O choque circulatório é caracterizado por uma hipoperfusão disseminada pelos tecidos causando danos devido ao suprimento deficiente de o...

Choque Circulatório e Débito Cardíaco

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O choque circulatório é caracterizado por uma hipoperfusão disseminada pelos tecidos causando danos devido ao suprimento deficiente de oxigênio e nutrientes. O choque pode ser considerado não progressivo, progressivo e irreversível. No choque não progressivo ou compensado, o organismo consegue reverter a situação recuperando a normalidade circulatória.

O choque progressivo torna-se cada vez pior e leva o indivíduo à morte se não forem tomadas medidas intervencionistas. O choque irreversível caracteriza-se por levar a pessoa à morte independente de qualquer tentativa intervencionista de reverter o quadro. Embora às vezes seja possível restabelecer os níveis circulatórios normais no choque irreversível, as lesões teciduais não permitem a sobrevivência e a morte ocorre em pouco tempo.

Contudo, não há um limite preciso entre a condição de choque progressivo e o choque irreversível. Isto significa que, enquanto houver vida, não se deve abrir mão de qualquer tentativa terapêutica. O choque hipovolêmico também é conhecido como choque hemorrágico e causa vasoconstrição periférica e aumento da frequência cardíaca de 72 bpm em média para níveis que podem chegar próximo de 200 bpm como tentativa de reparar o dano tecidual.

No choque hipovolêmico, causado por diminuição do volume sanguíneo, a pressão arterial geralmente diminui à medida que a volemia decresce. O choque séptico é caracterizado pela disseminação generalizada de bactérias pela circulação causando graves danos aos tecidos.

O choque séptico é causa frequente de mortes nos hospitais modernos e pode ser causado por fatores como a peritonite, causada por infecções intestinais envolvendo lesões ou por abortamento realizado sem condições estéreis; infecção generalizada resultante de infecções em locais isolados, infecções gangrenosas e infecções renais e do trato urinário, entre outras.

No choque séptico geralmente ocorre febre ou hipertermia neurogênica, vasodilatação, diminuição do débito cardíaco e a formação de microcoágulos. No choque circulatório também é comum ocorrer parada circulatória em decorrência da parada cardíaca por deficiência de oxigênio, fibrilação ventricular ou problemas anestésicos.

A parada circulatória pode causar lesões irreversíveis no cérebreo devido á formação de coágulos e à hipóxia. Pesquisas demontraram que a utilização de drogas fibrinolíticas durante a parada circulatória causa uma diminuição nos efeitos deletérios sobre o cérebro em um mesmo intervalo de tempo.

Débito cardíaco é a quantidade de sangue que o ventrículo esquerdo bombeia para a aorta a cada minuto. O débito cardíaco varia em torno de 5 a 6 litros no indivíduo adulto normal. O mecanismo de Frank-Starling do coração explica a determinação do débito cardíaco pelo retorno venoso. Segundo a lei de Frank-Starling, quanto maior a quantidade de sangue que retorna ao coração, maior será a força de contração ventricular.

De outra forma, também pode-se considerar a regulação do débito cardíaco como resultado do controle local do fluxo sanguíneo em todas as partes do organismo conjuntamente. A força de contração cardíaca pode aumentar consideravelmente em resposta a estímulos nervosos e ao aumento do trabalho ou esforço físico, causando hipertrofia adaptativa das fibras musculares cardíacas.

Por outro lado, algumas patologias como doenças valvulares e a hipertensão podem tornar o coraçãp hipoefetivo. O débito cardíaco alto geralmente é causado pela redução da resistência periférica e em algumas patologias como o beribéri, fístulas arteriovenosas, hipertireoidismo e anemia.

Nosso coração possui um conjunto de 40 mil neurônios, um "minicérebro", que o torna sensível e capaz d...

Exercícios simples melhoram a batida do seu coração

corrida atleta Rio de Janeiro caminha  (Foto: Guilherme Leporace / Ag. O Globo)

Nosso coração possui um conjunto de 40 mil neurônios, um "minicérebro", que o torna sensível e capaz de adaptar o comportamento de acordo com suas percepções. O coração reage ao que percebe, influenciando todo o corpo, inclusive, o cérebro. 

O "tum- tum" do nosso coração tem tanto as batidas que aceleram nosso funcionamento quanto as batidas que procuram brecar o aceleramento. O equilíbrio entre estas batidas chama-se coerência cardíaca: "Quando o ritmo de variabilidade do coração é forte e saudável, as fases de aceleração e redução alternam-se com rapidez e regularidade. Há uma coerência na variabilidade do ritmo cardíaco, diferente do caos." Esta é a definição de Davi Servan-Shreiber, neuropsiquiatra.

Ele ainda diz que se só mantivermos a vida em stress, com o pé no acelerador, o breque fica fraco. Um coração saudável precisa do equilíbrio entre acelerador e freio, o que pode ser conseguido através de hábitos saudáveis e exercícios. David Schreiber ainda ressalta: "Stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo." 

 "Quando o cérebro emocional não está funcionando bem, o coração sofre e se desgasta. Mas, a mais espantosa descoberta de todas é que essa relação funciona em mão dupla. O funcionamento correto do coração acaba por influenciar nosso cérebro também", sinaliza David Schreiber. Ou seja, quanto maior a coerência cardíaca, maior o ajuste entre cérebro e resto do corpo, portanto, maior a sensação de bem-estar, do equilíbrio da pressão arterial, de tranquilidade e ainda, maior é o retardo parcial do envelhecimento.

Em seu livro "Curar...", David Servan-Schreiber apresenta um exercício simples para melhorar o "tum-tum" do nosso coração:

1) Em um local agradável, longe de interrupções

a- Coloque sua atenção na respiração;
b- Inspire e expire profundamente uma vez;
c- Faça uma pausa de alguns segundos na respiração;
d- Inspire e expire profundamente mais uma vez;
e- Repita esta sequência até que sua respiração fique mais estável;

2) Depois, mantenha sua atenção na região do coração por uns 15 segundos

3) Imagine que você está respirando com o coração (se isso for difícil, imagine que está respirando do centro do seu peito).

4) Continue respirando lenta e profundamente, dando atenção a região do coração ou centro do peito.

5) Lembre-se de algum sentimento ou imagem agradável.

Assim, o coração enviará para o cérebro emocional a mensagem de que tudo está em ordem e, então, ele poderá trabalhar melhor e com mais eficiência. O resultado clínico desse exercício é: diminuição de stress, fadiga, depressão e hipertensão, e melhora da concentração, memória e sensação de bem-estar.

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