A ajuda médica imediata é fundamental para limitar os danos ao cérebro, muitas vezes devasta...

Como identificar os primeiros sintomas de derrame cerebral


 
Agilidade da intervenção médica pode ser crucial para reduzir danos como sequelas graves ou até morte.  

A ajuda médica imediata é fundamental para limitar os danos ao cérebro, muitas vezes devastadores, de pacientes que sofrem um Acidente Vascular Cerebral (AVC) – conhecido também como derrame cerebral.

Tal intervenção pode, de fato, marcar a diferença entre ter uma lesão cerebral leve ou uma grave incapacidade ou até morte.

No entanto, a maioria das pessoas que sofre deste mal não identifica o que está acontecendo no momento de um derrame e deixa de buscar ajuda mesmo várias horas depois dos primeiros sintomas.

Com frequência, os pacientes minimizam estes sintomas, acreditando que são temporários e vão desaparecer. Mas, após poucos minutos em que a circulação de sangue no cérebro é interrompida, as células começam a morrer.

Sintomas de alarme

O sintoma mais comum de um derrame é a fraqueza repentina no rosto, no braço ou na perna, quase sempre em um lado do corpo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o serviço de saúde pública do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), é preciso chamar imediatamente os serviços de emergência caso seja notado algum dos seguintes sintomas:

Outros sintomas que precisam de atenção são problemas súbitos com um ou ambos os olhos; dificuldade repentina em andar; tonturas; perda de equilíbrio ou falta de coordenação; dor de cabeça súbita e severa; confusão e problemas de percepção.

**O que ocorre durante um derrame? **

Como todos os órgãos, para funcionar corretamente, o cérebro precisa do oxigênio e dos nutrientes que o sangue carrega. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando esse fluxo sanguíneo é interrompido.

Isso pode acontecer devido a um coágulo que bloqueia a passagem do sangue ou a ruptura de um vaso sanguíneo no cérebro.

O NHS estima que uma em cada quatro pessoas que sofrem um derrame cerebral morre - e aqueles que sobrevivem muitas vezes adquirem sérios problemas de longo prazo como resultado de danos cerebrais.

Pessoas mais velhas correm maior risco de ter um AVC, embora eles possam acontecer a qualquer idade, incluindo entre crianças.

Mas, de acordo com a médica e apresentadora da BBC Saleyha Ahsan, a probabilidade de sofrer um derrame cerebral dobra a cada década após os 55 anos.

Ainda assim, em 2015, um relatório da organização britânica Stroke Association alertou para um crescimento "preocupante" da incidência de AVCs entre homens e mulheres mais jovens, com idade entre 40 e 54 anos. No Reino Unido, foram registrados, em 2014, 6.221 homens vítimas de AVC nesta faixa etária - um aumento de 1.961 casos em comparação a 2000. Entre as mulheres, foram 1.075 casos a mais.

Segundo especialistas, o aumento se deve a hábitos de vida menos saudáveis - como o aumento da obesidade, sedentarismo e dietas pobres -, além do crescimento populacional e mudanças nos hospitais.

Recomendações chave

Ahsan também recomenda monitorar a taxa de batimentos cardíacos por minuto.

A fibrilação atrial, um distúrbio do ritmo cardíaco que gera batimentos irregulares, pode multiplicar o risco de AVC em cinco vezes.

Além disso, é importante estar atento e pedir ajuda médica se houver um miniderrame, conhecido na medicina como acidente isquêmico transitório (AIT).

Neste caso, os sintomas são os mesmos, mas temporários, e desaparecem antes das 24 horas. Às vezes, podem durar apenas alguns minutos.

Mas ignorá-los é perigoso: de acordo com Ahsan, uma em cada 12 pessoas que tem um miniderrame sofre um grande AVC em menos de uma semana.

Muitos especialistas alertam que, além da hipertensão, colesterol, diabetes e fibrilação atrial existem outros fatores que aumentam o risco de sofrer um AVC, como tabagismo, obesidade, falta de atividade física e dieta pobre.

Na fase aguda, onde o paciente está descompensado, é somente indicado a fisioterapia respiratória, ou seja, está contra-indicado a fisiot...

Fisioterapia na fase aguda de insuficiência cardíaca




Na fase aguda, onde o paciente está descompensado, é somente indicado a fisioterapia respiratória, ou seja, está contra-indicado a fisioterapia geral.

Paciente descompensado

Posicionamento do paciente: Este deve ser em Flowler, isso para diminuir o retorno venoso
Fisioterapia Respiratória: Esta é realizada durante 5 minutos, mais ou menos 6 atendimentos por dia (pacientes hospitalizado), para não ocorrer fadiga do paciente. O tratamento segue as condutas abaixo.

Reeducação respiratória

Consiste em promover a aprendizagem e a automatização de movimentos respiratórios em pacientes que não apresentam um bom nível de conscientização dos movimentos, adequando-os as  necessidades do seu organismo, consumindo energia física e metabólica de forma satisfatória e econômica.

A reeducação respiratória visa também fornecer ao paciente um suporte muscular respiratório e a melhora da mobilidade toracoabdominal, a fim de preveni-lo de complicações respiratórias ou reincidências, sobretudo de pneumopatias e de outras complicações pulmonares ou torácicas.

Na medida do possível, através da orientação e minimização da ansiedade e da angustia, torna o paciente mais independenteno que diz respeito ao controle da doença.

O uso contínuo da musculatura secundária, sobretudo por tempo prolongado, acarreta desvantagens mecânicas ao sistema respiratório, causando alterações posturais e deformidades torácicas, também há maior gasto de energia.

A reeducação respiratória consiste num conjunto de procedimentos terapêuticos, tem por objetivo ensinar o paciente a respirar de forma vantajosa, usando para isso o padrão respiratório do tipo
diafragmático e levando o paciente a não exigir tanto esforço dessa musculatura acessória da respiração.

Os principais procedimentos terapêuticos que compõem a reeducação respiratória, são: orientação respiratória, coordenação e controle da respiração, exercícios passivos e localizados, entre outros.

Orientação respiratória

Essa orientação consiste na adequação do tempo inspiratório e expiratório e da profundidade da respiração ao padrão respiratório mais adequado para aquela pessoa, referindo-se à freqüência respiratória quanto ao volume corrente.

É imprescindível o ensinamento da inspiração pelo nariz e a expiração pela boca, usando recursos sensoriais com emissão desons durante as fases da respiração, estímulo visual através do espelho, etc.

Coordenação e controle da respiração

Consiste basicamente em exercícios de coordenação do tempo e da profundidade da respiração, com emprego de exercícios respiratórios associados a fala e a deglutição e exercícios de tronco e membros.

O comando de voz do fisioterapeuta, bem como o controle rítmico dos movimentos de tronco, membros e da própria respiração. É fundamental, e disso dependerá o sucesso do tratamento.
Não esquecer que tudo isso deve ser realizado de forma lenta e compassada.

Exercícios passivos e localizados

Esses exercícios consistem em realizar respiração localizada (só costal, só diafragmática,), conjuntamente com a palpação e a pressão manual, exercidas pelo fisioterapeuta nas regiões para onde se pretende direcionar ou inibir a respiração do paciente. As estimulações diafragmáticas e costal, visam entre outros aspectos, direcionar a respiração para uma região específica do tórax ou abdome.

Os exercícios respiratórios passivos podem ser direcionados para uma determinada região do tórax ou abdome. Pode-se, em vez de utilizar as mãos, utilizar objetos como pequenos pesos, bolas ou bexigas, pois, ao mesmo tempo em que direciona a respiração para uma determinada região, promove-se um estímulo proprioceptivo, reforçando a aprendizagem do padrão respiratório desejado.

Vibração (depende da ausculta pulmonar apresentada)

Tem como objetivo: deslocamento de secreções, relaxamento dos brônquios com broncoespasmo e estimular a tosse.

O fisioterapeuta coloca suas mãos estendidas sobre a região onde apresenta maior acúmulo de secreção e efetua uma contração isométrica de ambos os membros.

Huffing (Baforada)

É realizada uma inspiração lenta, apnéia de 3 segundos e expiração ativa com a boca aberta interrompida por duas ou mais pausas pronunciando os sons "há, há, há"

Compressão expiratória

É realizada através de compressões da parede torácica, onde as mãos do fisioterapeuta devem ser colocadas espalmadas e realizam movimentos acompanhando a dinâmica da respiração e a movimentação rítmica das costelas. Pode ser realizada em qualquer lugar da parede torácica
desde que bem posicionadas.

Tem como objetivos: dar mobilidade ao gradil costal, diminuir o volume de reserva expiratória, aumentando o volume corrente, assistir a tosse, auxiliar na mobilização das secreções.

Sempre deve-se ter cuidado com: osteoporose, costelas flutuante e fraturadas.

Resistência labial expiratória

Indicada para abertura dos brônquios e bronquíolos, facilitando a saída de a, isso para não ocorrer retenção de CO2

CUIDADOS: arritmias cardíacas importantes, aumento abrupto da FC,
diminuição ou oscilação da PA

Contra- Indicações:

  • tapotagem
  • drenagens posturais em que o tronco altera sua posição elevada.
  • movimentação de membros
  • massagem de bombeamento dos membros inferiores
Publicado em 05/05/10 e revisado em 18/12/17
































Homens com mais de 40 anos e mulheres com mais de 45 anos - ou menos, em caso de fatores genéticos - devem se submeter a acompanhamentos...

Como manter a saúde do seu coração



Homens com mais de 40 anos e mulheres com mais de 45 anos - ou menos, em caso de fatores genéticos - devem se submeter a acompanhamentos cardiovasculares

Manter a saúde em dia é um compromisso diário com o corpo e a mente. Em alguns casos, a saúde pode estar relacionada aos fatores genéticos, porém, há vários aspectos que também podem intervir. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares (como ataques cardíacos e derrames).

Para amenizar esta situação, é necessário realizar acompanhamentos frequentes, e redobrar a atenção em casos de riscos, facilitando assim, a prevenção de patologias ou detecção de doenças que podem ser diagnosticadas no estágio inicial. O check up é realizado com o objetivo de fazer o diagnóstico precoce de alguma patologia cardiovascular, ou para orientação em relação aos riscos desencadeados pelo estilo de vida, fatores genéticos, entre outros.

Muitas vezes, apenas relatando dados sobre a alimentação, atividade física, história familiar de problemas de saúde, o médico já possui elementos para orientar mudanças de estilo de vida fundamentais para reduzir a incidência de doenças. A consulta médica previne e identifica, portanto, os fatores que desencadeiam as doenças. Por isso, deve ser realizada com frequência, facilitando o tratamento. Nesse contexto, a realização de exames independem da idade: o que vai interferir é a quantidade de fatores de risco que a pessoa está exposta para desenvolver as doenças cardiovasculares. Porém, a partir dos 40 anos, a atenção com a saúde deve ser redobrada.

O check up deve ser realizado a partir dos 40 anos se a pessoa não apresentar história familiar de hipertensão arterial, diabete melitus ou infarto do miocárdio.. Independente da idade, sempre que for detectado algum sintoma como dor no peito, cansaço excessivo e palpitações, é aconselhável fazer um acompanhamento médico.

Quando as doenças não estão relacionadas aos fatores genéticos, em alguns casos, é preciso realizar uma reeducação dos hábitos, já que as doenças cardiovasculares também podem estar relacionadas à qualidade de vida e à saúde mental. O estresse, o sedentarismo, a alimentação inadequada (com muitos doces, farináceos, frituras e produtos industrializados), o tabagismo e a obesidade são todos fatores relacionados com o surgimento ou atuam na progressão rápida da doença aterosclerótica (acumulo de placas nas artérias) e da hipertensão arterial. Posteriormente, esses fatores contribuem para o aumento da chance de infarto e acidente vascular cerebral isquêmico, que são duas das doenças que mais matam no mundo inteiro.

Algumas doenças atingem com mais frequência a população e merecem um cuidado redobrado. A hipertensão arterial, por exemplo, alcança em torno de 25% da população adulta brasileira, sendo mais frequente em idosos. 'Aos 70 anos, até 60% da população apresenta hipertensão arterial.

O tratamento, nesses casos, é feito com medicamentos de uso contínuo, controle do peso e atividade física. A cardiopatia isquêmica (infarto do miocárdio, angina), arritmias, e insuficiência cardíaca como outras doenças que, embora sejam menos frequentes, apresentam gravidade e tem tratamentos específicos para cada caso.

As principais doenças que atingem o coração podem ser identificadas, justamente, por meio de avaliações e exames. A avaliação cardiológica básica é realizada pela história clinica, exame físico, eletrocardiograma de repouso, e se necessário, teste ergométrico e ecocacardiografia. Outros exames cardiológicos são necessários conforme a sintomatologia alegada e a doença suspeita.

Já que índices da incidência de infarto e derrame são bastante elevados, deve-se realizar aferição da pressão arterial em todas as consultas. O eletrocardiograma, o teste ergométrico, o ecocardiograma e o Ecodoppler de carótidas ou aorta abdominal (estes para pesquisa das placas de gordura nos vasos) são exames importantes do arsenal diagnóstico em cardiologia, embora não devam ser realizados de rotina, seu médico saberá quando solicitá-los. Estes podem ser complementados com exames de laboratório como colesterol e suas frações, glicemia, função renal, entre outros.

Com ajuda daqui

Descrição do curso: No curso Fisioterapia Aplicada à Cardiologia será abordado o estudo da anatomia e fisiologia cardíaca, as principa...

Curso Online de Fisioterapia Aplicada à Cardiologia




Descrição do curso:
No curso Fisioterapia Aplicada à Cardiologia será abordado o estudo da anatomia e fisiologia cardíaca, as principais cardiopatias e doenças coronarianas, além de procedimentos de ventilação mecânica e a fisioterapia aplicada.
Carga horária: 100 horas
Duração: 60 dias

Conteúdo Programático:


  • Anatomia Cardíaca;


  • Fisiologia Cardíaca;


  • Cardiopatias Congênitas (C);


  • Doenças Valvares;


  • Fisiopatologia Geral;


  • Manifestação Clínica Geral;


  • Comunicação Interatrial (CIA);


  • Comunicação Interventricular (CIV);


  • Persistência do Canal Arterial (PCA);


  • Coarctação da Aorta (COAO);


  • Tetralogia de Fallot (T4F);


  • Atresia Tricúspide;


  • Estenose ou Atresia Pulmonar;


  • Transposições das Grandes Artérias e Veias ou dos Grandes Vasos (TGA);


  • Doenças Valvares;


  • Doenças Coronarianas (DAC) ou Cardiopatia Isquêmica (CI);


  • Disfunção Endotelial;


  • Classificação das Lesões Ateroscleróticas;


  • Síndrome X (Coronárias Normais);


  • Isquemia Silenciosa;


  • Angina Instável;


  • Infarto do Miocárdio (IM);


  • Diagnóstico;


  • Tratamento;


  • Intervenção Coronariana Percutânea;


  • Cirurgia de Revascularização Miocárdica de Urgência;


  • Unidade Coronariana;


  • Complicações;


  • Miocárdio Atordoado;


  • Miocárdio Hibernado;


  • Angioplastia Percutânea Coronária;


  • Indicações da Angioplastia Transluminal Coronária (ATC);


  • Complicações;


  • Stents Intracoronários


  • Aterectomia Coronária ou Angioplastia por Rotoblater;


  • Ultrassom Intravascular;


  • Revascularização Miocárdica;


  • Drogas Vasoativas Utilizadas na Cirurgia;


  • Atenuação dos Efeitos Sistêmicos da Circulação Extracorpórea (CEC);


  • Tratamento Pós-Operatório;


  • Preparo no Pré-Operatório;


  • Revascularização Miocárdica sem Circulação Extracorpórea


  • Infecções Operatórias - Mediastinite;


  • Ventilação Mecânica / Noções Básicas;


  • Mecânica Respiratória;


  • Princípio Básico da Ventilação Mecânica (VM);


  • Recrutamento Alveolar;


  • Modalidades da Ventilação Mecânica;


  • Monitorização do Paciente em VM;


  • Parâmetros Programáveis do VM;


  • Volume Compressível, Umidificadores e Circuito;


  • Indicações da VM;


  • Desmame;


  • Ventilação Não Invasiva (VNI);


  • Interação Cardiopulmonar na VM;


  • Fisioterapia Aplicada à Cardiologia;


  • Reabilitação Cardíaca


  • Fases da Reabilitação;


  • O Teste de Esforço na Prescrição do Exercício.

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    Informações sobre o Curso:


    Produtor: Portal Educação

    O exercício ajuda pessoas com insuficiência cardíaca a se sentirem melhor física e emocionalmente, mostra um novo estudo feito pelo...

    Exercícios podem reduzir risco de internação por insuficiência cardíaca


    O exercício ajuda pessoas com insuficiência cardíaca a se sentirem melhor física e emocionalmente, mostra um novo estudo feito pelo North Shore-LIJ Plainview Hospital (EUA). Segundo os pesquisadores, cerca de 40% das pessoas com insuficiência cardíaca podem desenvolver depressão e esse grupo é duas vezes mais propenso a morrer ou ser hospitalizado se comparado a pessoas com insuficiência cardíaca e sem depressão.

    A pesquisa foi publicada no Journal of the American Medical Association e acompanhou mais de 2.322 pacientes cardíacos estáveis, sendo que 28% deles apresentavam sintomas de depressão de clínica. Eles foram divididos em dois grupos: os que recebiam cuidados habituais para tratar a insuficiência, como medicamentos, e aqueles que além desses cuidados praticavam exercícios aeróbicos três vezes por semana durante 30 minutos - recomendação padrão para pacientes em reabilitação cardíaca. 

    Após três anos, os autores perceberam que os praticantes de atividade física eram 15% menos propensos a morrer ou serem hospitalizados por conta da insuficiência cardíaca, se comparados com o grupo que apenas seguia as orientações de rotina. Além disso, quanto mais intensos eram os sintomas de depressão, mais a pessoa se beneficiava com a prática de exercícios. 
    De acordo com os estudiosos, a atividade física deixou os pacientes mais motivados, melhorando o seu quadro clínico. Eles afirmam que pesquisas anteriores já mostravam o benefício dos exercícios para melhorar o desempenho cardiovascular e que esses novos resultados revelam a potência da atividade física para prevenir a depressão nesses pacientes.  

    Entenda como a insuficiência cardíaca surge e qual é o tratamento

    Também chamada de insuficiência cardíaca congestiva (ICC), a insuficiência cardíaca é o enfraquecimento do músculo cardíaco, ou seja, o que dificulta o bombeamento de sangue, deixando de suprir as demandas de oxigênio e de nutrientes do organismo. 

    O que provoca a insuficiência cardíaca

    Se a pessoa sofre com alguma doença coronária, como um infarto, ou qualquer infecção que lesione o músculo cardíaco e afete a circulação, os riscos de sofrer insuficiência cardíaca aumentam. "Quando o miocárdio é atingido, o órgão passa a se contrair menos e a bombear menos sangue", explica o cardiologista Nelson Hossne Jr. O coração também fica comprometido por fatores de risco bastante conhecidos, como diabetes ou obesidade. 

    Sintomas e diagnóstico

    Os sintomas que sinalizam a insuficiência cardíaca incluem taquicardia, fadiga, dificuldade de respirar ao fazer esforço físico, alta sensibilidade ao frio e crises de tosse ao deitar. A série de inconvenientes é provocada pelo aumento da pressão de líquido na circulação do pulmão. Sinais físicos, como pernas e tornozelos inchados, ou a sensação de que o pescoço ou abdome aumentaram de tamanho também é comum em situações mais graves. 

    Tratamento

    O paciente com insuficiência cardíaca precisa ir a consultas médicas regulares para verificar sua função cardíaca e fazer exames de rotina. Será necessário monitorar a si mesmo, verificando o peso diariamente (aumento de peso pode significar retenção de líquido, o que indica uma piora da insuficiência), tomando as medicações prescritas, limitando o consumo de sal, largando o cigarro e praticando atividades físicas. É importante também descansar sempre que necessário, como após as atividades físicas ou depois das refeições. Mantenha os pés elevados para reduzir o inchaço. 

    Medicamentos

    O médico pode prescrever os seguintes medicamentos: inibidores de ECA, para dilatar os vasos sanguíneos e reduzir a carga de trabalho do coração; diuréticos, incluindo, para ajudar a livrar o corpo do líquido e do sal (sódio); glicosídeos digitálicos para ajudar o músculo cardíaco a se contrair de forma adequada e ajudar a tratar alguns distúrbios de arritmia; e bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA), para aqueles que têm efeitos colaterais com inibidores de ECA. 

    Cirurgias e dispositivos

    A cirurgia de válvula cardíaca, cirurgia de ponte de safena e angioplastia podem ajudar algumas pessoas com insuficiência cardíaca. Além disso, dispositivos como um marca-passo para ajudar a tratar problemas nos batimentos ou um cardioversor-desfibrilador implantável, que reconhece as arritmias cardíacas e envia um pulso elétrico para detê-las, podem ser usados por pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca.

    Publicado em 08/09/12

    O Curso "Atualizações em Reabilitação Cardiopulmonar" tem como objetivo capacitar profissionalmente o fisioterap...

    Material: Atualizações em Reabilitação CardioPulmonar



    O Curso "Atualizações em Reabilitação Cardiopulmonar" tem como objetivo capacitar profissionalmente o fisioterapeuta a atuar em Reabilitação Cardiopulmonar para atuar em domicílio (home care), clínicas particulares e/ ou serviço hospitalar, preocupando-se com questões que envolvem a colocação destas pessoas em um ambiente ambulatorial de atendimento, bem como em um mercado cada vez mais competitivo.

    Ele é dividido em 8 módulos. São eles:

    MÓDULO 1
    Conteúdo introdutório a respeito destas duas áreas pertinentes ao curso: Sistema Respiratório e Cardíaco

    MÓDULO 2
    Conceito sobre o que é esta modalidade de trabalho.

    MÓDULO 3
    Patologias envolvidas em todo o programa de reabilitação cardiopulmonar: DPOC - Pós Operatório de Cirúrgia Cardíaca - Hipertensão Arterial

    MÓDULO 4
    Métodos que envolvem toda investigação e prospecção à cerca do que será implementado ao tratamento.

    MÓDULO 5
    Como observar o estado ventilatório e hemodinâmico do paciente.

    MÓDULO 6
    Intra hospitalar: Iniciando o programa de reabilitação cardiopulmonar.

    MÓDULO 7
    Ambulatorial ou Residencial: Avançando dentro das capacidades ventilatórias e funcionais do paciente.

    MÓDULO 8
    Ambiente sob vigilância: Iniciada em qualquer etapa da evolução com aprimoramento do condicionamento cardiorespiratório.


    Nome do curso: Atualizações em Reabilitação Cardiopulmonar
    Carga Horária: 16 horas
    Módulos: 8
    Quantidade de aulas: 18
    Certificado: Sim. Após realização de prova na área do aluno.
    Tempo de acesso: 1 ano



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    Criado por Gustavo Boedo de Sousa

    Não é novidade que a cirurgia cardíaca teve um progresso enorme nos últimos 40 anos. Porem, com o passar do tempo, foi-se notando que compli...

    Fisioterapia na Atelectasia em Pós-Operatório de Cirurgia Cardíaca



    Não é novidade que a cirurgia cardíaca teve um progresso enorme nos últimos 40 anos. Porem, com o passar do tempo, foi-se notando que complicações pulmonares pós-operatórias são causas importantes do aumento da morbidade e da mortalidade. A Cirurgia Cardíaca é considerada de grande porte e independente do tipo de procedimento, cursa com alterações fisiopatológicas que predispõem à complicações pós-operatórias.

    Segundo os autores, (Barbosa e Carmona, 2002), o tipo mais frequente é a atelectasia na base pulmonar de natureza multifatorial, acarretando a obstrução nas vias áreas causada por depuração mucociliar deficiente, inativação do surfactante, broncoespasmo e hipoventilação.

    Alguns fatores pré-operatórios como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), má nutrição, estresse cirúrgico, a anestesia geral, tempo prolongado de CEC (bypass com substituição temporária da função pulmonar), estão diretamente relacionados, à piora funcional dos pulmonares no pós-operatório de CC, e lembrando que, existe a necessidade de um efetivo preparo pré-operatório

    A abordagem fisioterapeutica na área cárdio-respitarória, no período pós-operatório imediato de CC, é considerada uma conduta de etapa importante para assegurar o sucesso de uma intervenção considerada de alta complexidade. A participação fisioterapêutica se faz essencial, minimizando-se o ônus físico, psicológico e financeiro provocado pela internação hospitalar prolongada proveniente da atelectasia como complicação

    Veja algumas condutas fisioterapêuticas em pacientes com atelectasia no pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca.

    I- Condutas de desobstrução brônquica (manobras de higiene brônquica)

    Dentre as técnicas de broncodesobstrução, preconiza-se para esses pacientes, a inalo terapia, tosse assistida, aspiração orotraqueal e drenagem postural (REGENGA, 2000; WESTERDAHL et al., 2001; BRASHER et al., 2003; PASQUINA, TRAMMER, WALDER, 2003; AGOSTINE et al., 2007). A limpeza normal das vias aéreas baseia-se em dois processos básicos: a limpeza mucociliar e a tosse eficaz. O muco é, em geral, encontrado no trato respiratório, incluindo vias aéreas baixas, seios faciais e vias aéreas superiores. O acúmulo de muco tem efeitos imediatos: obstrução total da via aérea com subsequente absorção de gás e atelectasías decorrentes da obstrução parcial de via aérea ao fenômeno valvular, contribuindo para o "air trapping" e superdistensão regional (WESTERDAHL et al., 2001; BRASHER et al., 2003; IRWIN, TECKLIN, 2003; PASQUINA, TRAMMER, WALDER, 2003; AGOSTINE et al., 2007).

    Segundo Feltrim (2004), para se executar qualquer técnica reexpansiva, as vias aéreas devem estar desobstruídas, podendo ser enfatizada a fluidificação das secreções e a tosse assistida. Costa (1999), explica que, a finalidade das técnicas de desobstrução brônquica é aumentar a eliminação de secreções das vias aéreas, assim como evitar sua estagnação, ressecamento e posterior obstrução em brônquios e bronquíolos.

    II- Condutas convencionais de expansão pulmonar

    Segundo Feltrim (2004), A expansão pulmonar adequada promove a distensão máxima dos alvéolos, mantém a capacidade funcional dos pulmões e previne atelectasías. As manobras de expansão são técnicas de facilitação, as quais promovem uma maior contração dos músculos inspiratórios, gerando deslocamento de volumes de ar mais efetivos a uma boa ventilação pulmonar (PULZ, GUIZILINI, PERES, 2006). Feltrim (2004) afirma que, a expansão pulmonar ocupa na um espaço bem definido na fisioterapia respiratória, principalmente no pré e pós-operatório de cirurgia torácica.

    De acordo com Irwin e Tecklin (2003), os objetivos gerais desta técnica, são: recuperar funcionalmente os volumes e capacidades; combater ao máximo as lesões parenquimatosas; manter a integridade das trocas gasosas; favorecer condições de mobilidade diafragmática; favorecer mobilidade tóraco-pulmonar; favorecer a mecânica intersticial; prevenir o acúmulo de secreções brônquicas; reativar áreas de hipoventilação. Dentre as condutas de expansão pulmonar para os pacientes submetidos a CC preconiza-se: exercícios respiratórios; padrão diafragmático; pressão positiva nas vias aéreas – EPAP em selo d'água; padrões ventilatórios associados com cinesioterapia; inspirômetros de incentivo e ventilação não invasiva (VNI) (COSTA, 1999; REGENGA, 2000; TIMMERMENS, 2001; IRWIN e TECKLIN, 2003; FELTRIM, 2004; PULZ, GUIZILINI, PERES, 2006; LIMA et al., 2014; SILVA et al., 2014).

    Para Tarantino (2008), exercícios respiratórios são preconizados, quando o paciente estiver estável, motivado e disposto a colaborar, o emprego dos padrões de respiração com inspiração a grandes volumes pulmonares pode traduzir como uma resposta positiva na expansão pulmonar, impedindo o aparecimento de shunt intrapulmonar e atelectasia. Os objetivos melhorar a distribuição do fluxo aéreo; melhorar as trocas gasosas; obter o máximo desempenho muscular e postural; obter relaxamento das musculaturas; favorecer controle respiratório; melhorar função cardiopulmonar; aumentar a eficiência da tosse; gerar autoconfiança (REGENGA, 2000).

    Já o padrão diafragmático é realizado com o paciente em decúbitos dorsal e lateral ou sentado, o tronco ereto e a cabeça totalmente apoiada (TARANTINO, 2008). O comando verbal é essencial e deve ser enfatizada a inspiração nasal e bucal de forma lenta e tranquila, com o movimento "alça de balde" (PULZ, GUIZILINI, PERES, 2006). Para Irwin e Tecklin (2003), este padrão visa otimizar a excursão do diafragma com a mobilização dos últimos arcos costais, e porção inferior da caixa torácica. Favorece a ventilação dos lobos inferiores promovendo maior expansão alveolar, ou seja, melhora a ventilação das bases pulmonares e auxiliar a mobilização das secreções (COSTA, 1999; TARANTINO, 2008).

    Segundo Sarmento (2007), A pressão positiva nas vias aéreas-EPAP em selo d'água tem a finalidade que, vai desde a resistência na fase expiratória, com propósito de manter uma pressão positiva na via aérea até prevenir o colapso das vias aéreas. Segundo Costa (1999), a aplicação da resistência criada pela água, objetiva melhorar a oxigenação arterial em situações clínicas onde há dificuldade nas trocas gasosas. O mecanismo principal de resposta terapêutica parece ser o aumento da capacidade residual funcional, e é através da resistência criada pela água que o ar expirado lentamente favorece a troca gasosa, diminui o impacto do fluxo aéreo no interior das vias aéreas (REGENGA, 2000). Para os autores, (Pulz, Guizilini, Peres, 2006), essa técnica pode prevenir o aparecimento de atelectasias no pós-operatório de CC.Nos padrões ventilatórios associados com cinesioterapia à inspiração profunda consiste na realização de incursões ventilatórias profundas pelo paciente (deitado, sentado ou de pé) e pode ser associada a cinesioterapia motora (movimentos simétricos) para membros inferiores e superiores (SCANLAN et al., 2007). Para Feltrim (2004), o paciente deve realizar várias inspirações nasais seguidas de pausas inspiratórias até atingir a capacidade pulmonar total.

    Timmermens (2001) explica que, inspirômetros de incentivo são dispositivos que permitem a um feedback visual e demonstram o volume de ar que é inspirado e a sustentação inspiratória. É um bom aliado para prevenção e tratamento da hipoventilação pulmonar (LIMA et al., 2014; SILVA et al., 2014). Podendo ser ainda ser do tipo fluxo, permite reexpansão de alvéolos colapsados ou volume prevenindo a hipoventilação pulmonar (PULZ, GUIZILINI, PERES, 2006).

    A ventilação Não invasiva (VNI) restabelece à oxigenação, alivia o trabalho respiratório e diminui a sensação de dispinéia (REGENGA, 2000). A VNI auxilia na reabertura das áreas pulmonares atelectasiadas com grandes volumes de ar (MEYER et al., 1998). É definida como uma técnica de ventilação mecânica onde não é empregado qualquer tipo de prótese traqueal, sendo a conexão entre o ventilador e o paciente, o uso de uma máscara que pode ser facial ou nasal (WESTERDAHL et al., 2001; BRASHER et al., 2003; PASQUINA, TRAMMER, WALDER, 2003; AGOSTINI et al., 2007). No Consenso de Pneumologia (2002), a VNI é utilizada, objetivando melhora nas trocas gasosas e reduzindo o trabalho respiratório.

    III- Condicionamento físico em pós-operatório imediato de CC

    Segundo Regenga (2000), a prescrição da atividade física vai desde a orientação ao paciente de como levantar-se da cama e sentar-se na cadeira, até orientação de caminhadas curtas próximas do leito. Lima et al., (2014), afirma que pode ser realizada passivamente e ativamente. De acordo com Agostini et al., (2007), os movimentos simétricas (membros inferiores e superiores), merecem ser realizados periodicamente no leito associados com exercícios respiratórios (calestênicos). Para Regenga (2000), este procedimento inicia-se primeiramente com um programa de atividade global de reabilitação cardiopulmonar, ainda na fase hospitalar com alongamentos e caminhadas.

    A fisioterapia através de seus recursos biomecânicos pode promover a reversão dos processos de atelectásias, muito frequentes neste tipo de intervenção cirúrgica. Para a terapia, algumas medidas podem ser adotadas de forma conjunta ou separadamente. Os objetivos essenciais da fisioterapia no pós-operatório imediato são: promover a eliminação de secreções brônquicas; manter a complacência dinâmica pulmonar; expandir o tecido pulmonar mediante padrões ventilatórios seletivos; adotar padrões respiratórios adequados, objetivando o aumento de volume corrente, sem promover dor; melhorar a ventilação; evitar o colapso e a consolidação pulmonar; melhorar a difusão

    A atuação precoce da fisioterapia na CC é de grande benefício ao paciente, principalmente nos que cursam com complicações pulmonares como a atelectasia,

    Referência Bibliográfica:

    AGOSTINI, P.; CALVERT, R.; SUBRAMANIAN, H.; NAIDU, B. :Is incentive spirometry effective following thoracic surgery? Interactive CardioVascular and Thoracic Surgery, v. 7, n. 2, p. 297-300, 2007. BARBOSA, R. A. G.; CARMONA, M. J. C. :Avaliação da função pulmonar em pacientes submetido à cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 52, n. 6, p.689-699, 2002.

    BELUDA, F. A.; BERNASCONI, R. :Relação entre força muscular respiratória e circulação extracorpórea com complicações pulmonares no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Revista Sociedade de Cardiologia de São Paulo, v. 14, n. 5, supl.A, p. 1-9, setembro/ outubro, 2004.

    BRASHER, P. A.; MCCLELLAND, K. H.; DENEHY, L.; STORY I. :Does removal of deep breathing exercises from a physiotherapy program including pre-operative education and early mobilization after cardiac surgery alter patient outcomes? Australian Journal of Physiotherapy, v. 49, n. 3, p. 165-173, 2003.

    PULZ, C.; GUIZILINI, S.; PERES, P. A. T.:Fisioterapia em cardiologia: aspectos práticos – SOCESP. São Paulo: Atheneu, 2006.

    REGENGA, M. M.: Fisioterapia em cardiologia da UTI à reabilitação. São Paulo, Roca, 2000.

    SARMENTO, G. G. V.: Fisioterapia respiratória no paciente crítico – 2ª edição. São Paulo: Manole; 2007.

    TARANTINO, A. B.: Doenças pulmonares – 6ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008.

    TIMMERMENS, C.; et al.,: The effect of incentive spirometry on postoperative pulmonary complications. Chest, v. 120, p. 971-8, 2001.

    WESTERDAHL, E.; LINDMARK, B.; ALMEREN, S. O.; TENLING, A.: Chest Physiotherapy after coronary artery bypass graft surgery a comparison of three different deep breathing techniques. Journal of Rehabilitation Medicine,v.

    A intervenção do Fisioterapeuta em pacientes com disfunção cardiorrespiratória se baseia no EXAME, TRATAMENTO e REEXAME (avaliação dos res...

    Avaliação e Abordagens Cardiorrespiratórias no Adulto





    A intervenção do Fisioterapeuta em pacientes com disfunção cardiorrespiratória se baseia no EXAME, TRATAMENTO e REEXAME (avaliação dos resultados da terapêutica).

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    Os órgãos principais do sistema cardiorrespiratório são coração e pulmões, e eles trabalham interligados.



    Existe uma grande variedade de patologias que acometem o sistema cardiorrespiratório exigindo tratamento clínico específico e reabilitação adequada. Apesar do tratamento fisioterapêutico ser diferenciado para cada patologia, os objetivos comuns são:

    - Melhorar a ventilação e a oxigenação

    - Facilitar a eliminação de secreções

    - Reduzir a dor

    - Maximizar a tolerância ao exercício

    - Diminuir o trabalho respiratório e cardíaco

    Em linhas gerais, a Fisioterapia Cardiorrespiratória tem seu papel relevante tanto em nível hospitalar quanto ambulatorial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

    AVALIAÇÃO:

    Embora o médico seja o responsável final pela tomada de decisão, o Fisioterapeuta participa ativamente deste processo. Para isso, é necessário saber colher informações relevantes sobre o paciente à beira do leito.

    Duas fontes fundamentais de dados sobre o paciente são a anamnese e o exame físico. Esses dados coletados ajudam a identificar e guiar a necessidade de exams diagnósticos complementares.

    - Entrevista:

    Ajuda a estabelecer a relação de confiança entre o profissional e o paciente. É uma maneira importante de obtenção de informações essenciais para o diagnóstico. Sua realização continua é necessária para ajudar na monitorização de alterações dos sintomas e da resposta à terapêutica.

    Fatores que afetam o processo de entrevista: fatores sensitivos e emocionais; fatores ambientais; components verbais e não-verbais; valores, crenças, sentimentos, hábitos e preocupações tanto do profissional quanto do paciente.

    Por essas razões, duas entrevistas nunca são iguais.

    - Sintomas Comuns:

    DISPNÉIA – Dificuldade de respirar percebida pelo paciente. Os mecanismos exatos responsáveis pela dispnéia não são bem compreendidos, mas ela ocorre mais frequentemente quando os pacientes sentem que o trabalho respiratório torna-se excessive para o seu nível de atividade. Aumento do estímulo respiratório (i.e. frequência respiratória) ocorre na hipoxemia, acidose, febre, exercício ou ansiedade. Um aumento no trabalho respiratório ocorre quando vias aéreas tornam-se estreitadas (asma ou bronquite) ou quando os pulmões apresentam dificuldade de expansão (pneumonia, EAP ou anormalidades da parede torácica).

    Pode ocorrer manifestação da dispnéia somente quando o paciente assume uma posição reclinada (ORTOPNÉIA). É comum em ICC e parece ser causada pelo aumento súbito do retorno venoso que ocorre com a reclinação. O ventrículo esquerdo insuficiente é incapaz de conter o retorno venoso aumentado, resultando em congestão vascular pulmonar e dispnéia. A ortopnéia também é um sintoma da paralisia diafragmática bilateral.

    A dificuldade respiratória na posição ortostática é conhecida como PLATIPNÉIA. Pode acompanhar mal-formações arteriovenosas pulmonares, como ocorre na hepatopatia crônica (síndrome hepatopulmonar) ou em algumas condições genéticas. A platipnéia pode ser acompanhada por ortodeoxia, que é a dessaturação de oxigênio ao se assumir a posição ortostática.

    É importante identificar e documentar o grau de dispnéia porque isso auxilia a determinar a gravidade do problema.



    TOSSE – A tosse é um dos sintomas mais comuns observados em pacientes com doença pulmonar. Usualmente, ela ocorre quando os receptores da tosse são estimulados por inflamação, muco, materiais estranhos ou gases nocivos. Os receptores da tosse estão localizados principalmente na laringe, na traquéia e nos grandes brônquios.

    A eficácia da tosse depende da capacidade de realizar uma inspiração profunda, da retração pulmonar, da força dos músculos respiratórios e do nível de resistência das vias aéreas. Os pacientes com uma capacidade inadequada para tossir por causa do comprometimento desses fatores frequentemente apresentam problemas de retenção de secreções e, consequentemente, com maior propensão à pneumonia.

    Características importantes da tosse do paciente a serem identificadas incluem se ela é seca ou úmida, produtiva ou não produtiva, aguda ou crônica, assim como o momento do dia ou da noite em que ela ocorre. Por exemplo, uma tosse seca e não produtiva é típica de doenças pulmonares restritivas como a ICC ou a fibrose pulmonar. Uma tosse úmida e produtiva é mais frequentemente associada com doenças obstrutivas inflamatórias como a bronquite e a asma. A causa mais comum de uma tosse aguda e auto-limitada é uma infecção viral das vias aéreas superiors. Causas comuns de tosse crônica incluem a asma, o gotejamento pós-nasal, a bronquite crônica e o refluxo gastroesofágico.

    PRODUÇÃO DE SECREÇÃO – Vias aéreas saudáveis produzem muco diariamente. No entanto, normalmente a quantidade desse muco é minima e não é suficiente para estimular os receptores da tosse. O muco é gradualmente movido para a hipofaringe, onde é deglutido ou expectorado. Doença das vias aéreas podem fazer as glândulas mucosas produzirem uma quantidade anormalmente elevada de muco, o qual usualmente estimula os receptores da tosse, fazendo com que o paciente produza uma tosse úmida e produtiva (bronquite aguda ou crise de asma desencadeada por infecção das vias aéreas).

    HEMOPTISE – A tosse com sangue é denominada hemoptise. Pode ser maciça (mais de 300ml de sangue em 24 horas), sendo uma emergência, ou não-maciça.

    A hemoptise não-maciça é mais comumente causada por infecção das vias aéreas mas também é observada no câncer pulmonar, na tuberculose, no traumatismo e na embolia pulmonar. A hemoptise associada à infecção usualmente é observada num escarro purulento com estrias de sangue. Causas comuns de hemoptise maciça incluem a bronquiectasia, o abscesso pulmonar e a tuberculose.

    DOR TORÁCICA – A maioria das dores torácicas podem ser classificadas como pleurítica e não-pleurítica. A dor torácica pleurítica usualmente está localizada lateral ou posteriormente. Ela piora quando o paciente inspira profundamente e é descrita como uma dor aguda tipo pontada. Ela está associada com doenças torácicas que inflamam o revestimento pleural do pulmão, como a pneumonia ou a embolia pulmonar.

    A dor torácica não-pleurítica tipicamente está localizada no centro da região torácica anterior e pode se irradiar para o ombro ou o dorso. Ela não é afetada pela respiração e é descrita como uma dor surda ou tipo pressão. Uma causa comum é a angina, a qual classicamente é uma sensação de pressão ao esforço ou ao estresse e é resultante da oclusão de uma artéria coronária. Outras causas comuns de dor torácia não-pleurítica incluem o refluxo gastroesofágico, o espasmo esofágico, a dor da parede torácica (como a costocondrite) e colecistopatias.

    FEBRE – É uma queixa comum dos pacientes com uma infecção das vias aéreas ou dos pulmões. A febre pode ocorrer em patologias simples, como uma infecção viral das vias aéreas superiores, ou graves, como a pneumonia bacteriana ou a tuberculose. A febre que é acompanhada por tosse sugere uma infecção respiratória, principalmente se a tosse produzir secreção purulenta. No entanto, a ausência de tosse ou de produção de secreção não descarta necessariamente a infecção pulmonar.

    Pacientes com febre importante apresentam um aumento da taxa metabólica e, por isso, um maior consumo de O2 e produção de CO2. Isso pode causar taquipnéia. A demanda ventilatória aumentada dos pacientes com febre complicando uma doença cardiopulmonar grave crônica pode acarretar a insuficiência respiratória aguda.

    - Anamnese:

    Comece revendo o prontuário do paciente – problemas atuais (queixa principal e história da doença atual). Esses dados são colhidos na admissão hospitalar. Em seguida revise os antecedentes pessoais (história da doença pregressa) – principais doenças, lesões, cirurgias, hospitalizações, alergias e hábitos. Revise depois a história familiar e social/ambiental, à procura de possíveis ligações genéticas ou ocupacionais com a doença atual.

    - Exame Físico:

    O exame físico é constituído por (1) inspeção, (2) palpação e (3) ausculta.

    Inicialmente, devemos avaliar a expressão facial, o nível de ansiedade e de sofrimento, a postura e a higiene pessoal do paciente. Ao observar o paciente, podemos verificar se o paciente parece bem nutrido ou não (caquexia pode ser indicativo de doença sistêmica), se o paciente está transpirando (febre, dor, estresse, metabolismo aumentado ou ansiedade aguda?). Sinais faciais mais específicos podem demonstrar sofrimento respiratório. A postura do paciente também pode indicar a severidade da condição (exemplo, pacientes dispnéicos tendem a sentar-se eretos com os membrps superiores apoiados numa mesa para deixar seus músculos acessórios em posição de vantagem mecânica para a respiração). Os indicadores de higiene pessoal determinam tanto a duração quanto o impacto da doença sobre as AVDs.

    Nível de Consciência: o paciente pode oscilar entre muitos níveis de consciência, desde alerta e orientado até o coma. A consciência deprimida pode ser consequência de fluxo sanguíneo cerebral inadequado ou hipóxia. Também pode acontecer alteração do nível de consciência por patologias neurológicas e efeito colateral medicamentoso.

    Devemos avaliar também os sinais vitais (temperatura, FC, FR, PA e SpO2). Por exemplo, taquicardia e taquipnéia podem ser indicativos de temperatura aumentada (febre).

    No exame físico, também podemos verificar alguns sinais que indiquem problemas cardiorrespiratório, como por exemplo cianose, batimento de asa de nariz, tiragens (intercostais, supraclaviculares e subcostais) etc. A pressão venosa jugular, avaliada na região do pescoço, reflete o volume e a pressão do sangue venoso no lado direito do coração. A configuração torácica também oferece dados importantes; por exemplo, um tórax em "barril", indicado por um diâmetro AP maior que o diâmetro transverso, é comum em pacientes com DPOC (hiperinsuflação).



    Outros sinais indicativos de problema respiratório podem ser verificados em extremidades. Por exemplo, o baqueteamento digital é uma manifestação importante de doença cardiopulmonar e pode ocorrer por inúmeras causas (doenças pulmonares intersticiais ou infiltrativas, bronquiectasia, câncer – incluindo câncer pulmonar, cardiopatias congênitas, hepatopatias crônicas ou doença intestinal inflamatória). A cianose é outro sinal que pode ser observado. Pode ser sinal de hipoxemia ou má perfusão periférica. O edema podálico é mais frequentemente resultante de insuficiência cardíaca direita, que produz um aumento da pressão hidrostática do sistema venoso. Os tornozelos são mais afetados.

    O diafragma também deve ser avaliado. Este pode ser não-funcional em pacientes com lesão medular alta ou doenças neuromusculares e é severamente limitado em pacientes com DPOC. Quando o diafragma não consegue realizar sua função primordial de expandir o tórax e realizar a inspiração, os músculos acessórios devem assumir esta atividade. A atividade excessiva dos músculos acessórios da respiração pode aumentar o gasto energético, aparecem as tiragens e a respiração fica dificultada. Em pacientes com DPOC, o diafragma tende a ser horizontalizado devido à hiperinsuflação, o que dificulta seu torque para a respiração. Um diafragma horizontalizado tende à fadiga e a respiração passa a ser paradoxa (movimento para dentro do abdôme durante o esforço inspiratório – diafragma sendo puxado para dentro do tórax ao invés de abaixar sua cúpula).

    Ausculta Pulmonar. O normal é auscultar o som do fluxo aéreo turbulento nas VAs maiores e um som algo abafado em VAs menores. Os sibilos, estridores e roncos representam vibrações causadas quando o ar flui em alta velocidade através de uma VA estreitada. As causas podem ser broncoespasmo, edema da mucosa, inflamação, tumores e corpos estranhos. As crepitações (ou estertores crepitantes) podem ocorrer quando o fluxo aéreo provoca o movimento de secreções ou líquidos excessivos nas VAs. Usualmente desaparecem após uma tosse. Outra razão para os estertores crepitantes é o colapso alveolar (nesse caso, são inspiratórios) – atelectasia, edema pulmonar, pneumonia e fibrose.

    Ausculta Cardíaca. Os ruídos cardíacos normais são produzidos pelo fechamento das válvulas cardíacas. A primeira bulha cardíaca (S1) é produzida pelo fechamento das válvulas AV (mitral e tricúspide) durante a contração dos ventrículos. Quando a sístole termina, os ventrículos relaxam e as válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) se fecham, produzindo a segunda bulha cardíaca (S2).

    Uma terceira bulha cardíaca (S3) é normal em crianças pequenas porém patológico em adultos (indicativo de ICC). Ela pode ser ouvida durante a diástole e acredita-se que seja em decorrência do enchimento ventricular rápido imediatamente após a sístole, o que provoca vibração nas paredes ventriculares e consequentemente um ruído de baixa intensidade (S3). Pode existir ainda uma quarta bulha cardíaca (S4), com mecanismos similares a S3, que pode ser patológica ou não.

    Podemos auscultar também sopros cardíacos (sistólicos ou diastólicos) o que indicam falha no fechamento das válvulas cardíacas.

    Eletrocardiograma. Trata-se de um método barato, não invasivo e rotineiro de avaliação da atividade elétrica do coração. É importante conhecer as ondas eletrocardiográficas básicas: a onda "P" é a despolarização atrial; o complexo "QRS" é a despolarização ventricular e a onda "T" é a repolarização ventricular.



    Precisamos saber o que é um traçado eletrocardiográfico normal para conseguirmos reconhecer o traçado patológico. Abaixo segue o traçado ECG normal:



    Agora alguns exemplos de traçados ECG patológicos:









    Caso o paciente esteja apresentando assistolia, está na hora da Reanimação Cardio-Pulmonar (RCP) que, de acordo com as novas regras (AHA, 2010), deve ser iniciada retomando a circulação do paciente.

    Passo a passo da RCP:


    •Chame o Serviço de Emergência


    •Tente fazer a pessoa responder, se não conseguir, deite-a no chão


    •Inicie as COMPRESSÕES cardíacas


    •4 a 5 cm de profundidade – ritmo de 100x/minuto


    •Recline a cabeça da vítima e abra vias aéreas


    •Realize 2 insuflações de 1 segundo cada e observe movimento torácico


    •Continue as compressões alternando com as insuflações (30:2)

    TRATAMENTO

    O tratamento cardiorrespiratório depende do contexto, isto é se estamos em UTI, enfermaria ou ambulatório, e da necessidade do paciente. Temos a Terapia de Higiene Brônquica, composta por métodos como drenagem postural, estímulo à tosse e tosse assistida, compressão torácica e oscilação de alta frequência.

    Para a Terapia de Expansão Pulmonar, podemos utilizar, entre outros recursos, os incentivadores respiratórios que podem ser à volume ou à fluxo. Também podemos utilizar equipamentos como o Bird Mark 7 para RPPI (Respiração com Pressão Positiva Intermitente).

    Oxigenoterapia: tem como objetivos corrigir hipoxemia aguda, reduzir sintomas associados à hipoxemia crônica e reduzir carga de trabalho que a hipoxemia impõe no sistema cardiopulmonar. Temos sistemas de baixo fluxo, sendo que o mais comumente utilizado é o catéter de O2 (fluxo de até 4 l/min). Temos também sistemas com reservatório que apresentam fluxos de 5 a 12l/min e por último os sistemas de alto fluxo, com seu representante mais utilizado sendo a máscara de Venturi (sistema de arrastamento de ar).

    O processo de recuperação de derrame é complicado, mas os pacientes podem melhorar mais rápido quando a família ajuda. Pesquisadore...

    Familiares podem acelerar recuperação de AVC




    O processo de recuperação de derrame é complicado, mas os pacientes podem melhorar mais rápido quando a família ajuda.

    Pesquisadores analisaram 40 pessoas que sofreram derrames. Metade dessas pessoas receberam o tratamento rotineiro de exercícios. O restante do grupo recebeu além dessa terapia a ajuda dos familiares que faziam parte de um programa que inclui os membros da família no programa de atividades do paciente, como ajudantes – o FAME, Family-Mediated Exercise Intervention.

    Os familiares ajudavam em atividades, adicionando exercícios de 35 minutos diários ao programa do paciente. As atividades eram simples e podia ser feitas no próprio quarto. Cada programa de exercícios era modificado para se adaptar às necessidades específicas de cada pessoa.

    Os resultados mostraram que com a ajuda dos familiares, os pacientes de derrame passaram em média 5 dias a menos no hospital. Houveram também melhorias significativas nas habilidades dessas pessoas. Em um experimento, os sobreviventes de derrame tiveram que caminhar durante seis minutos. Os integrantes do FAME andaram 163,9 metros enquanto o grupo que não recebeu ajuda da família andou apenas 46 metros.

    Outro benefício que o programa FAME traz é a reintegração mais rápida do paciente na comunidade e cargas menores para o cuidador. "Ao invés de adicionar fardos ao cuidador, participar diariamente do exercício na verdade permitiu que o membro da família fizesse algo prático para um parente querido. Os cuidadores ficaram menos estressados e mais hábeis", disse Emma Stokes da Trinity College Dublin (Irlanda) onde o estudo foi desenvolvido.

    Fonte: WebMD 10 de março de 2011

    Publicado em 30/01/12 e revisado em 16/03/17

    Uma pesquisadora da Unicamp acompanhou 35 pacientes que fizeram cirurgia cardíaca e encontrou uma fórmula simples de melhorar as chances da...

    Pesquisa: Fisioterapia antes da cirurgia cardíaca




    Uma pesquisadora da Unicamp acompanhou 35 pacientes que fizeram cirurgia cardíaca e encontrou uma fórmula simples de melhorar as chances da operação ser bem-sucedida: fisioterapia antes de enfrentar o bisturi.

    Pesquisa mostra que fisioterapia antes da cirurgia cardíaca evita complicações em pacientes
    "Todo procedimento de grande porte, em especial feito no coração, tem risco de complicações respiratórias posteriores, como infecção pulmonar e pneumonias", afirma a autora do estudo, Ana Beatriz Sasseron.

    "Nossa proposta era verificar se a fisioterapia respiratória prévia poderia ajudar no quadro clínico dos pacientes, porque hoje o que existe nos hospitais é a realização dos exercícios só após a operação."

    Sasseron então propôs às pessoas que já tinham marcado cirurgias eletivas no coração a realização de no mínino três e no máximo 10 sessões de fisioterapia como estratégia preventiva de efeitos colaterais. Em todos os casos, os pacientes não tiveram complicações pós-cirúgica e nem quadros pulmonares problemáticos mesmo com cirurgias de grande porte.

    "Mesmo que sejam poucas sessões, é importante que se faça, pois os exercícios ajudam a fortalecer os músculos pulmonares e preparam o corpo para operação. Comparamos os resultados com a literatura médica e os nossos pacientes tiveram até melhora na qualidade de vida, com mais disposição para a recuperação", diz a fisioterapeuta.

    O trabalho na Unicamp só foi feito com pacientes adultos, mas uma pesquisa realizada em 2008 e publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular comprovou que a técnica também beneficia pacientes infantis.

    Foram avaliadas 135 crianças entre zero e 6 anos, submetidas a procedimentos cirúrgicos no coração. Setenta e uma fizeram sessões de fisioterapia antes e depois da cirurgia e o outro grupo só após a operação. Na primeira turma, 25% apresentaram algum tipo de complicação pulmonar, parcela ampliada para 43,3% na outra turma, sendo a pneumonia a mais recorrente.

    Custos e reduções

    A aposta dos pesquisadores que participaram dos estudos com a fisioterapia respiratória é que a técnica pode reduzir o tempo de internação dos pacientes e aliviar custos. Os problemas cardíacos estão entre os que mais exigem procedimentos cirúrgicos e também os que mais causam mortes e debilitações nos brasileiros, já mostraram os dados nacionais.

    Apenas durante o ano passado, os hospitais brasileiros realizaram 11.109.834 procedimentos cirúrgicos cardíacos, em custos que superam os R$ 10,1 milhões, segundo levantamento feito pelo Delas no portal do Ministério da Saúde.

    Diminuir custos, mesmo com a incorporação de novas tecnologias e procedimentos, é o desafio de gestores de saúde de vários locais do mundo. Neste contexto, as cirurgias cardíacas estão entre as prioridades, afirmou o especialista em economia e saúde, Ashoke Bhattacharjya, que trabalha no Comitê da Divisão de Saúde Científica de Washington, Estados Unidos.

    Ele diz que todos os administradores de saúde deveriam colocar na ponta do lápis os custos para a adoção de novos procedimentos e comparar com os ganhos nos pacientes.

    "Fizemos um estudo com os casos de pacientes cardíacos dos Estados Unidos e identificamos que para cada dólar investido, tínhamos um retorno futuro de US$ 2,40", diz

    Exercícios acompanhados

    Sem a necessidade de equipamentos especiais, a fisioterapia respiratória é um procedimento de baixo custo e que resultaria em economia com a redução de tempo de internação dos pacientes, acredita a fisioterapeuta da Unicamp Ana Beatriz Sasseron.

    "Ainda que o hospital não ofereça, é interessante o paciente se informar sobre a possibilidade de fazer as sessões prévias. A presença de um profissional especializado é fundamental, até para avaliar as condições de cada paciente", completa.

    Fonte: Delas – IG




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    A maioria das mortes por infarto ocorre nas primeiras horas de manifestação da doença, conforme dados do Ministério da Saúde. Na primeir...

    10 dicas para se evitar um infarto



    A maioria das mortes por infarto ocorre nas primeiras horas de manifestação da doença, conforme dados do Ministério da Saúde. Na primeira hora depois do surgimento dos acontecem 65% dos óbitos, enquanto 80% ocorrem até 24 horas após o início do quadro. Por isso, a importância de estar atento aos sinais.


    Confira 10 dicas do médico para evitar um infarto:

    1. Siga uma dieta equilibrada

    Alimentar-se bem não significa comer muito. É importante que a alimentação contemple frutas, verduras, legumes e carboidratos, pois isso reflete no colesterol. Uma dieta balanceada auxilia o organismo a equilibrar proteínas e nutrientes.

    2. Vá ao médico regularmente

    Não só quem tem histórico de doenças cardiovasculares na família precisa buscar orientação médica. Com exames de rotina é possível analisar os níveis de açúcar e colesterol no organismo.

    3. Fique de olho na sua faixa etária

    Apesar de o infarto aparecer em muitas pessoas mais jovens, entre 18 e 40 anos, os idosos ainda são o grupo de maior risco da doença. Geralmente, eles já desenvolveram hipertensão ou diabetes ao longo dos anos, o que dificulta os tratamentos, pois podem essas doenças podem acarretar lesões nos rins e no coração.

    4. Evite o tabagismo

    As substâncias do cigarro destroem o endotélio, camada de proteção das veias, e oxidam as artérias, deixando-as suscetíveis ao contato da gordura do organismo, o que ocasiona a formação de depósito de gordura em locais inadequados.

    5. Atenção com diabéticos e hipertensos

    O ideal é seguir as dietas e os tratamentos indicados. Controlar o peso e o consumo de alimentos gordurosos é o melhor a fazer nesse caso.

    6. Pratique exercícios

    O que tem se notado é que a parcela mais jovem que apresenta níveis altos de colesterol também é sedentária. A prática de atividade física contribui para evitar infartos e diversas outras doenças, tais como hipertensão, diabetes e o sobrepeso.

    7. Consuma gordura saudável

    As gorduras fazem parte da nossa alimentação, porém é preciso atenção para consumir somente as gorduras saudáveis, que podem ser encontradas no azeite, no chocolate meio amargo, na castanha-do-pará e também no abacate. São as chamadas gorduras polinsaturadas, de origem vegetal.

    8. Evite o consumo exagerado de bebidas alcoólicas

    Elas não têm uma ligação direta com os infartos, mas, em excesso, prejudicam muito a saúde. Os estudos epidemiológicos afirmam que substâncias como o vinho, em pequenas doses, podem ajudar o sistema cardiológico do corpo, uma das explicações está no fato de a bebida funcionar como antioxidante no organismo, produzindo efeitos positivos como a redução do risco de derrames cerebrais.

    9. Alerte seu médico sobre os casos de infarto na família

    É importante fazer um acompanhamento mais aprofundado, pois a chance de desenvolver a doença é muito maior.

    10. Abuse da diversão e do entretenimento

    É importante saber administrar o estresse emocional. Pessoas muito aceleradas e que trabalham demais estão suscetíveis aos infartos. Divirta-se, pois atividades prazerosas liberam a endorfina e equilibram o organismo.


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