O Acidente Vascular Cerebral, ou AVC é ainda a principal causa de mortalidade no Brasil e sempre esteve bastante relacionado a pessoas d...

Fissioterapia no Acidente Vascular Cerebral



O Acidente Vascular Cerebral, ou AVC é ainda a principal causa de mortalidade no Brasil e sempre esteve bastante relacionado a pessoas de maior idade. De fato, o envelhecimento é o fator de risco não modificável mais importante para o AVC.

O AVC em pessoas jovens, aquelas com menos de 45 anos, usualmente não é decorrente das mesmas causas que o AVC tradicional em idosos.

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Diferentes áreas do cérebro são responsáveis por diferentes funções, incluindo a sensibilidade, o movimento, a visão, a fala, o equilíbrio e a coordenação.

As manifestações clínicas de acidente vascular cerebral variam, dependendo da área do cérebro que se encontra lesada, podendo incluir:

  • Dores de cabeça com ou sem vômitos;
  • Tonturas, confusão mental;
  • Fraqueza ou paralisia de um dos lados do corpo;
  • Entorpecimento súbito e acentuado de qualquer parte do corpo;
  • Assimetria facial;
  • Perturbações visuais, incluindo uma perda súbita de visão;
  • Dificuldades da marcha, incluindo uma marcha cambaleante ou instável;
  • Problemas de coordenação nos braços e nas mãos;
  • Discurso arrastado ou incapacidade para falar;
  • Desvio súbito dos olhos numa direção;
  • Convulsões (crises epilépticas);
  • Respiração irregular;
  • Estupor, coma.

O aparecimento súbito de uma ou mais destas manifestações constitui um sinal de alerta de que pode estar a ocorrer um acidente vascular cerebral.

A fisioterapia após AVC melhora a qualidade de vida e a recuperar os movimentos perdidos. O  principal objetivo é devolver a capacidade motora e fazer com que o paciente seja capaz de realizar suas atividades da vida diária sozinho, sem necessitar de um cuidador.

Outros objetivos de um tratamento globalizado:

  • Prevenir deformidades, orientar a família e o paciente seja ele adulto ou criança;
  • Normalizar o tônus postural;
  • Melhorar habilidades cognitivas e de memória;
  • Reintegrar o paciente a sociedade;
  • Diminuir padrões patológicos;
  • Prevenir instalação de doenças pulmonares ou qualquer outra intercorrência;
  • Manter ou aumentar a amplitude de movimento;
  • Reduzir a espasticidade;
  • Estimular as atividades de vida diária, a alimentação, o retreinamento da bexiga e intestinos, a exploração vocacional e de lazer;
  • Otimizar a qualidade de vida do paciente.

As sessões de fisioterapia devem começar o quanto antes, ainda no hospital e deve ser realizada preferencialmente todos os dias, pois quanto mais rápido o paciente for estimulado, mais rápida será a sua recuperação.

A fisioterapia pode conseguir muitos benefícios, como:

  • Melhorar a aparência do rosto, deixando mais simétrico;
  • Aumentar a movimentação dos braços e pernas;
  • Facilitar o andar, e 
  • Tornar o indivíduo mais independente nas suas atividades diárias, como pentear o cabelo, cozinhar e se vestir, por exemplo. 

A fisioterapia deve ser realizada diariamente, ou no mínimo, 3 vezes por semana.

Apesar do trabalho intenso da fisioterapia, alguns pacientes podem não apresentar grandes melhoras, pois os exercícios devem ser bem feitos e isso depende também da vontade do paciente. Como uma das sequelas do AVC é a depressão, estes pacientes podem ter uma maior dificuldade em ir às sessões e sentirem-se desanimados, não realizando os exercícios corretamente, o que dificulta a sua recuperação.

Por isso, é necessário que um paciente que tenha sofrido um AVC seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médico, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo.


A principal causa da angina do peito é a doença arterial coronariana, ou seja, a presença de placas de gordura (ateromas) na parede das ...

Como fazer Exercícios Físicos num Cardiopata



A principal causa da angina do peito é a doença arterial coronariana, ou seja, a presença de placas de gordura (ateromas) na parede das artérias do coração. A  angina do peito poderá ser decorrente de outras causas,  incluindo a cardiopatia hipertensiva com hipertrofia do ventrículo esquerdo (doença cardíaca causada pela hipertensão arterial) e doenças da válvulas  cardíacas, especialmente o estreitamento  da  válvula aórtica (estenose aórtica), que é a via de saída de sangue para fora do coração.

O exercício para os pacientes coronariopatas inclui atividades realizadas em programas formais de exercício e também atividades do cotidiano. Portanto, atividades gerais do dia-a-dia são estimuladas, além das sessões formais de exercícios.


O programa de exercícios para o paciente coronariopata baseia-se na prescrição tradicional para obter efeito de treinamento em indivíduos saudáveis. Entretanto, sofre modificações de acordo com o estado clínico geral e cardiovascular do paciente. Envolve um programa adequado individualmente em termos de tipos de exercícios, bem como frequência, duração, intensidade e progressão.

Tipo de Exercícios

Exercícios contínuos, envolvendo grandes grupos musculares, como caminhada, jogging, ciclismo, natação, ginástica aeróbica e remo, são adequados para condicionamento cardiovascular de endurance. Exercícios de membros superiores com ergômetros especiais podem também ser empregados em indivíduos que não tolerem exercícios de membros inferiores por razões ortopédicas ou outras e naqueles cujas atividades profissionais ou de lazer envolvam predominantemente trabalho de membros superiores. O treinamento de força também é benéfico para pacientes selecionados. Exercícios contra resistência são habitualmente realizados utilizando um esquema de treinamento em circuito, com até 10 a 12 exercícios utilizando 10 a 12 repetições com resistência que permita execução confortável. O cross-training também pode reduzir problemas ortopédicos e aumentar a aderência.

Frequência

A frequência mínima é de três dias não consecutivos por semana. Alguns pacientes preferem exercitar-se diariamente. Contudo, à medida que a frequência aumenta, aumenta também o risco de lesões músculo-esqueléticas.

Duração

Períodos de aquecimento e volta à calma de pelo menos 10 minutos, incluindo exercícios de alongamento e flexibilidade, devem vir antes e depois de uma sessão de 20 a 40 minutos de duração envolvendo exercícios cardiovasculares realizados continuamente ou através de treinamento intervalado. Este último tipo pode ser especialmente útil para pacientes com doença vascular periférica e claudicação intermitente.

Intensidade

O exercício em programas supervisionados é realizado a uma intensidade moderada e confortável, geralmente entre 40 e 85% da capacidade funcional máximaB (), que corresponde a 40 a 85% da reserva de freqüência cardíaca (FC) máxima ([FC máxima – FC de repouso] x 40-85% + FC de repouso), ou 55 a 90% da FC máxima. O índice de percepção de esforço (IPE), ou escala de Borg, pode também ser utilizado para monitorizar a intensidade do exercício, com o objetivo de mantê-la em nível moderado. A intensidade do esforço deve ser abaixo do nível que provoque isquemia miocárdica, arritmias importantes ou sintomas de intolerância ao esforço, conforme a avaliação prévia pelo teste de esforço.

A intensidade recomendada do treinamento varia com o grau de supervisão disponível e o nível de risco do paciente. Intensidades mais baixas são indicadas para pacientes de alto risco (definidos acima), especialmente quando se exercitam fora de programas supervisionados ou sem monitorização eletrocardiográfica contínua.

Progressão

Qualquer programa de exercícios para pacientes coronariopatas deve envolver progressão inicial lenta e gradual da duração e intensidade

A supervisão dos pacientes envolve a observação direta do paciente e monitorização da freqüência e do ritmo cardíaco. A medida da pressão arterial é geralmente feita quando há indicação. A natureza e o grau de supervisão e monitorização dependem do risco do paciente de apresentar complicações com o exercício e também da intensidade executada. A supervisão e a monitorização devem ser mais rigorosas quando se lida com pacientes de alto risco (definidos acima). Os pacientes que se exercitam sem supervisão médica e sem monitorização devem fazê-lo em baixas intensidades.

Riscos do exercício

As principais complicações cardiovasculares durante o exercício em pacientes coronariopatas são o infarto agudo do miocárdio, a parada cardiorrespiratória e a morte súbita. A incidência estimada de complicações cardiovasculares em programas supervisionados de reabilitação cardíaca são: um infarto agudo do miocárdio para cada 294.000 pacientes-hora, uma parada cardiorrespiratória para cada 112.000 pacientes-hora e uma morte para cada 784.000 pacientes-hora. Mais de 80% dos pacientes que sofreram uma parada cardiorrespiratória (em geral por fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular) em programas supervisionados de reabilitação cardíaca foram ressuscitados com sucesso com desfibrilação imediata

As tragédias mundiais sempre estiveram presentes na história e no último século isso não foi diferente. Duas Guerras Mundiais devastaram ...

Exercícios Resistidos para Cardiopatas

Resultado de imagem para cardiopatas

As tragédias mundiais sempre estiveram presentes na história e no último século isso não foi diferente. Duas Guerras Mundiais devastaram a Europa e parte da Ásia e locais nas Américas trazendo a tona, mais uma vez, o potencial destrutivo do ser humano; vide o holocausto e o uso de armas nucleares. Porém, as guerras exigem avanços tecnológicos e científicos e estes avanços, por sua vez, trazem benefícios a toda a humanidade.

Os estudos sobre o efeito do treinamento resistido foram crescentes após a Segunda Guerra, principalmente nas mãos de DeLorme e Watkins que, em 1948, demonstraram o efeito restaurador do treinamento resistido na reabilitação de soldados que lutaram na Guerra. Seus estudos alavancaram um campo de pesquisa até então de pouco interesse para a comunidade científica.

Nos dias atuais as pesquisas neste campo discutem desde a metodologia de treinamento, passando pelos fatores moleculares que influenciam na resposta ao treinamento e chegam ao seu uso em pessoas acometidas por alguma deficiência ou patologia (diminuição da massa óssea e muscular, diabetes, hipertensão, cardiopatias, entre outras). Muito ainda precisa ser feito e algumas controvérsias ainda persistem.

Nosso intuito neste breve artigo e trazer alguns esclarecimentos sobre os benefícios e os cuidados que devem ser adotados por indivíduos que possuem algum problema cardiovascular e desejam realizar o treinamento resistido.

O treinamento resistido (popularmente conhecido como musculação) só foi incluído nas diretrizes internacionais no início de 1990, ou seja, a menos de duas décadas. Seus benefícios, quando bem prescrito e supervisionado, em indivíduos saudáveis são incontestáveis, principalmente para indivíduos mais idosos que com o passar da idade vão apresentando uma diminuição da massa muscular e óssea, reduzindo a capacidade para a realização das atividades da vida diária. A American Heart Association descreve os seguintes benefícios do treinamento resistido para:


- Composição corporal:

- Aumento da densidade mineral óssea;

- Diminuição do percentual de gordura corporal;

- Aumento da massa magra corporal;

- Aumento da força muscular.

- Metabolismo da glicose:

- Diminuição dos níveis de insulina em repouso;

- Aumento da sensibilidade a insulina.

- Colesterol (lipoproteínas e lípides):

- Leve aumento do HDL ("bom colesterol");

- Leve diminuição do LDL ("mau colesterol");

- Leve diminuição dos triglicerídeos.


Em indivíduos portadores de algum problema cardiovascular as grandes questões a serem trabalhadas são os aumentos de pressão arterial e frequência cardíaca durante o esforço e a intensidade do esforço.

Durante a execução do treinamento resistido com intensidade de 70-80% de 1 repetição máxima (RM) ocorre um aumento da pressão arterial, tanto da sistólica (máxima) como da diastólica (mínima). Já em intensidades mais baixas, de 30-40% de 1RM os níveis de pressão arterial apresentam uma resposta semelhante ao treinamento aeróbio, sou seja, aumento moderado da pressão arterial sistólica sem aumento da pressão arterial diastólica. Alguns estudos recentes mostram que, o treinamento resistido para indivíduos hipertensos, não apresentou melhora significativa na diminuição da pressão arterial, contudo diminuiu o risco de morbidade e mortalidade. Quando o treinamento resistido foi associado ao treinamento aeróbio, a melhora foi evidente.

A freqüência cardíaca se comporta de modo semelhante à pressão arterial. Intensidades de exercício mais altas resultam em um grande aumento da freqüência cardíaca. Enquanto, em intensidades mais baixas a freqüência cardíaca aumenta como observado no treinamento aeróbio, ou seja, um aumento proporcional para a manutenção do exercício.

Além das respostas de pressão e freqüência apresentadas durante o esforço de alta intensidade, após o esforço intenso pode haver uma diminuição na distribuição de sangue para o coração devido a alta necessidade de sangue pelos músculos ativos. Todavia, em baixas intensidades isso não ocorre.

Sendo assim e seguindo as recomendações internacionais, o exercício resistido é indicado para qualquer indivíduo em qualquer faixa etária por seus benefícios à saúde e bem-estar. Em indivíduos cardiopatas a recomendação da American Heart Association e do American College of Sports Medicine, é a seguinte:



- Número de séries: Uma série de cada exercício.

- Número de repetições: De 10 a 15 repetições.

- Número de exercícios: De 8 a 10 exercícios.

- Freqüência semanal: De duas a três vezes por semana.

- Intensidade do esforço: De baixa para moderada intensidade - 40% de 1RM.



O objetivo desta prescrição não é a hipertrofia (aumento no tamanho da célula muscular) e nem tão pouco de rendimento esportivo. Esta recomendação visa o condicionamento físico geral. Buscaremos sempre trabalhar com grandes grupamentos musculares e exercícios mais básicos. Se você quiser fazer uso da tabela de esforço perceptivo de Borg, o resultado deve ser de 11 a 14.

Mais do que nunca, um bom trabalho multidisciplinar se faz necessário nestas situações. Uma boa conversa entre o médico e o educador físico ajudará a levar o aluno a uma melhor qualidade de vida. Nunca é tarde para se começar, desde que com segurança e conhecimento técnico. Boa prática!

Prof. Daví F. M. Cáceres
Educador Físico /Personal Trainer (Cref: 041916-G/SP)
Especialista em Condicionamento Físico e Reabilitação Cardíaca - InCor HCFMUSP

Ventilação Mecânica (VM) é um método de suporte de vida indicado quando o paciente é incapaz de manter uma via respiratória permeável e/ou t...

Tipos de Ventilação Mecânica



Ventilação Mecânica (VM) é um método de suporte de vida indicado quando o paciente é incapaz de manter uma via respiratória permeável e/ou trocas gasosas adequadas.

Nós temos 2 tipos de Ventilação Mecânica

Invasiva – por meio de tubo endotraqueal (naso ou orotraqueal) ou cânula de traqueostomia.

Não invasiva – por meio de máscara

Nas duas situações, a ventilação artificial é conseguida com a aplicação de pressão positiva nas vias aéreas, o que muda é a interface entre o paciente e o aparelho.

Ventilação mecânica invasiva

Indicações:
  • Reanimação cardiorrespiratória
  • Hipoventilação e apnéia, como nos casos de lesões no centro respiratório, intoxicação ou abuso de drogas
  • Insuficiência respiratória devido a doença pulmonar
  • Falência mecânica do aparelho respiratório: doenças neuromusculares, paralisia (fraqueza muscular); estímulo respiratório instável (trauma craniano, acidente vascular cerebral, intoxicação exógena e abuso de drogas)
  • Prevenção de complicações respiratórias: pós-operatório de cirurgias de grande porte – abdominais, torácicas, obesidade mórbida
  • Diminuição do trabalho muscular respiratório evitando fadiga muscular

Acesso às vias aéreas para ventilação mecânica invasiva

Intubação orotraqueal (ITO) – indicada em pacientes com hipoxemia e/ou hipercapnia persistentes, mesmo após a realização de medidas terapêuticas. É precedida de sedação.

Intubação nasotraqueal (INT), – indicada em pacientes sem abertura adequada da boca; quando o acesso à traqueia não é possível por via oral, ex. tumores de cavidade oral, língua, etc.

Cricotireotomia (procedimento emergencial, que consiste no acesso das vias aéreas através da membrana cricotireoidea) indicada para situações de urgência em que não são possíveis as intubações naso e orotraqueal, por exemplo, fraturas extensas de face.

Traqueostomia – indicada para substituir a intubação quando ultrapassa 10 dias e não há previsão de suspensão da VM, ou para pacientes sem nível de consciência adequada ou que necessitem de aspiração de secreções.

Ventilação mecânica não invasiva

As modalidades ventilatórias usadas podem ser mandatória ou espontânea. A primeira consiste em uma ventilação que é iniciada e/ou finalizada exclusivamente pelo ventilador, sem qualquer interferência do paciente e esta se subdivide em ventilação mandatória assistida (disparo por pressão ou fluxo), ventilação mandatória controlada (disparo por tempo), ou ventilação assistida/controlada (o ciclo é deflagrado de forma mista, predominando o primeiro sinal que surgir) (8,9).

Ventilação espontânea é amais utililizada e consiste no paciente iniciar e finalizar a ventilação. A ventilação espontânea pode ter um suporte pressórico a cada inspiração (por exemplo, modo pressão de suporte) ou não (por exemplo, pressão positiva contínua nas vias aéreas).

A pressão expiratória final (Peep) pode está presente tanto no modo ventilatório mandatório como no espontâneo devido aos seus efeitos na melhora da troca gasosa ( melhor oxigenação ), redistribuição de líquidos intersticial e combate ao shunt.

Os aparelhos usados para ventilar os pacientes podem ser os mesmos usados para a forma de ventilação invasiva ou , preferencialmente, os apropriados para ventilação não invasiva.

Aparelhos de ventilação não – invasiva

– Aparelhos específicos para VNI com modo CPAP ( pressão positiva contínua nas vias aéreas) e/ou Bilevel ( uso de dois níveis de pressão, um nível inspiratório -Ipap- e o outro expiratório -Epap-);
– Geradores de fluxo ou CPAP de rede com adaptação de válvula de Peep;
– Aparelhos de ventilação invasiva adaptado à máscaras faciais sem vazamentos. O modo colocado deve ser o espontâneo com uso de Peep.

Se você quer (ou precisar) saber mais sobre Ventilação Mecânica, não pode perder a Maratona Online de Atualização em Ventilação Mecânica. Outro conteúdo ótimo é o  o curso Ventilação Mecânica em Pacientes Asmáticos.

O fisioterapeuta é um profissional da saúde que atua tanto na prevenção quanto na cura ou na reabilitação física de pessoas de todas a...

10 dicas para pacientes que tem Hipertensão


O fisioterapeuta é um profissional da saúde que atua tanto na prevenção quanto na cura ou na reabilitação física de pessoas de todas as idades, com o objetivo de preservar órgãos, sistemas e funções do corpo. 

Um dos campos de atuação da Fisioterapia é a Cardiologia. Dentre as doenças cardiológicos, a hipertensão precisa ter cuidados especiais. O papel da Fisioterapia se faz necessária, especialmente porque melhora a capacidade funcional de evitar problemas que possam aumentar a pressão. As atividades respiratórias, alongamentos, caminhadas e hidroterapia, são algumas das habilidades que possibilitam uma melhor recuperação das vias respiratórias.

Veja 10 dicas para pacientes hipertensos:

1. Manutenção do peso ideal- o sobrepeso aumenta dificulta o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. Na prática, o músculo é exigido demais. "Como o bíceps de quem levanta peso, o coração de uma pessoa obesa acaba hipertrofiado" , explica o cardiologista. Com um risco: as lesões causadas pelo esforço excessivo podem se tornar irrecuperáveis.

2. Prática de atividade física atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral. 

3. Redução de sal - o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. 

4. Evitar bebidas alcoólicas: O álcool em grande quantidade é inimigo feroz da pressão sob controle. Corte as bebidas da sua dieta ou consuma com muita moderação. 

5. Dieta saudável: Gorduras saudáveis e pouco sal são medidas indispensáveis na dieta de quem quer manter o coração saudável. Inclua ainda muitas frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros, ou seja, com menos gordura. 

 

 

6. Medicamentos: se o médico recomendou, não deixe de tomar. Mas nada de sair por aí imitando a receita alheia. Vale lembrar que alguns medicamentos podem elevar a pressão, como os antiiflamatórios e anticoncepcionais, ressalta o cardiologista. 

7. Cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente além de comprometer toda sua saúde. Parar de fumar imediatamente é fundamental , alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa. 

8. Estresse: ele aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, acarretando a hipertensão e doenças do coração. Controle suas emoções e procure incluir atividades relaxantes na sua rotina. 

9. Exames médicos: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz. 

10. Medir a pressão: no mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem fazer isso. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios.

A Fisioterapia Cardiovascular é de extrema relevância na prevenção de doenças que podem afetar o coração e tem como principal objetivo...

Fisioterapia Cardiovascular e suas duas frentes


A Fisioterapia Cardiovascular é de extrema relevância na prevenção de doenças que podem afetar o coração e tem como principal objetivo prevenir complicações do infarto ou da cirurgia. Também é utilizada para auxiliar na retomada de atividades básicas e na melhora geral da qualidade de vida. A fisioterapia cardiovascular estimula o paciente, com a própria dedicação, a se recolocar na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva

Assim, a especialidade de fisioterapia cardiovascular etrabalha em duas frentes.

A primeira é hospitalar e consta de tratamentos voltados para pacientes internados após eventos cardiovasculares. Nessa fase realiza-se fisioterapia respiratória, com exercícios físicos de baixa intensidade e um programa de reabilitação educacional em relação aos fatores de risco. Ou seja, trabalha-se junto ao paciente a importância de praticar exercícios como parte do tratamento não medicamentoso. O objetivo é focado na alta hospitalar precoce com as melhores condições físicas e psicológicas.

A segunda é ambulatorial e tem como principal finalidade aprimorar a condição física do paciente, aumentar sua capacidade aeróbia, a fim de melhorar sua saúde e qualidade de vida num contexto global. Mesmo os pacientes com insuficiência cardíaca grave podem receber um treinamento para fortalecer os músculos respiratórios, desde que seja através de técnicas bem específicas e orientadas pelo Fisioterapeuta Cardiovascular.

Esta especialidade começou a ganhar força com o surgimento das equipes multidisciplinares dentro dos hospitais. A fisioterapia é peça fundamental no processo de reabilitação tanto de pacientes que já sofreram algum evento cardiovascular quanto àqueles considerados de risco moderado a alto risco.

A Fisioterapia na Reabilitação Cardiovascular é o tratamento da recuperação física, funcional e respiratória do paciente afetado por ...

Fisioterapia e o Aneurisma




A Fisioterapia na Reabilitação Cardiovascular
é o tratamento da recuperação física, funcional e respiratória do paciente afetado por uma doença cardiovascular. Principalmente aos que relatam cansaço, falta de ar, fraqueza e após cirurgia cardíaca.


Um dos problemas que pode fazer o paciente precisar do auxilio do fisioterapeta para recuperação é  o Aneurisma. Um aneurisma é caracterizado pela dilatação anormal de um vaso sanguíneo, provocado pelo enfraquecimento das paredes do vaso, trauma ou por alguma doença vascular.

As causas para a ocorrência de um aneurisma não estão totalmente claras para os médicos. Algumas pessoas já nascem com algum tipo de aneurisma (aneurisma congênito), geralmente provocado por defeitos em partes da parede arterial.

Os locais mais comuns para a ocorrência de aneurismas incluem:

  • Aorta, que é a principal artéria do coração (aneurisma da aorta abdominal ou aneurisma da aorta torácica)
  • Cérebro (aneurisma cerebral)
  • Na parte de trás do joelho (aneurisma da artéria poplítea)
  • Intestino (aneurisma da artéria mesentérica)
  • Artéria no baço (aneurisma da artéria esplênica).
  • Aorta, que é a principal artéria do coração (aneurisma da aorta abdominal ou aneurisma da aorta torácica)
  • Cérebro (aneurisma cerebral)
  • Na parte de trás do joelho (aneurisma da artéria poplítea)
  • Intestino (aneurisma da artéria mesentérica)
  • Artéria no baço (aneurisma da artéria esplênica).

O principal objetivo do tratamento de fisioterapia para pacientes que sofram aneurisma e tenha alguma complicação cardíaca é promover mais qualidade de vida e bem-estar ao doente cardíaco, aumentando sua força e resistência muscular, independência funcional, vida ativa na família e na sociedade.


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