A Organização Mundial da Saúde define a Reabilitação Cardíaca (RC) como sendo “o conjunto das intervenções necessárias para fornecer ao d...

Aspectos da Reabilitação Cardiovascular


A Organização Mundial da Saúde define a Reabilitação Cardíaca (RC) como sendo “o conjunto das intervenções necessárias para fornecer ao doente cardíaco uma condição física, psicológica e social tão elevadas quanto possível, de forma que os doentes com patologia crônica ou pós aguda possam, pelos seus próprios meios, preservar ou retomar o seu lugar na sociedade”.

Pryor e Webber (2002) relatam que, durante os anos 50, os programas de reabilitação envolviam principalmente pacientes com doença arterial coronariana acometidos pelo Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Nessa época, baseados no pressuposto de que a inércia facilitaria o processo de cicatrização, os médicos recomendavam repouso de três semanas.

Com o passar do tempo, observou- se que o repouso prolongado no leito resultava em alguns efeitos deletérios e a atividade física promovia vantagens. Uma vez que o exercício físico pode aumentar a capacidade da função cardiovascular e diminuir a demanda de oxigênio miocárdico para um determinado nível de atividade física.

Hoje, os pacientes saem do leito hospitalar após poucos dias da admissão, retornam para casa 7 a 10 dias depois de disfunções IAM. Além disso, a RC foi ampliada e passou a envolver pacientes acometidos por outras cardiopatias, bem como aqueles em recuperação de angioplastia coronariana ou cirurgia cardíaca.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2004), a reabilitação cardíaca permite aos cardiopatas retornar, o quanto antes, à vida produtiva e ativa, a despeito de possíveis limitações impostas pelo seu processo patológico, pelo maior período de tempo possível. Além de restaurar, nesses pacientes, sua melhor condição fisiológica, social e laborativa; prevenir a progressão, ou reverter o processo aterosclerótico, nos pacientes coronariopatas; reduzir a morbimortalidade cardiovascular e melhora da sintomatologia de angina de peito, ou seja, aumentar a quantidade e a qualidade de vida com relação a custo/efetividade conveniente.

Segundo Dias, Matta e Nunes (2006), o início da terapia de reabilitação cardíaca é definido pela equipe médica, levando em consideração a evolução do paciente, baseado na classificação de Killip-Kimball, que é uma classificação de gravidade baseada em evidências da presença de insuficiência cardíaca ou choque cardiogênico.

Visto aqui

1.  IDENTIFICAÇÃO - Dados pessoais (nome, data de nascimento, idade, sexo, raça e estado civil); profissão atual e anterior; instrução esc...

Como fazer uma avaliação em Fisioterapia Cardiológica












1. IDENTIFICAÇÃO

- Dados pessoais (nome, data de nascimento, idade, sexo, raça e estado civil); profissão atual e anterior; instrução escolar; diagnóstico médico.

2. ANAMNESE

OBS.: Importante a compreensão da doença, participação da família e alvos do paciente. 

- Queixa principal e sua duração.

- HMP e HMA.

- Fatores de risco (tabagismo, diabetes mellitus, dislipidemia, HAS, sexo masculino, mulheres pós-menopausa, obesidade, sedentarismo, estresse, uso de anticoncepcionais, história familiar – mulheres, doença cardíaca <65 anos e homens, doença cardíaca <55 anos).

- Medicamentos.


3. EXAME FÍSICO                   


- Sinais vitais (PA, FC e FR).

- Altura e Peso.

- Ausculta cardíaca e respiratória.

- Inspeção (Postura (anterior, lateral e posterior), marcha, pele e anexos, cicatriz, expressão facial, edema, etc.).

- Palpação (tórax, cintura escapular, coluna vertebral, incisão cirúrgica, cicatriz, retrações e força musculares (MMSS, MMII e tronco)).

- Avaliação dinâmica na fase I (cuidados pessoais e deambulação monitorizada – FC, PA, ECG, sintomas e bulhas cardíacas). 

3.1. Ausculta cardíaca

1ª BULHA: A primeira bulha é formada pelo fechamento das valvas mitral e tricúspide, uma vez que, as valvas aórtica e pulmonar ao se abrirem não produzem ruído. 

2ª BULHA: A segunda bulha é resultante do fechamento das valvas aórtica e pulmonar, pois a abertura das valvas mitral e tricúspide não produz ruído audível.

3ª BULHA: A terceira bulha, ou bulha ventricular, ocorre entre 120 e 180 mseg após a 2ª bulha, é um som mais amplo e apagado. Pode ser encontrado em adolescentes sadios e em crianças, porém pode representar um grave acometimento do ventrículo esquerdo ou direito (IC em adultos). A terceira bulha é explicada pelo choque do sangue de encontro à parede flácida do ventrículo deficiente. 

4ª BULHA: A quarta bulha ou bulha atrial, ocorre antes da 1ª bulha, isto é, um som pré-sistólico, débil apagado e surdo resultante da maior força do átrio em ejetar o sangue em direção ao ventrículo no final da sístole atrial, e encontrando a valva atrioventricular parcialmente fechada. Este tipo de bulha aparece na IC, hipertensão e doença da valva aórtica. 

- Focos da ausculta cardíaca: 

a. Válvula aórtica: 2º EICD, paraesternal;

b. Válvula pulmonar: 2º EICE, paraesternal;

c. Válvula tricúspide: 4º-5º EICD, paraesternal;

d. Válvula bicúspide: 5º-6º EICE, linha hemiclavicular.

Pressão arterial alta (hipertensão arterial) geralmente não apresenta sinais ou sintomas clínicos, mas com o tempo pode promover lesões no...

Hipertensão arterial e suas principais complicações



Pressão arterial alta (hipertensão arterial) geralmente não apresenta sinais ou sintomas clínicos, mas com o tempo pode promover lesões no coração, vasos sanguíneos, rins, cérebro e outras partes do seu corpo.

As consequências da hipertensão não controlada incluem:

Acidente Vascular Cerebral (AVC): também conhecido como derrame, o risco de ter um AVC aumenta de 4 a 6 vezes com a hipertensão, enfraquecendo as artérias do cérebro (que podem romper ou ocluir). 77% das pessoas que tiveram um primeiro AVC sofrem de hipertensão arterial.

Ataque cardíaco: Os danos causados nas artérias por consequência da hipertensão podem levar a aterosclerose, que por sua vez pode resultar em oclusões das mesmas. 69% das pessoas que tiveram um primeiro ataque cardíaco sofrem de hipertensão arterial.

Insuficiência cardíaca: a elevada pressão arterial cria condições para que haja estreitamento das artérias, aumentando o trabalho do coração, fazendo com que o mesmo engrosse suas paredes e se dilate. Ao longo do tempo o aumento do coração pode causar redução no fornecimento de fluxo de sangue para o corpo. 75% das pessoas que possuem insuficiência cardíaca congestiva sofrem de hipertensão.

Insuficiência renal: Os rins recebem um alto volume de sangue através dos densos vasos sanguíneos e a hipertensão descontrolada pode causar uma limitação nessas artérias. A consequência é o seu enfraquecimento ou endurecimento, de modo que os rins acabam perdendo sua capacidade de filtrar ou regular a quantidade de fluídos, hormônios, ácidos e sais no sangue. À medida que mais artérias ficam comprometidas os rins eventualmente falham. Hipertensão arterial é a segunda maior causa de insuficiência renal.

Perda de visão: A elevada pressão arterial alta pode causar sangramento nos vasos sanguíneos oculares. O nervo ótico pode inchar, reduzindo a acuidade da visão. A única maneira de tratar a retinopatia hipertensiva (lesão vascular da retina) é controlando a pressão arterial. Danos causados por hipertensão são cumulativos, portanto quanto mais tempo o individuo passa sem tratamento, maior será a probabilidade de danos permanentes.



Fonte: Health after 50

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