É uma síndrome coronariana em que não há manifestação clínica anginosa, durante o episódio isquêmico.  A isquemia silenciosa é consid...

Saiba mais sobre a Isquemia Silenciosa?



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É uma síndrome coronariana em que não há manifestação clínica anginosa, durante o episódio isquêmico.  A isquemia silenciosa é considerada a apresentação mais freqüente da doença coronariana crônica, tendo sido definida por Cohn em 1981 como a evidência de isquemia miocárdica na ausência de qualquer sintoma. Sua presença relaciona-se a maior risco de morte e eventos cardíacos, chegando-se a se verificar mortalidade até três vezes maior (24% versus 8,0%) em relação àqueles sem isquemia

Divide-se em três tipos:

Tipo I: Tipo menos comum que ocorre nos pacientes com lesões obstrutivas e que nunca apresentaram nenhum episódio anginoso.

Tipo II: Tipo que é diagnosticado após o infarto agudo.

Tipo III: Tipo mais comum, em que há alternância entre episódios isquêmicos sintomáticos, seja do tipo angina estável, instável ou Prinzmetal, e episódios silenciosos.

Durante o teste ergométrico poderão ocorrer alterações isquêmicas sem o aparecimento de sintomas anginosos. É estimado que metade dos pacientes com angina sofra episódios isquêmicos silenciosos, sendo que nos diabéticos essa prevalência deva ser maior. Os mecanismos que estariam envolvidos na ausência de sintomas durante a isquemia não estão bem claros ainda, algumas propostas seriam:

- Neuropatia autonômica nos diabéticos.

- Maior resistência à dor de uma forma geral.

- Aumento da produção de endorfinas nos hipertensos (por possuírem uma maior incidência de isquemia silenciosa que os normotensos).

- Episódios silenciosos seriam menos graves que os anginosos (os receptores de dor não seriam estimulados por agressões menores).

- Pesquisas recentes sugerem a hipótese de não ser a nível periférico a alteração da sensação dolorosa, mas a nível cerebral (córtex frontal).

Quanto ao tratamento alguns autores utilizam as mesmas drogas usadas na doença coronariana em sua forma sintomática, para prevenir os episódios de isquemia silenciosa. A terapia mais eficaz para tratar a isquemia silenciosa não é ainda claramente definida; as experimentações em curso fornecerão a orientação para a gerência futura.

Revisâo Bibliográfica:

1. Cohn PF. Asymptomatic coronary artery disease: pathophysiology, diagnosis, management. Mod Concepts Cardiovasc Dis. 1981; 50 (10): 55-60.

2. Parmley WW. Prevalence and clinical significance of silent myocardial ischaemia. Circulation. 1989; 80: 68-73.

Publicada em 08/04/13 e revisada em 01/11/19

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