Fisioterapia na Cirurgia Cardíaca Pediátrica










A fisioterapia é uma modalidade terapêutica relativamente recente dentro das unidades de terapia intensiva pediátrica e neonatal e que está em expansão, especialmente nos grandes centros.

A fisioterapia está indicada com o objetivo de reduzir o risco de complicações pulmonares, consequentes de fatores como anestesia geral, incisão cirúrgica, CEC, tempo de isquemia, intensidade da manipulação cirúrgica e número de drenos torácicos,  retenção de secreções pulmonares, atelectasias e pneumonias no período pré – operatório, bem como tratá-las no pós-operatório, pois contribui para a ventilação adequada e o sucesso da extubação.

Coleção de Manuais de Fisioterapia da Sanar Saúde

No pré-operatório, é realizada a avaliação fisioterapêutica com o objetivo de identificar aqueles com risco aumentando de desenvolver complicações pulmonares, além de servir como parâmetro inicial de acompanhamento no pós-operatório. Avaliações dos volumes e capacidades pulmonares, força muscular respiratória, fatores de risco clínicos e/ou cirúrgicos são as medidas de eleição nesse período.

Outras orientações de grande valia são a importância de se explicar à criança e a sua família ou acompanhantes o objetivo da fisioterapia no pós-operatório, a explicação e orientação das técnicas desobstrutivas (tosse), exercícios de expansão pulmonar (padrões ventilatórios seletivos ou inspirometria de incentivo), apoio abdominal e a mobilização precoce no leito.

As crianças com cardiopatia congênita frequentemente desenvolvem alterações da mecânica respiratória, além disso, a cirurgia cardíaca associada à circulação extracorpórea (CEC) também leva a uma série de complicações respiratórias. Desta forma, a fisioterapia no pré e pós-operatório têm como principais objetivos a reexpansão pulmonar, desobstrução das vias aéreas e orientar os responsáveis para prevenir estas complicações

No pré-operatório, é realizada a avaliação fisioterapêutica com o objetivo de identificar aqueles com risco aumentando de desenvolver complicações pulmonares, além de servir como parâmetro inicial de acompanhamento no pós-operatório. Avaliações dos volumes e capacidades pulmonares, força muscular respiratória, fatores de risco clínicos e/ou cirúrgicos são as medidas de eleição nesse período.  Passado da avaliação, a fisioterapia utiliza técnicas desobstrutivas, reexpansivas, apoio abdominal e orientação da importância e os objetivos da intervenção fisioterapêutica aos pais ou acompanhantes, ou aos pacientes capazes de compreendê-las.

Existem poucos estudos atuais sobre a atuação da fisioterapia no pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica, principalmente aqueles prospectivos que abordem a eficácia da fisioterapia no pré-operatório para a prevenção de complicações pulmonares após cirurgia cardíaca.  Porém, as técnicas utilizadas pela fisioterapia no pós-operatório incluem vibração na parede torácica, percussão, compressão, hiperinsuflação manual, manobra de reexpansão, posicionamento, drenagem postural, estimulação da tosse, aspiração], exercícios respiratórios, mobilização  e AFE (aceleração do fluxo expiratório).

A fisioterapia inserida na equipe multidisciplinar contribui significativamente para o melhor prognóstico de pacientes pediátricos submetidos à cirurgia cardíaca, pois atua na prevenção e tratamento de complicações pulmonares por meio de técnicas específicas, tais como vibração, percussão, compressão, hiperinsuflação manual, manobra de reexpansão, posicionamento, drenagem postural, estimulação da tosse, aspiração, exercícios respiratórios, AFE e mobilização.


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