícios extremos provavelmente causam danos ao coração em alguns atletas. Não acredito que o corpo humano seja desenhado para (suportar) exercícios durante até 11 horas por dia, então danos ao coração não são implausíveis.

Shama disse, no entanto, que era cedo para dizer se a prática de esportes radicais causa danos a longo prazo.

Doireann Maddock, representante da British Heart Foundation, disse que as pessoas não devem deixar de fazer exercícios com base no novo estudo.

- É importante lembrar que os benefícios da atividade física para a saúde estão bem estabelecidos. Os atletas altamente treinados envolvidos nesse estudo estavam competindo em eventos de longa distância e treinavam mais de dez horas por semana.

- Mais pesquisas de longo prazo serão necessárias para determinar se os exercícios extremos podem causar danos ao ventrículo direito em alguns dos atletas.

Formato alterado

Como parte do estudo, os cientistas avaliaram os atletas duas semanas antes das competições, imediatamente após os eventos e cerca de uma semana depois.

Logo após a competição, os corações dos atletas tinham o formato alterado. O ventrículo direito do órgão - uma das quatro câmaras do coração envolvidas em bombear o sangue pelo corpo - parecia dilatado e não funcionava tão bem como nas semanas que antecederam a competição.

Níveis de uma substância química chamada BNP (Peptídeo Natriurético tipo B), que é fabricada pelo coração em resposta a distensões extremas, haviam aumentado.

Uma semana mais tarde, os corações dos atletas haviam voltado à condição em que estavam antes da competição.

Nos cinco atletas que vinham treinando e competindo há mais tempo, os exames revelaram indícios de cicatrizes no tecido cardíaco. Além disso, a função do ventrículo direito nesses atletas continuava diminuída em comparação com os resultados anteriores ao evento.

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Fisioterapia Cardiovascular: Avaliação e Conduta na Reabilitação


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    Fisioterapia Cardiovascular: Avaliação e Conduta na Reabilitação...

  • A obra serve de consulta e complemento ao conhecimento de fisioterapeutas profissionais para o atendimento de pós-infartados e de pacientes submetidos a cirurgias cardíacas em geral, tanto no ambiente hospitalar como também de forma continuada no ambiente domiciliar (home care).

    Este livro fornece informações necessárias para a formação dos que estão se graduando e iniciando no mercado de trabalho.

  • Editora: Manole
  • ISBN: 9788520429747
  • Origem: Nacional

"Colesterol, os médicos fazem um alerta à população sobre a necessidade de controlar seus níveis. O objetivo principal é detectar alt...

O que você precisa saber sobre Colesterol?

"Colesterol, os médicos fazem um alerta à população sobre a necessidade de controlar seus níveis. O objetivo principal é detectar alterações e corrigi-las a tempo de evitar a ocorrência de doenças cardiovasculares, muitas vezes fatais.".

Introdução

O Dia Nacional de Combate ao Colesterol é um convite para mudanças de hábitos alimentares, a prática de atividades físicas, o abandono do tabaco e o controle de outras doenças, como diabetes e hipertensão arterial. A Sociedade Brasileira de Cardiologia, promove campanhas educativas em diversas capitais, nesta data, visando reduzir o número de vítimas da aterosclerose e do infarto do miocárdio.

Os Lipídios (Fosfolipídios, Triglicerídios e Colesterol)

Os chamados lipídios são substâncias produzidas pelo organismo, podendo também ser ingeridos através dos alimentos. Compreendem os fosfolipídios (fundamentais para a formação das membranas das células), os triglicerídios, (substâncias que armazenam energia no organismo), o colesterol, os glicolipídios, os poliisoprenóides e outros compostos. O colesterol é uma molécula que se comporta como gordura (embora sua composição bioquímica não seja de gordura e, sim de álcool complexo). Tem diversas funções: constituir a membrana das células, revestir as estruturas intracelulares, atuar na fabricação de hormônios e participar da composição da vitamina D (essencial para os ossos e para o crescimento).

Os lipídios são transportados na circulação sangüínea com auxílio das lipoproteínas, uma partícula que possui em seu interior gordura e colesterol. As lipoproteínas são divididas em diferentes classes, entre as quais estão o quilomícron, a VLDL, a LDL e a HDL. A mais conhecida é a LDL, uma lipoproteína de baixa densidade e considerada a "partícula ruim", e a HDL, de alta densidade e considerada a "partícula boa". É possível medir a quantidade de colesterol existente em cada uma dessas frações.

A ingestão de alimentos com muita gordura saturada (gordura sólida à temperatura ambiente) pode levar ao aumento do nível de LDL ("o colesterol ruim") no organismo. A gordura saturada não se transforma em colesterol. Na verdade, reduz a velocidade de eliminação do colesterol, facilitando assim sua deposição nos vasos sangüíneos. É a LDL que transporta a maior parte de colesterol pelo corpo. Cerca de 70% do colesterol que temos está "empacotado" na LDL. Já a HDL é uma partícula "ávida" por colesterol. Ela capta os lipídios deixados nos tecidos periféricos e os leva para o fígado, de onde serão eliminados. Por isso, é chamada de bom colesterol.

A Aterosclerose e o Infarto

A maior parte do colesterol presente em nosso organismo é produzida por ele próprio. Cerca de 25% do colesterol são provenientes da alimentação. Por defeito genético ou enzimático, o indivíduo pode produzir muito colesterol. "Ninguém vive sem colesterol. O importante é tê-lo na medida certa", define o coordenador do Setor de Lipídios, Aterosclerose e Biologia Vascular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Francisco Fonseca.

Existe uma ampla reserva de colesterol no organismo e o excesso pode determinar o entupimento dos vasos. Um dos principais temores de pacientes com nível total de colesterol elevado é a aterosclerose. Trata-se do endurecimento dos vasos sangüíneos causado pela deposição de gordura em suas paredes. Uma predisposição genética combinada ao fumo, ao estresse, à vida sedentária, ao diabetes e à pressão arterial elevada podem contribuir para a ocorrência da enfermidade.

Os ateromas são formados quando uma determinada região da parede vascular começa a apresentar maior quantidade de células, que ficam cada vez mais repletas de partículas LDL ("colesterol ruim"). O excesso de gordura acumulada leva à morte das células e a uma reação inflamatória. Assim, aumentam-se os riscos da estrutura do vaso se romper. Com a ruptura, inicia-se um processo de coagulação, que leva ao entupimento do vaso, podendo ocasionar o infarto do miocárdio. Durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia, no ano passado, em Belo Horizonte, foi apontada a ocorrência de 300 mil mortes por doenças cardiovasculares por ano no Brasil, o que equivale a 821 mortes por dia.

Importância das Campanhas

A importância de uma campanha para redução dos níveis de gordura saturada na alimentação é identificada através de uma projeção realizada com dados da população norte-americana. Se houvesse uma diminuição de apenas 2% no teor de gordura saturada nas dietas, poderiam ser evitados, por ano nos EUA, cerca de 100 mil infartos do miocárdio. A Finlândia registrava a maior taxa de mortalidade por doença coronária no mundo. Nos últimos 25 anos, o governo se esforçou para conscientizar a população com campanhas contra o fumo, pró-atividades físicas, a favor de alimentação saudável e de controle do colesterol. O resultado foi uma redução de 60% de mortes por doenças cardiovasculares.

Opções Terapêuticas

Dieta saudável, exercícios físicos e medicamentos são as formas terapêuticas mais utilizadas. O uso de medicamentos não é indicado para todos os pacientes.

É fundamental observar o teor de gordura na alimentação. Quanto mais gordura se come, maior tendência para o acúmulo de LDL ("colesterol ruim"). Um estudo evidenciou que 13% dos componentes da dieta diária dos norte-americanos são de gorduras saturadas, enquanto o ideal seria não ultrapassar 10%.

Alimentos que fazem subir o mau colesterol geralmente são os de origem animal, como as carnes vermelhas gordas (que apresentam gordura visível e invisível - nas tramas musculares), queijos gordurosos, miúdos, frutos do mar, ovos, embutidos (salame, salsicha, presunto e mortadela), banhas, torresmo, toucinho defumado, massas folhadas e doces recheados. Em uma dieta nutricional para redução de colesterol dá-se preferência para peixes e frangos sem pele. Seguir à risca uma dieta alimentar pode significar a redução de cerca de 15% do colesterol total.

Acredita-se que o ácido graxo ômega 3, um poliinsaturado, ajude a reduzir o mau colesterol. As fibras solúveis, como aveia, e frutas, como maçã , goiaba e parte branca da laranja, melhoram o processo de absorção de colesterol.

O exercício físico não faz baixar o colesterol LDL, mas ajuda a aumentar a produção da HDL. Estudos recentes do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) mostram que pessoas que fazem atividade física regular aceleram a "lavagem" de colesterol ruim dentro dos vasos sangüíneos. A remoção da LDL é até quatro vezes maior entre os adeptos da atividade física em relação aos sedentários.

Levar uma vida saudável, com alimentação adequada, atividades físicas regulares, manutenção do peso e campanhas contra álcool e fumo, do ponto de vista de saúde pública, são os requisitos para afastar o nível alto de colesterol da sua vida.

Índices de Medida

Adulto sadio
Colesterol total ideal: até 200mg/dl
Limite aceitável: de 200mg/dl a 240mg/dl

Pessoas com fatores de risco
Colesterol total: até 130mg/dl

Pessoas com doenças coronarianas
Colesterol total: até 100mg/dl

O coração é um orgão ativado por estímulos elétricos, sendo composto por quatro câmaras: duas superiores e menores (os átrios), e  duas i...

Sistema elétrico do coração: como funciona

http://brugada.files.wordpress.com/2009/05/heart_beat.jpg

O coração é um orgão ativado por estímulos elétricos, sendo composto por quatro câmaras: duas superiores e menores (os átrios), e  duas inferiores e maiores (os ventrículos) .Estas câmaras funcionam como uma bomba propulsora de sangue.

Esta bomba bate cerca de 100 mil vezes por dia, devendo ser eficaz durante toda a nossa vida. As paredes musculares de cada câmara se contraem em uma sequência precisa, impulsionando um volume máximo de sangue com o menor gasto de energia possível .

A contração das fibras musculares do coração (miocárdio) é controlada por uma descarga elétrica que flui através de vias elétricas do sistema de condução, em uma velocidade controlada. A descarga elétrica que inicia a cada batimento cardíaco origina-se no marcapasso natural do coração, chamado de nó sinusal ou sinoatrial, situado na parede do átrio direito. A frequência da descarga elétrica é influenciada pelos impulsos nervosos e pelos níveis de hormônios que circulam na corrente sanguínea.

O sistema nervoso autônomo (SNA) regula a frequência cardíaca através de seus dois componentes: o sistema nervoso simpático (SNS) e o parassimpático (SNPS).O SNS aumenta a frequência cardíaca, enquanto o SNPS a diminui.O SNS supre o coração com uma rede de nervos chamada de plexo simpático.O SNPS supre o coração através de um único nervo, chamado de nervo vago. A frequência cardíaca aumenta sob a influência dos hormônios circulantes do SNS (adrenalina e noradrenalina).

O hormônio tireoidiano também influencia a frequência cardíaca.Quando há excesso deste hormônio  a freqüência cardíaca  torna-se muito elevada, no entanto, quando há deficiência do mesmo, o coração passa a bater muito lentamente. Geralmente, a frequência cardíaca normal em repouso é de 50 a 100 batimentos por minuto.

Entretanto, frequências cardíacas mais baixas (bradicardia sinusal) podem ser normais em adultos jovens, particularmente entre aqueles que apresentam um bom condicionamento físico.Variações da frequência cardíaca são normais durante as atividades do dia.Certos medicamentos e substâncias como a nicotina do cigarro e o álcool, também podem influenciar a  frequência cardíaca.

O sistema elétrico do coração

O nó sinusal ou sinoatrial inicia um impulso elétrico que flui sobre os átrios direito e esquerdo (câmaras cardíacas superiores), fazendo que estes se contraiam.O sangue imediatamente será deslocado para os ventrículos (câmaras cardíacas maiores e inferiores) .Quando o impulso elétrico chega ao nó atrioventricular (estação intermediária do sistema elétrico), este impulso sofre um ligeiro retardo.

Em seguida o impulso elétrico dissemina-se ao longo do feixe de His, o qual divide-se em ramo direito (direcionado para o ventrículo direito) e  ramo esquerdo (direcionado para o ventrículo esquerdo).Este último é dividido em dois fascículos: o ântero-superior esquerdo e o póstero-inferior direito.

Na sequência o impulso elétrico atinge os ventrículos fazendo com que estes se contraiam (sístole ventricular), permitindo a saída de sangue para fora do coração. O ventrículo esquerdo ejeta o sangue para o cérebro, músculos e outros orgãos do corpo humano.O ventrículo direito ejeta o sangue exclusivamente para a circulação do pulmão, para que este sangue seja enriquecido com oxigênio.

O ritmo cardíaco ditado pelo marcapasso natural do coração (nó sinusal) é chamado de ritmo sinusal.O ritmo cardíaco  ditado pelo nó atrioventricular (estação intermediária do sistema elétrico do coração) é chamado de ritmo  juncional Muitas vezes , esse último ritmo pode não ser indicativo de uma doença cardíaca propriamente dita.

Arritmias cardíacas

A frequência cardíaca  não responde só a ação do exercício e ao estado de repouso , mas também a estímulos como a ação de medicamentos e a situações fisiológicas como por exemplo, a dor, ansiedade ou excitação sexual (taquicardia sinusal).Apenas quando a frequência cardíaca é inadequadamente elevada (taquiarritmia) ou baixa (bradiarritmia) ou ainda, quando os impulsos elétricos são originados ou transmitidos por vias anormais, é que consideramos a presença de um ritmo anormal, chamado de arritmia cardíaca .


Dor torácica é a sensação de dor ou desconforto percebida de diversas formas, mas com localização na região a...

Dor torácica (dor no peito)



Dor torácica é a sensação de dor ou desconforto percebida de diversas formas, mas com localização na região anterior do tórax.A maneira de sentir  a dor e o modo de caracterizá-la varia de pessoa para pessoa. Varia também em função das condições psicológicas e do ambiente do indivíduo em um determinado momento. A origem racial também pode influenciar na percepção e no grau do desconforto torácico.

Frente a um sintoma de dor devemos definir os seguintes aspectos: localização, irradiação, característica, duração, fatores precipitantes, fatores que melhoram e/ou pioram a dor, e ainda, os sintomas associados.

Localização

A dor de origem cardíaca causada pela doença arterial  coronariana (angina do peito ou infarto do miocárdio) é localizada na região central do tórax (retroesternal) e difusa. Uma dor em um dos lados do tórax e bem localizada (num determinado ponto do tórax), fala contra que sua origem seja a doença arterial coronariana.

Irradiação

A dor de origem cardíaca poderá manifestar-se apenas em seus possíveis locais de irradiação.Quando  falamos em dor torácica de origem cardíaca, subentende-se toda uma área de possível de irradiação que vai desde a mandíbula até o umbigo, incluindo ambos os braços, a região posterior do tórax, o pescoço, a mandíbula e a boca do estômago. Dores localizadas fora desses limites não costumam ter origem cardíaca. Uma dor torácica anterior e irradiada para ambos os braços é altamente sugestiva de uma origem coronariana.

Característica

A dor torácica coronariana é difusa e percebida como um aperto, opressão, pressão ou queimação. A dor torácica, referida como pontadas ou agulhadas, raramente tem origem coronariana


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Duração

A dor da angina do peito costuma durar de 5 a 20 minutos. Uma dor torácica com características de doença arterial coronariana, mas com duração superior a 20 ou 30 minutos, sugere infarto do miocárdio. A dor torácica que dura segundos ou horas ou ainda,  é  intermitente (aparece e desaparece várias vezes ao longo do dia), raramente tem como origem a doença arterial coronariana.

Fatores precipitantes

A dor torácica coronariana costuma ser precipitada pelo exercício físico, estresse emocional ou após uma refeição mais copiosa e de difícil digestão. 

Fatores de melhora e piora

A dor torácica coronariana não costuma ter fatores de piora, como a palpação do tórax, respiração profunda, mudança na posição do corpo ou movimentação dos braços. Costuma aliviar espontaneamente com o repouso ou após o uso de nitratos (vasodilatadores coronarianos, como o Isordil ou Sustrate).

Sintomas associados

A dor torácica coronariana poderá estar acompanhada de falta de ar (dispneia), sudorese, náuseas e vômitos (sintomas mais sugestivos de infarto do miocárdio), palpitações e palidez. A presença de tosse, febre, azia  e outros sintomas, podem sugerir outras causas para a dor torácica, como as doenças respiratórias ou do aparelho digestivo.

Classificação

A dor torácica pode ser classificada em 4 categorias a partir das suas características clínicas, independentemente dos exames complementares.

- Dor anginosa típica (tipo A):

Há características de angina do peito típica e evidente, levando ao diagnóstico de doença arterial coronariana   (angina do peito ou infarto do miocárdio), mesmo sem o resultado de qualquer exame complementar. 

- Dor provavelmente anginosa (tipo B):

Esse tipo de dor não possui todas as características de uma angina do peito típica, mas a doença coronariana é a principal suspeita diagnóstica.

- Dor provavelmente não anginosa (tipo C):

É uma dor atípica, mas não é possível excluir totalmente o diagnóstico de doença arterial coronariana sem a realização de exames complementares.

- Dor não anginosa (tipo D):

É um tipo de dor com características de origem não coronariana.Nestes casos outros diagnósticos se sobrepõem claramente à hipótese de doença arterial  coronariana.

Equivalente anginoso

Alguns pacientes, como os idosos, ao invés de sentirem um desconforto torácico como manifestação de angina do peito  percebem apenas uma dificuldade respiratória (dispneia). Esse sintoma equivale ao de angina do peito (equivalente anginoso).

"O Portal do Coração adverte: a dor torácica pode ser indicativa de uma doença potencialmente grave. Por isso, se você está sentindo este sintoma, procure sempre a orientação de um médico".

O treinamento físico é parte fundamental de um programa de reabilitação cardíaca após um infarto do miocárdio (IM)...

Reabilitação cardíaca precoce após ataque cardíaco


O treinamento físico é parte fundamental de um programa de reabilitação cardíaca após um infarto do miocárdio (IM), conhecido popularmente como ataque cardíaco.O treinamento através de exercícios físicos de baixa intensidade poderá ser iniciado em poucos dias após um infarto do miocárdio (IM), desde que o paciente esteja clinicamente estável.Os seus objetivos principais são reduzir o risco futuro de morte e complicações cardiovasculares.Um estudo europeu confirmou os benefícios das atividades físicas após um IM.

Trinta e nove pacientes com IM foram encaminhados para um programa precoce de exercícios físicos, ou seja, duas semanas após um IM (G1).Um outro grupo de pacientes iniciou estas atividades mais tardiamente (G2). O G1 participou de um programa de exercícios físicos de baixa intensidade, duas a três vezes por semana, durante quatro semanas antes de entrar em uma fase de exercícios físicos moderados a intensos.

O G2 iniciou diretamente na fase de exercícios moderados a intensos, após quatro semanas de atraso, ou seja, cerca de 6 semanas após a ocorência de um IM.Após 4 e 16 semanas do início dos treinos moderados a intensos, o VO2 máximo (consumo máximo de oxigênio cardíaco) foi avaliado em ambos os grupos.Um desfecho secundário avaliado no estudo foi a qualidade de vida.

Não houve um aumento no VO2 máximo avaliado em quatro semanas nos dois grupos (G1 e G2).Após 16 semanas, o VO2 máximo aumentou em ambos os grupos, sem diferenças significativas entre ambos.A qualidade de vida melhorou em todos os domínios em ambos os grupos.

O início precoce do treinamento físico não aumentou o VO2 máximo quando o G1 foi comparado ao G2.No entanto, para os pacientes de baixo risco, com elevada motivação para o treinamento, uma atividade fisica, como caminhar para casa, é uma boa opção para iniciar precocemente uma reabilitação cardíaca nas primeiras semanas após um IM.

Fonte: European Journal of Cardiovascular Prevention & Rehabilitation.

Para o diagnóstico das doenças das coronárias, existem diversos métodos a disposição do médico delimitando o quanto suas coronárias estão do...

O Diagnóstico das Doenças de Coronárias

Para o diagnóstico das doenças das coronárias, existem diversos métodos a disposição do médico delimitando o quanto suas coronárias estão doentes. Alguns são feitos em consultório, outros em serviços especializados e outros ainda em hospital.

Anamnese e Exame Clínico

Denomina-se anamnese a história da doença relatada pelo paciente ou familiares. As informações colhidas pelo médico podem sugerir, com maior ou menor certeza, um diagnóstico.

Como segundo passo, o médico realiza o que se denomina o exame clinico. Os achados encontrados nessa avaliação, mais os dados da história da doença, permitem ao médico fazer uma hipótese diagnóstica ou mesmo um diagnóstico.

Para confirmar o diagnóstico, o seu médico pedirá exames complementares, que, no caso de uma doença do coração, são os que se seguem.

O Eletrocardiograma

O eletrocardiograma realizado em repouso é útil para diagnosticar arritmias, aumento de cavidades, distúrbios de condução, manifestações sugestivas de distúrbios de perfusão, de distúrbios metabólicos ou medicamentosos.

Se a história clinica do paciente for sugestiva de doença isquêmica do coração e se o eletrocardiograma de repouso for normal, deve-se prosseguir na investigação.

O Teste de Esforço

É um teste para verificar a tolerância do coração a um esforço. Realiza-se com o paciente pedalando uma bicicleta estacionária ou caminhando sobre uma esteira, enquanto o médico observa ou registra o eletrocardiograma.

Uma outra possibilidade de testar a capacidade do coração é a que se faz administrando-se uma substância radioativa que se fixa no músculo cardíaco.

Se existirem no coração zonas menos irrigadas pelo sangue lá haverá menor fixação do radioisótopo. Por esse teste se pode ver como o coração se move e como o sangue se distribui pelo músculo cardíaco. Pode-se observar com esse teste como o coração se comporta em repouso e ao esforço.

Se a pessoa tiver outras doenças e não for capaz de realizar o teste de esforço físico, poderá ser feito o teste com um medicamento que ative o seu coração e dilate as artérias coronárias. Um eletrocardiograma feito durante o teste fornece as mesmas informações que o teste feito com a esteira ou bicicleta.

Esses testes de esforço ou estresse mostram como o coração está funcionando, mas não mostram o local exato do coração onde se localiza a doença, qual a artéria bloqueada e qual o grau de obstrução.

A fim de esclarecer essa dúvida recorre-se ao cateterismo cardíaco.

O Cateterismo Cardíaco

O cateterismo cardíaco, angiograma ou cinecoronariografia são termos relacionados, ainda que não signifiquem a mesma coisa.

Através da cinecoronariografia podemos analisar as artérias coronárias.

Para a sua realização, um cateter é introduzido através de uma artéria do braço ou perna e é dirigido até o coração onde, pela injeção de um contraste nas cavidades cardíacas, se pode analisar as cavidades e as válvulas cardíacas. Injetando o contraste nos orifícios de abertura das coronárias podemos analisar o seu estado.

O Ecodopplercardiograma

Através desse exame colhem-se informações sobre a anatomia e a função do coração. Para o diagnóstico de doença isquêmica esse exame não tem maior utilidade.

Angiotomografia

Por este método conseguimos estudar os vasos do coração, em três dimensões e se pode obter uma boa informação sobre deficiências circulatórias.

O Que Podemos Esperar desses Testes

Os testes de esforço permitem ao seu médico saber quanto do coração está a perigo ou quanto já foi destruído. Mostra o local e o grau de obstrução de uma artéria e o número de vasos atingidos. Todos esses dados são importantes para que o médico possa fazer um prognóstico baseado na sua experiência. Outro resultado desses exames é o fato de que permitem orientar o tratamento.

Basicamente os tratamentos das doenças de coronárias são de três ordens:
 

Tratamento médico
Angioplastia
Cirurgia de bypass

PCR é a interrupção súbita da atividade mecânica ventricular, útil e suficiente, e da respiração; morte clínica : falta de movimentos resp...

Parada Cárdio-Respiratória


PCR é a interrupção súbita da atividade mecânica ventricular, útil e suficiente, e da respiração; morte clínica: falta de movimentos respiratórios e batimentos cardíacos eficientes na ausência de consciência, com viabilidade cerebral e biológica; morte biológica irreversível: deterioração irreversível dos órgãos, que se segue à morte clínica, quando não se institui as manobras de RCR; morte encefálica (freqüentemente referida como morte cerebral): ocorre quando há lesão irreversível do tronco e do córtex cerebral, por injúria direta ou falta de oxigenação, por um tempo, em geral, superior a 5min em adulto com normotermia.

Epidemiologia: causas de PCR e predisposições

Em adultos: a doença coronária é a principal causa de PCR. Em nosso país, a doença de Chagas, por levar a importantes distúrbios elétricos no coração, também tem papel deflagrador desses episódios. Os fatores pregressos mais importantes, que acrescentam riscos, são episódios prévios e história de: PCR; taquicardia ventricular (TV); infarto do miocárdio; miocardiopatia dilatada; hipertensão arterial sistêmica; cardiomiopatia hipertrófica; síndrome do QT longo e portadores de síndrome de Wolf Parkinson White com episódios de fibrilação atrial; em crianças: diferentemente dos adultos, o mais comum em criança é apresentar parada cardíaca devido à parada respiratória. Menos de 10% dos casos devem-se a fibrilação ventricular (FV), sendo geralmente associados a doenças cardíacas congênitas. Por este motivo, a sobrevida é muito baixa. Como a falência respiratória é a causa fundamental das PCR na criança, prevenir a insuficiência respiratória e, principalmente, observar muito de perto crianças com insuficiência respiratória, diminuirão a necessidade de medidas de ressuscitação, nessa faixa etária. No nosso país, distúrbios hidroeletrolíticos e ácido básicos são outras causas comuns de PCR em criança. Em relação aos traumatismos, estes são causa freqüente de PCR em crianças abaixo de 1 ano de idade; na gravidez: os eventos que mais comumente levam a parada cardíaca na gestação são: embolia pulmonar, trauma, hemorragia periparto com hipovolemia, embolia de líquido amniótico, doenças cardíacas pré-existentes e complicações pelo uso de medicamentos durante a gravidez.

 

Modalidades de parada cardíaca

Assistolia - É a cessação de qualquer atividade elétrica ou mecânica dos ventrículos. No eletrocardiograma (ECG) caracteriza-se pela ausência de qualquer atividade elétrica ventricular observada em, pelo menos, duas derivações (fig. 1).

Fig. 1 - Assistolia ventricular; no início do traçado registrou-se um complexo QRS e onda T, seguido de linha isoelétrica.

Fibrilação ventricular - É a contração incoordenada do miocárdio em conseqüência da atividade caótica de diferentes grupos de fibras miocárdicas, resultando na ineficiência total do coração em manter um rendimento de volume sangüíneo adequado. No ECG, ocorre a ausência de complexos ventriculares individualizados que são substituídos por ondas irregulares em ziguezague, com amplitude e duração variáveis (fig. 2).

Fig. 2 - Fibrilação ventricular. A) ondas amplas e rápidas - fibrilação ventricular tipo "grosseiro"; B) ondas pequenas e lentas - fibrilação tipo "fino".

Taquicardia ventricular sem pulso - É a sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares que podem levar à acentuada deterioração hemodinâmica, chegando mesmo a ausência de pulso arterial palpável, quando, então, é considerada uma modalidade de parada cardíaca, devendo ser tratada com o mesmo vigor da FV. O ECG caracteriza-se pela repetição de complexos QRS alargados não precedidos de ondas P e, se estas estiverem presentes, não guardam relação com os complexos ventriculares. Podem ocorrer capturas isoladas de alguns complexos QRS. Em geral os ciclos ventriculares têm sucessão a intervalos irregulares (fig. 3).


Fig. 3 - Taquicardia ventricular.

Atividade elétrica sem pulso - É caracterizada pela ausência de pulso detectável na presença de algum tipo de atividade elétrica, com exclusão de taquicardia ou FV. A atividade elétrica sem pulso incorpora a dissociação eletromecânica (DEM) e um grupo heterogêneo de ritmos que inclui: pseudo DEM, ritmo idioventricular, ritmo de escape ventricular, ritmo idioventricular pós desfibrilação e ritmos bradiassistólicos. Ao ECG, caracteriza-se pela presença de complexos QRS largos e bizarros que não produzem resposta de contração miocárdica eficiente e detectável (fig. 4).

Fig. 4 - Dissociação eletromecânica ou ritmo agônico. Complexos QRS largos e bizarros. Ritmo idioventricular, sem contração mecânica ventricular correspondente.

Quando uma pessoa teve um problema cardíaco, os médicos recomendam os exercícios de reabilitação cardiovascular. O objetivo da reabilitação,...

Exercícios de reabilitação cardiopulmonar

Quando uma pessoa teve um problema cardíaco, os médicos recomendam os exercícios de reabilitação cardiovascular. O objetivo da reabilitação, segundo a Organização Mundial da Saúde, é um pronto retorno a um estilo de vida normal, ou o mais assemelhado possível, ao que o indivíduo tinha antes da sua doença, e que lhe permita cumprir um rol satisfatório na sociedade, retornando a uma vida ativa e produtiva.

Para quem está recomendada a reabilitação cardiovascular? "A reabilitação tem se tornado uma ferramenta terapêutica que o médico cardiologista pode usar em quase todos os pacientes", assinala Lipshitz.

O benefício fisiológico mais importante é a melhoria da capacidade funcional. Isto significa que aumenta o limiar para sintomas como a angina de peito, a dispnéia, a fadiga e o esgotamento, e um aumento na capacidade para o trabalho. Quer dizer que, se uma pessoa sentia fadiga quando caminhava uma quadra, depois de iniciada a reabilitação, sentirá fadiga quando tenha percorrido um trajeto maior. O resultado final destes mecanismos adaptativos é uma melhoria da qualidade de vida.

Os exercícios de reabilitação devem começar precocemente logo após o diagnóstico de uma enfermidade cardíaca, ou na forma posterior a um evento agudo. A eleição desse momento é um critério médico que depende do estado clínico do paciente e da presença ou não de complicações.

A insuficiência cardíaca ou insuficiência cardíaca congestiva é uma condição grave, na qual a quantidade de sangue que o coração é capaz d...

Ressincronização cardíaca

A insuficiência cardíaca ou insuficiência cardíaca congestiva é uma condição grave, na qual a quantidade de sangue que o coração é capaz de bombear a cada minuto (débito cardíaco), é insuficiente para suprir as necessidades de oxigênio e  nutrientes de todo organismo. A insuficiência cardíaca  tem muitas causas, incluindo não só as doenças cardiológicas, mas também doenças de outros órgãos que afetem o funcionamento do coração.

No Brasil, segundo os dados do DATA-SUS, a insuficiência cardíaca  é a principal causa de hospitalização em nosso país. O tratamento atual  da insuficiência cardíaca está voltado  aos mecanismos que mantém e agravam a doença ao longo do tempo. Além de cuidados relacionados aos hábitos de vida, vários medicamentos têm a propriedade de interferir favoravelmente na evolução da doença e aumentar a longevidade de seus  portadores.

Além dos vários tipos de medicamentos, casos resistentes ao tratamento clínico  podem se beneficiar de outros procedimentos: angioplastia coronariana, revascularização miocárdica  (cirurgia de ponte de safena), troca ou reparo da válvula mitral ou  transplante cardíaco .Entretanto, ainda hoje, esta última modalidade de tratamento beneficia um pequeno número de indivíduos, por sua dependência de doadores compatíveis .

Além destas alternativas para uma população especíica, a estimulação cardíaca surgiu como tratamento útil na melhora da qualidade de vida e redução da mortalidade de pacientes graves com insuficiência cardíaca.Nos anos noventa, Hochleitner (1990) e Bakker (1994), conduziram os primeiros estudos de estimulação cardíaca artificial.

Para pacientes com disfunção cardíaca  grave, estágios de insuficiência cardíaca avançados, refratários ao tratamento medicamentoso convencional, recentemente foi introduzida a terapia de ressincronização cardíaca.

A terapia de ressincronização é uma modalidade de estimulação cardíaca artificial que tem o propósito de corrigir alterações da contração do coração, em pacientes com insuficiência cardíaca avançada.Esta  modalidade de tratamento é possível através do implante de um dispositivo cardíaco eletrônico, chamado de ressincronizador cardíaco, um tipo  marcapasso artificial). Este pode estar associado ou não ao desfibrilador implantável.Este último equipamento  identifica arritmias graves e as trata com um choque elétrico, diminuindo o risco de morte súbita cardíaca.

Essa alternativa de tratamento  surgiu a partir da observação  que, na presença de bloqueio do ramo esquerdo no eletrocardiograma de pacientes com insuficiência cardíaca, poderia haver  uma contração cardíaca anormal (dissincronismo). Esta alteração, consequentemente, comprometeria a função de bomba  exercida pelo coração .O Doppler tecidual (uma modalidade de ecocardiograma que analisa o coração por ondas de ultrassom) é um método de imagem capaz de documentar a presença do dissincronismo.

A ressincronização é um procedimento invasivo, que consiste no implante de um eletrodo na parede lateral do ventrículo esquerdo. A terapia de ressincronização é uma alternativa terapêutica para os pacientes com insuficiência cardíaca avançada.

Os  estudos com terapia de ressincronização demonstraram que a mesma  proporciona redução significativa da classe funcional (redução dos graus de fadiga e de falta de ar), melhora da qualidade de vida, assim como incremento da distância percorrida em 6 minutos . A seguir, foram publicados estudos clínicos  de larga escala , cujos objetivos  foram  avaliar o risco de morte a as taxas de hospitalização. Os achados desses estudos demonstraram um aumento de sobrevida proporcionado pela terapia de ressincronização.

Orientações antes do implante do ressincronizador:

É necessário jejum de 6 horas. Medicações de uso habitual não costumam ser suspensas, com exceção dos anticoagulantes, por aumentarem os riscos de sangramentos. O uso de antibióticos preventivos é recomendada. O implante é realizado sob monitorização contínua da pressão arterial , eletrocardiograma e oximetria (avaliação do nível de oxigenação no sangue).

É realizada uma anestesia local com sedação ou uma anestesia geral. O gerador do ressincronizador costuma ser implantado na região peitoral (tórax). O cabo-eletrodo , que estimula eletricamente o funcionamento do coração , é introduzido através de uma veia. Após o implante do gerador do ressincronizador , realizamos um eletrocardiograma e exame de raio X do tórax. O paciente permanece internado por pelo menos 24 horas após o implante.

Indicações:

- Classe funcional avançada, ou seja, III ou IV (falta de ar aos mínimos esforços ou  até ao repouso).

-Disfunção cardíaca severa  no ecocardiograma (capacidade de contração severamente reduzida , indicada por uma fração de ejeção inferior a 35% ).

- Resposta clínica inadequada aos diversos medicamentos, desde que usados de forma e dose adequadas .

- Presença de  bloqueio de ramo esquerdo em seu eletrocardiograma (complexos QRS maiores que 120 ms) e/ou  demonstração de dissincronismo cardíaco no exame de doppler tecidual.

É muito comum que os pacientes candidatos à terapia de ressincronização, também sejam benefeciados com o implante de um desfibrilador automático. Este último dispositivo identifica e trata arritmias cardíacas potencialmente fatais, através de choques, evitando o risco de morte súbita.    

Riscos e complicações:

As complicações mais frequentes após o implante de um ressincronizador são:  pneumotórax e hemotórax, que são, respectivamente, acúmulo de ar e sangue no espaço pleural (membrana que envolve os pulmões); hematomas; arritmias cardíacas; infecções; perda do comando ou sensibilidade do ressincronizador e deslocamento do cabo-eletrodo (estas duas últimas complicações afetam o funcionamento deste dispositivo).

O risco de complicações graves e de morte, relacionadas ao implante do ressincronizador, são relativamente baixos.   

Por algum motivo o pâncreas deixa de fabricar a insulina necessária para fazer a glicose entrar na célula e, assim, alimentá-la. Sem glicose...

A diabetes

Por algum motivo o pâncreas deixa de fabricar a insulina necessária para fazer a glicose entrar na célula e, assim, alimentá-la. Sem glicose as células ficam famintas e, começamos a sentir muita fome. Ao mesmo tempo, como a glicose não entra na célula, ela fica sobrando no sangue, o que faz com que transborde na urina, nos levando a urinar muito também e a sentir muita sede.

Algumas pessoas desenvolvem diabetes após doenças no pâncreas. Outras pessoas (a grande maioria) desenvolvem diabetes e não conseguimos descobrir a causa. Mas, sabemos que em qualquer das situações, o pâncreas não está funcionando corretamente. Seja não fabricando nenhuma insulina (diabetes insulino-dependente), seja fabricando pouca insulina ou uma insulina fraca (diabetes não insulino-dependente).

A diabetes é uma doença crônica. Ela não tem cura mas tem controle com o uso da medicação correta.

O não controle da diabetes leva a pessoa a um processo de envelhecimento rápido, com falência de órgãos importantes como rins, olhos, cérebro pois o excesso de glicose na circulação promove lesão de pequenos vasos sanguíneos que pode ocorrer em qualquer órgão do corpo.

Por isso, cuide-se. Tome sua medicação corretamente, faça dieta, evite açúcares, doces, etc. Coma verduras, legumes, saladas, cereais, alimentos integrais e não deixe de realizar atividade física.
Dieta para Diabetes

Alimentos a serem EVITADOS:

Açúcar, balas, chocolates, bombons
Vinhos, doces, champanha
Bolos, tortas
Refrigerante e sorvete
Mel, geléias
Cerveja
Alimentos fritos

Alimentos PERMITIDOS sem restrições:

Cominho, louro, oréganos
Café e chá (sem açúcar)
Limão
Salsa
Salsão
Alho
Cebola
Vinagre
Pimenta
Carnes e peixes devem ser cozidos, grelhados ou assados
Verduras devem ser preparadas sem gorduras ou farinha


Dicas Importantes para Diabetes:

Faça 5 a 6 refeições ao dia (café da manhã, almoço, jantar e lanches nos intervalos), de preferência em horários determinados.
Os doces devem ser ingeridos, de preferência, junto às grandes refeições, pois estas possuem um maior teor de gordura e, consequentemente, digestão mais lenta.
Coma alimentos ricos em fibras: verduras e legumes (crus e cozidos) e frutas (com casca ou bagaço), pois o conteúdo de fibras nos alimentos diminui a velocidade de absorção dos carboidratos.
Não exagere na quantidade de frutas numa mesma refeição. Lembre-se que as frutas também possuem um tipo de açúcar (frutose).
Cuidado com alimentos lights, eles podem conter açúcar. Lembre-se que o alimento diet, é o alimento modificado em que um ingrediente é substituído por outro, por exemplo o açúcar pelo adoçante, sendo assim indicado para o diabético. Já o light, é o alimento que contém uma porcentagem menor de um ingrediente (por exemplo: gordura, açúcar) e nem sempre é indicado para o diabético – refresco light contém açúcar.
Lembrar que os alimentos diets, frequentemente, possuem outros ingredientes como farinhas, leite, ovos etc, os quais devem ser considerados.
Sempre que tiver dúvida, verifique os ingredientes no rótulo, ou ligue para o Serviço de Atendimento ao Consumidor do fabricante do produto.
Cuidado com água tônica, apesar do sabor amargo, contém açúcar, só beba na versão diet.

Exercício físico esporádico, intenso e no calor pode ser um gatilho para que se manifestem doenças cardiovasculares silenciosas. Para falar ...

Exercicio físico esporádico pode ser gatilho para cardiopatias

Exercício físico esporádico, intenso e no calor pode ser um gatilho para que se manifestem doenças cardiovasculares silenciosas. Para falar sobre os atletas de fim de semana, estiveram no Bem Estar desta terça-feira (8) os cardiologistas Roberto Kalil, que também é consultor do programa, e Maria Janieire Alves.

Quando sobra um tempo livre, seja em um fim de semana, seja em um feriado de carnaval, o que não falta são pessoas correndo para compensar a falta de atividades em dias normais. O que acontece ao coração delas foi explicado pelos especialistas no estúdio.

Antes de iniciar um exercício, o ideal é que indivíduos acima de 35 anos passem pelo menos por uma avaliação e um eletrocardiograma, mesmo que não sintam nada. É importante investigar, por exemplo, o histórico familiar. Alguém cujo pai enfartou aos 50 anos, tem sobrepeso, diabetes ou hipertensão deve ficar atento.

E estar dentro do peso não garante tranquilidade: pessoas magras também podem ter problemas. Por isso, a recomendação é fazer o teste ergométrico, que dá resultado falso negativo em apenas 2% dos casos. E o exame clínico deve ser realizado para complementá-lo.

A frequência cardíaca máxima é resultado do número 220 subtraído pela idade do paciente. Na atividade física, o correto é que se atinja até 85% desse número. Mas, muitas vezes, quem exagera sem ter preparo para isso chega à frequência máxima mesmo com um exercício leve.

No Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o repórter Walace Lara foi conferir com que regularidade as pessoas estão cuidando da saúde. Para medir a frequência cardíaca dos atletas de fim de semana, participou a cardiologista Patrícia Oliveira, do Instituto do Coração (Incor). O aparelho mostrou quantos batimentos por minuto são registrados durante a atividade.

Em Manaus, um teste analisou pessoas que se exercitam pelo menos três vezes por semana com o aeroboi, uma mistura de aeróbica com o boi-bumbá, dança típica do Amazonas, que exige muita musculação para possibilitar movimentos sincronizados.

Doenças cardíacas

As doenças cardíacas são as principais responsáveis pelas mortes súbitas na prática esportiva. Para evitar o pior, o ideal é fazer um check-up regularmente. Aqueles que já começaram a praticar exercícios devem prestar atenção a qualquer dor ou desconforto que aparecer durante a atividade, principalmente na região do tórax, pois esses sintomas podem indicar problemas cardíacos.

Segundo o chefe da seção de Cardiologia do Esporte do Instituto Dante Pazzanese, Nabil Ghorayeb, estima-se que 90% dos casos de morte súbita no esporte entre pessoas com mais de 35 anos em todo o mundo sejam causados por aterosclerose (depósito de gordura que entope as artérias coronarianas). A doença, que geralmente não apresenta sintomas, pode levar ao infarto agudo do miocárdio.

Entre os jovens, a cardiomiopatia hipertrófica (crescimento do músculo cardíaco causado por uma anomalia genética), muitas vezes também assintomática, é responsável por 56% das mortes.

A incidência de óbitos na atividade física, no entanto, é muito pequena, o que comprova que os exercícios, se bem orientados e realizados de acordo com os limites de cada um, trazem mais resultados bons do que ruins.

Um estudo americano divulgado em 2000 verificou uma taxa de mortalidade extremamente baixa: uma morte por 2,6 milhões de horas de atividades em academias. A vítimas eram principalmente homens de meia-idade, com histórico de doenças cardíacas ou fatores de risco (como obesidade e fumo), e praticantes de exercícios esporádicos.

Fonte

Quer manter o coração saudável e evitar doenças cardíacas? Faça contas. De acordo com o livro Mitos da Saúde e 98 verdades que podem melhora...

Saiba como prevenir doenças cardíacas com pequenos atos

Quer manter o coração saudável e evitar doenças cardíacas? Faça contas. De acordo com o livro Mitos da Saúde e 98 verdades que podem melhorar, prolongar e até salvar sua vida, quantificar alguns hábitos ajuda a controlar e até prevenir a pressão alta e a ocorrência de problemas cardíacos. Isso inclui caminhar cada dia um pouco mais, perder peso, fazer exames regularmente e dosar sal e gorduras na alimentação.

A caminhada do dia a dia, por exemplo, pode ser contabilizada: 35 minutos deste exercício, 5 vezes por semana, numa velocidade moderada, ajudam na prevenção dos problemas do coração, além da perda de peso. E se o caso é tratar uma pressão elevada já existente, a caminhada de meia hora deve ser feita todos os dias. "O efeito vasodilatador só dura 24 horas", explica o presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Malachias.

Perder 5% do peso
Em pessoas que sofrem de hipertensão e têm alguns quilos a mais, perder 5% do peso é forma eficaz de normalizar a pressão. Segundo o cardiologista, esta regra vale para quem está acima do peso. "Quem está no peso certo não deve emagrecer, mas atentar para os outros fatores de risco, como o consumo de sal e gorduras e a falta de exercícios físicos", orienta. Na alimentação, deve-se ficar atento à quantidade de sal. Ela não pode passar de uma colher de sobremesa rasa (5g) por dia, já incluindo o sal que alguns alimentos contêm. Porções de grãos e saladas devem ser ingeridas diariamente. "E dois copos de leite desnatado ou o equivalente em laticínios, que previnem hipertensão e osteoporose", conclui o cardiologista.

Calcule

CAMINHADA
Caminhe 10 mil passos por dia. Isso equivale a oito km e queima entre 400 e 500 calorias diárias. Use um podômetro para verificar quantos passos você costuma dar. Depois, adicione mil passos (800 metros) a cada semana, até 10 mil ou mais.

EXAMES
Faça check-up a cada 2 anos. Se houver histórico familiar de doenças cardíacas, o acompanhamento médico preventivo deve começar cedo.

ALIMENTAÇÃO
Por dia, 400g de frutas e hortaliças e 25g de grãos reduzem a absorção de gorduras saturadas e do colesterol, além de diminuírem a vontade de ingerir outros pratos com gordura e carboidratos.

  As doenças cardiovasculares são todas as doenças do coração e sistema sanguíneo (artérias, veias e vasos capilares). Geralmente, são pr...

Doenças cardiovasculares

Resultado de imagem para cardiopatas 

As doenças cardiovasculares são todas as doenças do coração e sistema sanguíneo (artérias, veias e vasos capilares). Geralmente, são provocadas pela acumulação, durante anos, de gordura na parede dos vasos sanguíneos.

Factores de risco

- Idade

- Antecedentes familiares

- Vida sedentária

- Ingestão de alimentos ricos em gordura e sal

- Tabaco e excesso de bebidas alcoólicas

- Hipertensão arterial

- Diabetes

- Obesidade

- Stress

Prevenção

A prevenção é o melhor tratamento de qualquer doença.

- Alimentação equilibrada com abuso de legumes, vegetais, fruta e cereais

- Exercício físico moderado e com regularidade

- Não fumar

- Controle regular da tensão arterial, açúcar e gordura no sangue

- A partir dos 40 anos deve haver realização de exames periódicos de saúde.

As pessoas com antecedentes familiares devem começar mais cedo.

Doenças mais frequentes

As mais frequentes são o enfarte do miocárdio, angina de peito, acidente vascular cerebral, hipertensão arterial e aterosclerose.

A cardiopatia isquémica inclui as doenças cardíacas desencadeadas pela acumulação de gordura nas paredes de vasos e artérias provocando estreitamento, dificuldade ou obstruça ao sangue de passar. O estreitamento pode originar angina de peito e a obstrução total enfarte agudo do miocárdio.

A aterosclerose atinge artérias de grande e médio calibre, é desencadeada pela acumulação de gordura, cálcio e outras substâncias nas paredes internas das artérias. A redução do calibre da artéria provoca diminuição da quantidade de sangue que consegue passar e consequente aumento do esforço do coração para bombear. Este esforço provoca hipertensão arterial sistólica.

A aterosclerose provoca acidentes vasculares cerebrais e doenças nas artérias coronárias.

Diagnóstico

Quando o doente chega, o médico deve tentar saber o máximo de informações possíveis sobre o que sente, doenças anteriores, hábitos de vida e medicamentos que toma, para se poder fazer a história clínica dele.

O médico pode pedir exames de sangue e electrocardiograma para confirmar o diagnóstico.

Há alguns sintomas que sugerem ao médico doença cardíaca, principalmente nos idosos, nomeadamente:

- Dificuldade em respirar, mesmo em repouso, ou se acorda o doente durante a noite.

- Sensação de aperto no peito que pode irradiar até ao pescoço ou braço esquerdo durante o exercício físico.

- Alterações do ritmo cardíaco e pernas inchadas.

Tratamento

O tratamento é feito com medicação que vai diminuir o esforço e aumentar a força do músculo cardíaco e consequentemente baixar a pressão arterial. O médico pode prescrever diuréticos, beta-bloqueantes, inibidores ECA e digitálicos.

Há muito se estuda os benefícios do exercício físico regular para indivíduos saudáveis. Existem relatos mostrando que desde a Grécia antiga ...

Beneficios do exercicio para cardiopatas

Há muito se estuda os benefícios do exercício físico regular para indivíduos saudáveis. Existem relatos mostrando que desde a Grécia antiga os filósofos-médicos buscavam entender como o exercício melhorava a saúde das pessoas. Herodicus e Hipócrates, o pai da medicina, estabeleceram diversos compêndios de saúde e higiene. Já, a partir da Renascença, o número de estudiosos e de artigos que buscam entender o movimento humano cresceu tornando-se vasto nos dias atuais.

Os estudos que relacionam cardiologia e exercício físico começaram a se desenvolver somente no século XVIII quando o médico inglês William Heberden relatou os efeitos do exercício físico em um homem que sofria de angina, ou seja, "dor no peito" em decorrência da má irrigação de parte do coração. Contudo, da segunda metade do século XIX até a segunda metade do século XX o número de estudos foi pequeno. Ou seja, a pesquisa aplicada ao exercício físico e a cardiologia é historicamente recente.

Porém, devido à tecnologia e ao avanço do conhecimento biológico tem se disponibilizado informações suficientes para o desenvolvimento de um programa de condicionamento físico que seja efetivo e eficaz para esta população.

Hoje já podemos afirmar que um programa de condicionamento físico promove os seguintes efeitos benéficos:

- Melhora da capacidade cardiorespiratória;

- Aumento na quantidade de vasos sanguíneos nos músculos ativos;

- Diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial em repouso;

- Diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial em exercício de baixa intensidade;

- Aumento nos níveis do bom colesterol (HDL) e diminuição de triglicerídeos;

- Diminuição da gordura corporal total;

- Diminuição da gordura intra-abdominal (a mais nociva para o coração);

- Melhora dos índices de glicose no sangue (glicemia), entre outros.

Além destes benefícios, o exercício também atua como fator preventivo para eventos cardiovasculares. Existe uma excelente associação entre níveis mais elevados de atividade física e menores riscos de morte por doença cardiovascular e por coronariopatia.

Se pensarmos exclusivamente em indivíduos que foram acometidos por algum problema cardíaco um programa de condicionamento físico promoverá os mesmos benefícios citados acima, além dos benefícios específicos para cada condição patológica.

A grande arte neste processo está na prescrição do exercício para este grupo de indivíduos. Primeiramente, o trabalho com esta população deve ser feito por uma equipe multidisciplinar (médicos, educadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas e etc.). Segundo, um bom exame clínico deve ser realizado para sabermos exatamente qual a condição que o nosso aluno(a) apresenta antes de iniciarmos a prática do exercício. Terceiro, determinar qual a fase de reabilitação o aluno está. Com as informações clínicas devemos pensar em quatro aspectos para a boa prescrição e execução do exercício físico:

1. Tipo de exercício: o exercício a ser realizado durante a sessão de treinamento. Recomendam-se exercícios cíclicos (caminhada, ciclismo, remo, corrida, natação, entre outros) que envolvam grandes grupamentos musculares. Todavia, não se esqueça de um bom trabalho de alongamento e de fortalecimento muscular com pesos (assunto do próximo artigo).

2. Freqüência semanal: no início do processo é preconizado duas a três sessões semanais, podendo, com o passar do tempo e com a melhora da condição geral do aluno(a), aumentar esta freqüência para até cinco ou seis vezes.

3. Duração da sessão: a sessão padrão dura 60 minutos, subdividida em aquecimento (10 min), principal (20 a 30 mim), fortalecimento (10 mim a 15 mim) e final (5 mim). O tempo da fase principal é modificado de acordo com a condição clínica do aluno podendo durar mais de 30 minutos.

4. Intensidade da atividade: a intensidade pode ser determinada por pelo menos duas metodologias. A primeira e mais recomendável, é a realização de um teste ergoespirométrico onde é possível avaliar de modo preciso qual a freqüência cardíaca máxima e mínima para o treinamento. A desvantagem deste método é o custo deste procedimento. O segundo método é por meio da fórmula de freqüência cardíaca de reserva de Karvonen:



FC treinamento = [(FCmáxima - FCrepouso) x % de intensidade] + FCrepouso



Trabalha-se inicialmente entre 50% e 70% da freqüência cardíaca de reserva para a execução dos exercícios aeróbios (cíclicos). Entretanto, deve-se levar em consideração possíveis queixas de angina, alterações de freqüência cardíaca e alterações de pressão. Um aparelho de monitoramento da freqüência cardíaca é muito útil durante a prática da atividade física para um melhor monitoramento da intensidade.

Vejam alguns benefícios da prática do exercício físico em patologias específicas:

Isquemia miocárdica: melhora da angina em repouso; melhora da capacidade funcional; aumento da capacidade do coração bombear sangue; melhora da perfusão do miocárdio.

Insuficiência cardíaca: ajuda a reverter disfunções nos vasos sangüíneos; aumento do consumo de oxigênio; melhora a produção de energia no músculo; melhora a função respiratória; melhora a musculatura respiratória.

Finalizando, posso afirmar que a prática regular de exercício físico (condicionamento físico) deve ser estimulada, não só na população saudável, mas principalmente em populações que possuem um problema cardiovascular. Busque sempre a orientação médica e de um profissional de educação física competente. Não perca mais tempo, comece hoje a sua rotina de exercícios físicos. Boa prática!

Prof. Daví F. M. Cáceres
Educador Físico /Personal Trainer (Cref: 041916-G/SP)
Especialista em Condicionamento Físico e Reabilitação Cardíaca - InCor HCFMUSP
davifmc@osite.com.br

Entre as doenças do coração a mais incidente e representativa como problema de saúde pública é a doença arterial coronariana (DAC). Caract...

Treinamento físico para cardiopatas infartados e não-infartados

Entre as doenças do coração a mais incidente e representativa como problema de saúde pública é a doença arterial coronariana (DAC). Caracterizada por uma obstrução nos vasos que irrigam o coração (artérias coronária), a DAC é resultante de um componente genético e também da presença dos chamados fatores de risco como obesidade, hipertensão, diabetes e sedentarismo, etc. Geralmente esta doença se manifesta a partir da combinação desses componentes e sua principal consequência é o infarto. Com base nas evidências de uma contribuição importante do sedentarismo para o desenvolvimento da DAC, a prática regular de exercícios passou a ser amplamente recomendada como parte integrante do seu tratamento, podendo ser utilizada desde o ambiente hospitalar até as academias.

Para aqueles que já passaram por um infarto ou período de internação, o treinamento físico iniciado ainda no ambiente hospitalar com exercícios no leito e outras mobilizações, visando principalmente a recuperação da força muscular, reduz o tempo de hospitalização, a incidência de re-infarto e re-internações e a presença de sintomas. Nesta fase considera-se como boa adaptação ao treinamento aquela que leva o indivíduo a retomar a sua independência para a realização de tarefas simples como ir ao banheiro e se deslocar livremente sem ajuda. Para os que têm diagnóstico de DAC mas não apresentam sintomas significativos, ou para aqueles que estão em um período pós-infarto superior a três meses, os principais objetivos devem ser, além de melhorar a condição física, modificar outros problemas que frequentemente estão associados à DAC, entre eles: hipertensão, obesidade e colesterol alterado. Independente no nível de comprometimento, a proposta do treinamento físico para esses grupos é produzir modificações orgânicas que levem o indivíduo a melhorar sua capacidade de realizar suas tarefas do dia-a-dia com maior facilidade e sem sobrecarregar o coração.

Apesar de o treinamento físico proporcionar benefícios expressivos aos cardiopatas, existe o risco de acometimentos durante o exercício que é aumentado pela presença da doença. Esse aumento de risco, no entanto não leva a uma maior incidência desses acometimentos em programas de exercício supervisionado. Ao contrário do que se possa imaginar, os casos de acometimentos não-fatais e fatais são muito pouco frequentes nesse tipo de programa. Isso se deve ao chamado efeito cardio-protetor gerado pelas adaptações ao treinamento físico. Além disso, mesmo com limitações o sistema cardiovascular pode adaptar-se de forma adequada à demanda gerada agudamente por uma sessão de exercício. Contudo, o nível de comprometimento da doença e as características de um dado exercício podem aumentar o risco para o praticante, o que torna desaconselhável as recomendações generalizadas e sem nenhum tipo de controle para os cardiopatas. Assim, a abordagem individualizada na prescrição de exercícios ganha um significado especial e deve envolver medidas que permitam o estabelecimento bem claro de limites de intensidade e formas de controle para que a prática seja mantida dentro desses limites. Para a identificação dos limites em cada caso uma primeira medida importante é a realização de um teste ergométrico máximo que permite, além da determinação da capacidade física, a verificação de possíveis problemas gerados pelo exercício. Nos casos em que haja sintomas como dores no peito ou alterações eletrocardiográficas sugestivas durante o teste, isto não restringirá necessariamente a prática do exercício, mas torna necessário que se conheça especificamente em que nível de esforço os problemas começam a acontecer para que durante as sessões o exercício seja mantido em níveis de intensidade seguros. Ao se prescrever exercícios para cardiopatas, dois aspectos têm importância destacada: o tipo e a intensidade do exercício, sobretudo no que se refere à segurança. Os exercícios aeróbios proporcionam importantes melhoras cardiovasculares com baixo risco quando realizados em intensidades leves a moderadas (60-85% da frequência cardíaca máxima). Poderão ser utilizados exercícios de caminhada, corrida, ciclismo indoor e outdoor, etc. Em casos que requeiram um controle mais específico, os exercícios na água devem ser evitados pela dificuldade na identificação de sintomas e obtenção de medidas como frequência cardíaca e pressão arterial. O uso de exercícios com peso (musculação, pesos livres, etc.), também é recomendável para cardiopatas, principalmente por sua contribuição para o aumento da força muscular e para uma maior capacidade de realização de esforço físico sem sintomas e desconfortos. A maior preocupação com esses exercícios tem sido o controle durante a sua realização em função desse controle ser dificultado pelas características desses exercícios e também pelo impacto que uma manipulação inadequada de cargas pode gerar sobre o sistema cardiovascular, levando a aumentos demasiados de pressão e frequência cardíaca, ambos representativos de sobrecarga para o coração. Desta forma, as intensidades que contribuem com efetividade e baixo risco para o cardiopata estão entre 40 e 70% da contração voluntária máxima sem fadiga excessiva, ou seja, um trabalho que não priorize o desenvolvimento de hipertrofia muscular.

Portanto, o treinamento físico tem um papel relevante no tratamento para os cardiopatas, em especial para aqueles com DAC e, tomados os cuidados específicos necessários devem ser incorporados como rotina por esses indivíduos, preferencialmente em programas de exercícios supervisionados.

Márcio Oliveira de Souza/SP - Especialista em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina. Mestre em Biodinâmica do Movimento Humano pela USP. Membro da Diretoria do Departamento de Educação Física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

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