Este vídeo aborda 3 assuntos importantes dentro da Cardiologia: 1. Localização do Coração: diferente do que diz a música de Milton Nasc...

Aula de Sistema Cardiovascular em Video


Este vídeo aborda 3 assuntos importantes dentro da Cardiologia:

1. Localização do Coração: diferente do que diz a música de Milton Nascimento, o coração não está localizado do lado esquerdo do peito;

2. Envoltórios Cardíacos: o coração e os vasos sanguíneos são revestidos por membranas. O Coração possui o pericárdio (externo), o miocárdio (médio) e o endocárdio (interno) assim como os vasos sanguíneos possuem as túnicas vasculares externa, média e íntima;

3. Anatomia Cardíaca: por dentro o coração é dividido em 4 cavidades (2 átrios e 2 ventrículos), e entre estas cavidades existem as valvas cardíacas, responsáveis pelo fluxo unidirecional do sangue dentro do coração, e os septos que evitam a mistura do sangue do lado direito e esquerdo.

A coronariopatia é uma causa frequente de cardiopatias em países desenvolvidos, sendo que na extensa maioria dos casos, o comprometiment...

Alongamento muscular em pacientes cardiopatas


A coronariopatia é uma causa frequente de cardiopatias em países desenvolvidos, sendo que na extensa maioria dos casos, o comprometimento das artérias coronárias advém de aterosclerose. A aterosclerose é caracterizada por uma combinação de alterações na camada íntima das artérias que leva a uma lesão estenótica e oclusiva. Há então um desequilíbrio entre o suprimento e a demanda de oxigênio ao miocárdio, que pode levar a uma isquemia

Há uma série de fatores de risco envolvidos com as coronariopatias, como a idade, dislipidemia, hipertensão arterial, obesidade, diabetes mellitus e tabagismo. O paciente cardiopata pode realizar exercícios físicos, desde que seja feita uma avaliação prévia realizada por cardiologista ou por médico do esporte habilitado em questões cardiológicas.

Os exercícios de alta intensidade devem ser evitados, salvo em situações especiais. Alongamento, flexibilidade e exercícios com pesos (carga baixa e várias repetições) também devem ser incentivados.

O alongamento muscular traz como benefícios, o aumento do relaxamento muscular e melhora da circulação sanguínea, liberação da rigidez, eliminação de incômodos causados pelos nódulos musculares, aumento ou manutenção da flexibilidade. A mobilização articular refere-se às técnicas usadas para tratar disfunções articulares como rigidez, dor e hipomobilidade articular reversível. Foram utilizados alongamento muscular e mobilização passiva e ativa de cintura escapular, a fim de reduzir queixa álgica na região interescapular, corrigir a postura antálgica, reduzir tensões musculares pelo uso intenso dos músculos acessórios da inspiração.

Além de permitir uma maior amplitude dos movimentos, o alongamento aumenta a segurança na execução de exercícios físicos ou tarefas do cotidiano, como brincar com os filhos, colocar o lixo para fora, trocar um pneu furado, etc. Um outro benefício da prática de alongar ainda pouco esclarecido é a melhora da coordenação motora e reflexos em geral. Ele facilita a comunicação entre o cérebro e os músculos, o que contribui para um maior controle e precisão dos movimentos. Nota-se que até o andar de um praticante de alongamento é mais coordenado, menos tenso e até mais confiante.

A angioplastia é um procedimento de reperfusão que utiliza um balão inflado dentro da artéria obstruída, além de utilizar também uma mini ...

Saiba mais sobre a Angioplastia percutânea coronária



A angioplastia é um procedimento de reperfusão que utiliza um balão inflado dentro da artéria obstruída, além de utilizar também uma mini tela de aço (stent) que, aberta, facilita a passagem do sangue.

A angioplastia transluminal coronária (ATC) é usada como forma alternativa de revascularização miocárdica. Ela passou a ser realizada a partir do final de 1977, quando foi realizada, pela primeira vez, por Andreas Gruentzig. A angioplastia coronária foi usada inicialmente em pacientes com doença coronária sintomática de um único vaso e com obstrução nos segmentos proximais da rede coronária.

Com a tecnologia a indicação da angioplastia para situações inicialmente consideradas desfavoráveis, como insuficiência coronária aguda (infarto agudo do miocárdio, angina instável), doença coronária multiarterial ou lesão de anatomia complexa já são totalmente aceitáveis.

A angioplastia percutânea coronária é a modalidade de técnica de reperfusão mais empregada, sendo seus resultados comparáveis aos da cirurgia de revascularização miocárdica. Mesmo com índices de perviedade em longo prazo inferior à revascularização cirúrgica, a angioplastia vem mostrando ser um método alternativo ou complementar, principalmente em casos cujo tratamento cirúrgico é de alto risco. Os “stents” ou fixadores endovasculares também têm sido mais frequentemente indicados, nos casos em que há falha da angioplastia, no tratamento da reestenose pós-angioplastia e em certas lesões arteriais graves.

A dilatação arterial com balão objetiva o aumento do lúmen arterial melhorando a perfusão. No caso de lesões ateroscleróticas o balão proporciona a quebra da placa e afilamento das camadas vasculares.
O acesso vascular geralmente é feito por via femoral, braquial ou axilar. A punção retrógada da artéria femoral é a mais comum, além de ser de fácil punção e de fácil compressão para hemostasia no final do procedimento. Outras vantagens incluem a presença de uma artéria alternativa contralateral, a facilidade de reparo arterial, caso a artéria seja lesionada durante a técnica, a possibilidade de punção anterógrada e a existência de uma de cateteres variados e instrumentos especificamente destinados para introdução neste local. As desvantagens serão consequências das dificuldades que ocorrem na presença de tortuosidades vasculares, estenoses e oclusões.

A punção da artéria braquial/axilar é segunda opção, sendo usada quando as femorais estão inadequadas. A artéria braquial esquerda é a mais utilizada, pois apresenta um risco menor de eventos cerebrovasculares relacionados à presença do cateter no trajeto da origem dos vasos cervicais. A desvantagem nesta artéria é o risco de trombose pelo menor calibre. Na punção axilar a pior complicação é o hematoma na bainha do feixe vasculonervoso, podendo causar neuropraxia braquial.

A punção é feita com agulha e mandril, através do mandril da agulha uma guia é introduzida e avançada até as artérias ilíacas ou a aorta, sob controle fluoroscópio. Caso a guia não progrida, injeta-se contraste pelo mandril da agulha no sentido de se visualizar o percurso arterial. O paciente deve ser anticoagulado com heparina intravenosa e o cateter-balão deve ser introduzido sobre o guia. No local da estenose ou oclusão, o balão é inflado pela injeção através do cateter de solução de contraste iodado e mantido por um período que varia entre 30 segundos e 3 minutos.

O balão é retirado logo a seguir causando à ampliação da luz arterial estenosada, para o diâmetro normal. O procedimento é considerado bem-sucedido quando a obstrução residual pós-dilatação for inferior a 20% e o fluxo distal for normal, na ausência de infarto do miocárdio, morte ou cirurgia de revascularização miocárdica de urgência.

O exercício para os pacientes coronariopatas inclui atividades realizadas em programas formais de exercício e também atividades do cotid...

Prescrição de exercício para pacientes com doença arterial coronariana



O exercício para os pacientes coronariopatas inclui atividades realizadas em programas formais de exercício e também atividades do cotidiano. Portanto, atividades gerais do dia-a-dia são estimuladas, além das sessões formais de exercícios.

O programa de exercícios para o paciente coronariopata baseia-se na prescrição tradicional para obter efeito de treinamento em indivíduos saudáveis39. Entretanto, sofre modificações de acordo com o estado clínico geral e cardiovascular do paciente. Envolve um programa adequado individualmente em termos de tipos de exercícios, bem como freqüência, duração, intensidade e progressão35,36,39.

Tipo. Exercícios contínuos, envolvendo grandes grupos musculares, como caminhada, jogging, ciclismo, natação, ginástica aeróbica e remo, são adequados para condicionamento cardiovascular de endurance. Exercícios de membros superiores com ergômetros especiais podem também ser empregados em indivíduos que não tolerem exercícios de membros inferiores por razões ortopédicas ou outras e naqueles cujas atividades profissionais ou de lazer envolvam predominantemente trabalho de membros superiores. O treinamento de força também é benéfico para pacientes selecionados40. Exercícios contra resistência são habitualmente realizados utilizando um esquema de treinamento em circuito, com até 10 a 12 exercícios utilizando 10 a 12 repetições com resistência que permita execução confortável41. O cross-training também pode reduzir problemas ortopédicos e aumentar a aderência.

Freqüência. A freqüência mínima é de três dias não consecutivos por semana. Alguns pacientes preferem exercitar-se diariamente. Contudo, à medida que a freqüência aumenta, aumenta também o risco de lesões músculo-esqueléticas42.

Duração. Períodos de aquecimento e volta à calma de pelo menos 10 minutos, incluindo exercícios de alongamento e flexibilidade, devem vir antes e depois de uma sessão de 20 a 40 minutos de duração envolvendo exercícios cardiovasculares realizados continuamente ou através de treinamento intervalado. Este último tipo pode ser especialmente útil para pacientes com doença vascular periférica e claudicação intermitente.

Intensidade. O exercício em programas supervisionados é realizado a uma intensidade moderada e confortável, geralmente entre 40 e 85% da capacidade funcional máximaB (), que corresponde a 40 a 85% da reserva de freqüência cardíaca (FC) máxima ([FC máxima – FC de repouso] x 40-85% + FC de repouso), ou 55 a 90% da FC máxima. O índice de percepção de esforço (IPE), ou escala de Borg, pode também ser utilizado para monitorizar a intensidade do exercício, com o objetivo de mantê-la em nível moderado. A intensidade do esforço deve ser abaixo do nível que provoque isquemia miocárdica, arritmias importantes ou sintomas de intolerância ao esforço, conforme a avaliação prévia pelo teste de esforço.

A intensidade recomendada do treinamento varia com o grau de supervisão disponível e o nível de risco do paciente. Intensidades mais baixas são indicadas para pacientes de alto risco (definidos acima), especialmente quando se exercitam fora de programas supervisionados ou sem monitorização eletrocardiográfica contínua.

Progressão. Qualquer programa de exercícios para pacientes coronariopatas deve envolver progressão inicial lenta e gradual da duração e intensidade.

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