Fisioterapia na fase aguda de insuficiência cardíaca


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Na fase aguda, onde o paciente está descompensado, é somente indicado
a fisioterapia respiratória, ou seja, está contra-indicado a
fisioterapia geral.

Paciente descompensado
Posicionamento do paciente: Este deve ser em Flowler, isso para
diminuir o retorno venoso

Fisioterapia Respiratória: Esta é realizada durante 5 minutos, mais ou
menos 6 atendimentos por dia (pacientes hospitalizado), para não
ocorrer fadiga do paciente. O tratamento segue as condutas abaixo.

Reeducação respiratória

Consiste em promover a aprendizagem e a automatização de movimentos
respiratórios em pacientes que não apresentam um bom nível de
conscientização dos movimentos, adequando-os as necessidades do seu
organismo, consumindo energia física e metabólica de forma
satisfatória e econômica.

A reeducação respiratória visa também fornecer ao paciente um suporte
muscular respiratório e a melhora da mobilidade toracoabdominal, a fim
de preveni-lo de complicações respiratórias ou reincidências,
sobretudo de pneumopatias e de outras complicações pulmonares ou
torácicas.

Na medida do possível, através da orientação e minimização da
ansiedade e da angustia, torna o paciente mais independenteno que diz
respeito ao controle da doença.

O uso contínuo da musculatura secundária, sobretudo por tempo
prolongado, acarreta desvantagens mecânicas ao sistema respiratório,
causando alterações posturais e deformidades torácicas, também há
maior gasto de energia.

A reeducação respiratória consiste num conjunto de procedimentos
terapêuticos, tem por objetivo ensinar o paciente a respirar de forma
vantajosa, usando para isso o padrão respiratório do tipo
diafragmático e levando o paciente a não exigir tanto esforço dessa
musculatura acessória da respiração.

Os principais procedimentos terapêuticos que compõem a reeducação
respiratória, são: orientação respiratória, coordenação e controle da
respiração, exercícios passivos e localizados, entre outros.

Orientação respiratória

Essa orientação consiste na adequação do tempo inspiratório e
expiratório e da profundidade da respiração ao padrão respiratório
mais adequado para aquela pessoa, referindo-se à freqüência
respiratória quanto ao volume corrente.

É imprescindível o ensinamento da inspiração pelo nariz e a expiração
pela boca, usando recursos sensoriais com emissão desons durante as
fases da respiração, estímulo visual através do espelho, etc.

Coordenação e controle da respiração

Consiste basicamente em exercícios de coordenação do tempo e da
profundidade da respiração, com emprego de exercícios respiratórios
associados a fala e a deglutição e exercícios de tronco e membros.

O comando de voz do fisioterapeuta, bem como o controle rítmico dos
movimentos de tronco, membros e da própria respiração. É fundamental,
e disso dependerá o sucesso do tratamento.

Não esquecer que tudo isso deve ser realizado de forma lenta e compassada.

Exercícios passivos e localizados

Esses exercícios consistem em realizar respiração localizada (só
costal, só diafragmática,), conjuntamente com a palpação e a pressão
manual, exercidas pelo fisioterapeuta nas regiões para onde se
pretende direcionar ou inibir a respiração do paciente. As
estimulações diafragmáticas e costal, visam entre outros aspectos,
direcionar a respiração para uma região específica do tórax ou abdome.

Os exercícios respiratórios passivos podem ser direcionados para uma
determinada região do tórax ou abdome. Pode-se, em vez de utilizar as
mãos, utilizar objetos como pequenos pesos, bolas ou bexigas, pois, ao
mesmo tempo em que direciona a respiração para uma determinada região,
promove-se um estímulo proprioceptivo, reforçando a aprendizagem do
padrão respiratório desejado.

Vibração (depende da ausculta pulmonar apresentada)

Tem como objetivo: deslocamento de secreções, relaxamento dos
brônquios com broncoespasmo e estimular a tosse.

O fisioterapeuta coloca suas mãos estendidas sobre a região onde
apresenta maior acúmulo de secreção e efetua uma contração isométrica
de ambos os membros.

Huffing (Baforada)

É realizada uma inspiração lenta, apnéia de 3 segundos e expiração
ativa com a boca aberta interrompida por duas ou mais pausas
pronunciando os sons "há, há, há"

Compressão expiratória

É realizada através de compressões da parede torácica, onde as mãos do
fisioterapeuta devem ser colocadas espalmadas e realizam movimentos
acompanhando a dinâmica da respiração e a movimentação rítmica das
costelas. Pode ser realizada em qualquer lugar da parede torácica
desde que bem posicionadas.

Tem como objetivos: dar mobilidade ao gradil costal, diminuir o volume
de reserva expiratória, aumentando o volume corrente, assistir a
tosse, auxiliar na mobilização das secreções.

Sempre deve-se ter cuidado com: osteoporose, costelas flutuante e fraturadas.

Resistência labial expiratória

Indicada para abertura dos brônquios e bronquíolos, facilitando a
saída de a, isso para não ocorrer retenção de CO2.

CUIDADOS: arritmias cardíacas importantes, aumento abrupto da FC,
diminuição ou oscilação da PA

Contra- Indicações

tapotagem
drenagens posturais em que o tronco altera sua posição elevada.
movimentação de membros
massagem de bombeamento dos membros inferiores

Fisioterapia na fase aguda de insuficiência cardíaca Fisioterapia na fase aguda de insuficiência cardíaca Revisado by ADMIN on 10:52 Nota: 5