A Reabilitação Cardíaca (RC) é "o conjunto das intervenções necessárias para fornecer ao doente cardíaco uma condição física, psicoló...

A fase hospitalar da Reabilitação Cardíaca


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A Reabilitação Cardíaca (RC) é "o conjunto das intervenções necessárias para fornecer ao doente cardíaco uma condição física, psicológica e social tão elevadas quanto possível, de forma que os doentes com patologia crônica ou pós aguda possam, pelos seus próprios meios, preservar ou retomar o seu lugar na sociedade".

A fase 1 dos programas de Reabilitação Cardiovascular têm início ainda dentro da unidade coronariana. Ela é composta por exercícios de baixa intensidade, que "durante a internação hospitalar têm se mostrado seguros praticáveis e benéficos, embora não seja observada nenhuma melhora na aptidão cardiovascular com atividades de baixa intensidade"

Normalmente esse tipo de atividade é prescrito pelo médico do paciente e usualmente é de responsabilidade do fisioterapeuta ou enfermeiro que podem também contribuir no programa.

O tratamento fisioterapêutico na fase hospitalar baseia-se em procedimentos simples, como exercícios metabólicos de extremidades, para aumentar a circulação, exercícios respiratórios para eliminar obstruções respiratórias e manter os pulmões limpos, exercícios ativos para manter a amplitude de movimento e elasticidade mecânica dos músculos envolvidos, treino de marcha em superfície plana e com degraus, reduzindo os efeitos prejudiciais do repouso prolongado no leito, com isso aumenta a autoconfiança do paciente e diminui o custo e a permanência hospitalar

Os objetivos dessa fase incluem reduzir o tempo de permanência hospitalar e diminuir os problemas de descondicionamento associados com o repouso prolongado no leito, como atrofia muscular, hipotensão postural e deterioração circulatória geral.

Nessa fase a duração total dos exercícios devem ser em torno de 20 minutos, duas vezes ao dia. Durante o exercício, o aparecimento de alguns sinais e sintomas, tais como: fadiga, dispnéia, cianose, palidez, náuseas, 20 bpm acima da freqüência cardíaca de repouso e pressão sistólica 20 mmhg acima dos níveis de repouso e ainda o índice de percepção de esforço de Borg, indica a interrupção do exercício. A hipotensão arterial indica grande comprometimento da função de bomba ventricular, sendo critério de exclusão do programa de reabilitação3.

Manter o coração saudável é uma tarefa que exige uma dedicação vitalícia. Há estudos que mostram que o depósito de gorduras n...

Veja 8 vilões de um coração saudável



Manter o coração saudável é uma tarefa que exige uma dedicação vitalícia. Há estudos que mostram que o depósito de gorduras nas artérias começa ainda na infância, o que anteciparia um infarto caso a criança já não cresça tendo uma alimentação saudável.

Apesar de ser um órgão vital, o coração por muitas vezes sofre em silêncio. Depois de anos de maltrato ele resolve mostrar o quanto estava sofrendo, com um infarto ou coração dilatado, por exemplo. 

Mas quais são alguns dos principais problemas que vão machucando o coração ao longo dos anos? Veja:

1) Genética - hoje os genes já são considerados responsáveis por muitos casos de doença. No caso do coração, não é diferente.

O cardiologista recomenda que, caso existir alguém da família que tenha histórico em doenças do coração, procurar um médico para check-up regular é fundamental.

Alguns exames, como o eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico conseguem mensurar como está a saúde cardíaca e até mesmo prevenir um evento cardiovascular que pode ser fatal, como infarto. 

2) Diabetes - estima-se que cerca de 10% da população brasileira seja diabética. A doença é um dos fatores de risco cardiovascular, pois pode ajudar a formar placas de gordura dentro dos vasos, resultando em um bloqueio que leva ao infarto. Priorizar uma dieta saudável e tomar os medicamentos receitados pelo médico ajuda a controlar a doença.

3) Hipertensão Arterial - a pressão alta é silenciosa, praticamente não dá sintomas. Com o tempo, lesa os rins e faz com que o coração faça muito esforço para trabalhar, hipertrofiando-o e, posteriormente, dilatando-o.

Aferir a pressão com frequência, controlar o sódio e tomar os medicamentos prescritos por um cardiologista mantém a pressão dentro do padrão. O cardiologista da Beneficência Portuguesa diz que, em alguns casos de pressão alta, há palpitação, dor de cabeça, cansaço e tontura. 

4) Tabagismo - quem fuma pode tirar alguns anos da própria vida por algo que poderia ser perfeitamente evitável. O cigarro aumenta a chance de infarto, sendo a principal causa por mortes evitáveis em todo o planeta.

Cerca de 20% dessas mortes acontecem por eventos cardiovasculares. Além disso, os fumantes passivos também sofrem com isso, podendo desenvolver doenças cardíacas somente pela inalação passiva da fumaça. 

5) Colesterol Alto - quando há muita gordura circulando no sangue, ela pode começar a entupir as artérias, uma das causas principais da aterosclerose, que leva ao infarto.

Ter uma dieta balanceada, sem excesso de gorduras saturadas e zero de gorduras trans, ajuda o corpo a se defender. Além disso, fazer atividade física ajuda a aumentar o colesterol bom, que é responsável por "faxinar" a gordura ruim do corpo.

6) Estresse - sabe-se hoje que os hormônios do estresse, a adrenalina e o cortisol são responsáveis por, também silenciosamente, lesarem o corpo. Um dos problemas que eles causam é aumentar a pressão arterial, o que acarreta problemas cardíacos e renais.

Procurar atividades que relaxem e entender mais sobre as próprias emoções para controlá-las melhor ajuda a reduzir o estresse. Além disso, dormir bem é um fator importante para a redução do que pode até mesmo ser chamado de mal do século.

7) Má alimentação - a base de um bom funcionamento do organismo vem da comida. Alimentar-se saudavelmente, com um cardápio que inclua frutas, verduras, legumes e grãos fornece o que o organismo precisa para manter todas as funções em perfeita ordem.

Excesso e consumo frequente de muito sal, de frituras e de alimentos muito gordurosos não fazem parte de uma dieta amiga do coração.

8) Sedentarismo - cada vez menos se faz exercícios físicos, principalmente quem vive em grandes cidades. No entanto, a atividade física pode reduzir colesterol, diminuir a pressão arterial, aumentar a capacidade cardiorrespiratória, trazer bem-estar, reduzir o estresse etc.

Há inúmeras boas razões para se mexer mais. Mas quem pensa em praticar esportes ou fazer academia tem de passar por um cardiologista antes para avaliar a condição antes do esforço.

O fisioterapeuta tem papel fundamental em um programa de reabilitação cardíaca ao orientar a prática do exercício físico de forma segura...

Video: Fisioterapia em Reabilitação Cardíaca





O fisioterapeuta tem papel fundamental em um programa de reabilitação cardíaca ao orientar a prática do exercício físico de forma segura e eficaz. A prática de atividade física regular é capaz de agir na prevenção de doenças cardiovasculares e como tratamento não farmacológico de doenças já estabelecidas, melhorando a qualidade de vida do paciente.

As lesões cardiovasculares estão entre as doenças que mais causam mortalidade no mundo. Porém, após uma lesão, é possível a Fisioterapia em Reabilitação Cardiaca em pacientes que pertencem a um grupo de risco menor, pois estes estão aptos a realizar exercícios sem contra-indicação. Um dos tratamentos mais eficientes e rápidos é o de fisioterapia em reabilitação cardíaca.

O fisioterapeuta exerce um papel primordial na Fisioterapia em Reabilitação Cardiaca. Em um primeiro momento, ele analisa as capacidades e limitações do paciente, sempre com base na avaliação funcional e clínica, e, assim, desenvolve um plano de tratamento. Os exercícios de Fisioterapia em Reabilitação Cardiaca realizados tem como objetivo melhorar a capacidade de mobilidade e a condição física, social e mental das pssoas, tornando-as capazes de retomar suas atividades diárias. A frequência depende do estado clínico do paciente e o trabalho deve ser em conjunto: equipe médica e fisioterapêutica e paciente.

Todos os pacientes com doença coronariana assintomática deverão ser fortemente estimulados à pratica regular do exercício físico. A si...

Prática de exercícios para pacientes com doença coronariana assintomática


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Todos os pacientes com doença coronariana assintomática deverão ser fortemente estimulados à pratica regular do exercício físico. A simples passagem do sedentarismo completo para algum nível de atividade física regular, como por exemplo, caminhar cerca de 2 a 3 km em 30 minutos diariamente, já oferece considerável benefício.

Posicionamentos recentes recomendam 30 a 60 minutos de exercício aeróbico na maioria dos dias, suplementado por um aumento no dispêndio energético com as atividades cotidianas. A maioria dos pacientes deve ser orientada a caminhar, mantendo a intensidade do esforço entre 60 e 80% do consumo máximo de oxigênio ou a uma frequência cardíaca de 10 batimentos inferior a intensidade em que foi observada isquemia no TE.

O ritmo da caminhada deverá ser gradativo, começando mais lento nos primeiros 5 minutos, alcançando e mantendo níveis confortáveis pelos próximos 20 ou 30 minutos e novamente, reduzindo o ritmo por mais 5 minutos. Em termos práticos, pacientes que tenham capacidade funcional ou que não mostram alterações significativas até pelo menos 6 METs, podem caminhar em segurança na faixa de 4 a 6 km/h (66 a 100 metros por minuto).

A prescrição individualizada deverá ainda incluir exercícios de flexibilidade e de sobrecarga muscular. Em dias de elevada umidade e calor, especialmente nos horários centrais do dia, naqueles dias em que o paciente se encontre excessivamente estressado ou que tenha dormido mal, ou ainda nos pacientes que estejam fazendo uso de beta-bloqueadores em dosagem diária única, pode ser necessário reduzir a faixa de frequência cardíaca sugerida para o treinamento. O horário da prática do exercício é aquele que melhor se adapta ao paciente, já que o risco da atividade física não parece variar neste grupo de indivíduos ao longo do dia, sendo contudo, mandatório orientar o paciente para o momento apropriado de uso de sua medicação habitual em relação ao horário da atividade, permitindo tempo apropriado para a ação farmacológica.

A eventual liberação para atividade física desportiva deverá ser analisada individualmente considerando em conjunto, o quadro clínico, as respostas ao TE ou a ergoespirometria, com ênfase na capacidade funcional e a valorização desta atividade pelo paciente e na demanda física e emocional associadas a esta atividade. A prática de desporto competitivo está em princípio contraindicada, podendo contudo haver exceções individuais solidamente fundamentas em dados clínicos e ergométricos.

Apesar de toda a sua potência, o coração, em forma de cone, é relativamente pequeno, aproximadamente do tamanho do punho fechado, cerca ...

Resumo da Anatomia do Coração

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Apesar de toda a sua potência, o coração, em forma de cone, é relativamente pequeno, aproximadamente do tamanho do punho fechado, cerca de 12 cm de comprimento, 9 cm de largura em sua parte mais ampla e 6 cm de espessura. Sua massa é, em média, de 250g, nas mulheres adultas, e 300g, nos homens adultos.

Atlas de Anatomia Sobotta Cardíaco

O coração fica apoiado sobre o diafragma, perto da linha média da cavidade torácica, no mediastino, a massa de tecido que se estende do esterno à coluna vertebral; e entre os revestimentos (pleuras) dos pulmões. Cerca de 2/3 de massa cardíaca ficam a esquerda da linha média do corpo. A posição do coração, no mediastino, é mais facilmente apreciada pelo exame de suas extremidades, superfícies e limites.

A extremidade pontuda do coração é o ápice, dirigida para frente, para baixo e para a esquerda. A porção mais larga do coração, oposta ao ápice, é a base, dirigida para trás, para cima e para a direita.

Atlas de Anatomia Mc Minn's

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Limites do Coração: A superfície anterior fica logo abaixo do esterno e das costelas. A superfície inferior é a parte do coração que, em sua maior parte repousa sobre o diafragma, correspondendo a região entre o ápice e aborda direita. A borda direita está voltada para o pulmão direito e se estende da superfície inferior à base; a borda esquerda, também chamada borda pulmonar, fica voltada para o pulmão esquerdo, estendendo-se da base ao ápice. Como limite superior encontra-se os grandes vasos do coração e posteriormente a traquéia, o esôfago e a artéria aorta descendente.

Atlas de Anatomia Sobotta Clínico

Atlas de Anatomia Locomotora

Camadas da Parede Cardíaca:

Pericárdio: a membrana que reveste e protege o coração. Ele restringe o coração à sua posição no mediastino, embora permita suficiente liberdade de movimentação para contrações vigorosas e rápidas. O pericárdio consiste em duas partes principais: pericárdio fibroso e pericárdio seroso.

O pericárdio fibroso superficial é um tecido conjuntivo irregular, denso, resistente e inelástico. Assemelha-se a um saco, que repousa sobre o diafragma e se prende a ele.

O pericárdio seroso, mais profundo, é uma membrana mais fina e mais delicada que forma uma dupla camada, circundando o coração. A camada parietal, mais externa, do pericárdio seroso está fundida ao pericárdio fibroso. A camada visceral, mais interna, do pericárdio seroso, também chamada epicárdio, adere fortemente à superfície do coração.

Epicárdio: a camada externa do coração é uma delgada lâmina de tecido seroso. O epicárdio é contínuo, a partir da base do coração, com o revestimento interno do pericárdio, denominado camada visceral do pericárdio seroso.

Miocárdio: é a camada média e a mais espessa do coração. É composto de músculo estriado cardíaco. É esse tipo de músculo que permite que o coração se contraia e, portanto, impulsione sangue, ou o force para o interior dos vasos sangüíneos.

Endocárdio: é a camada mais interna do coração. É uma fina camada de tecido composto por epitélio pavimentoso simples sobre uma camada de tecido conjuntivo. A superfície lisa e brilhante permite que o sangue corra facilmente sobre ela. O endocárdio também reveste as valvas e é contínuo com o revestimento dos vasos sangüíneos que entram e saem do coração.

Existem várias demonstrações de que, do ponto de vista prático, os exames resultantes de uma isquemia miocárdica, sintomática ou não, po...

Métodos de diagnóstico de Doença Coronária Assintomática

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Existem várias demonstrações de que, do ponto de vista prático, os exames resultantes de uma isquemia miocárdica, sintomática ou não, podem ser semelhantes, tornando muito difícil sua distinção. O diagnóstico da presença de doença arterial coronária assintomática geralmente resulta de um achado de alterações do tipo isquêmicas em um eletrocardiograma de repouso, holter ou teste ergométrico, geralmente realizados em avaliações periódicas de rotina ou na busca da identificação da doença em pacientes com vários fatores de risco coronário. Como é nestes últimos que a doença é mais prevalente, é neles que devemos concentrar todo o esfôrço diagnóstico.

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1) ECG BASAL: A presença de alterações do segmento S-T e onda T pode indicar a suspeita da doença, uma vez afastadas outras causas como cardiomiopatias e pericardiopatias, muito embora não se saiba a frequência exata destes achados nesta forma de exteriorização da doença.

2) HOLTER: A monitorização eletrocardiográfica ambulatorial, embora menos sensível do que o teste ergométrico em relação à caracterização da doença, pode fornecer importantes informações quanto ao número e duração dos episódios isquêmicos, os momentos de sua ocorrência, a relação entre isquemia e frequência cardíaca e a avaliação da resposta terapêutica.

3) TESTE ERGOMÉTRICO (TE): É o método não invasivo mais sensível, já que a maioria dos episódios de isquemia, da mesma forma que na doença sintomatica, ocorre em presença de esforço físico. Devem ser referidos ao TE, indivíduos em faixa etária compatível e com alta ou média probabilidade pré­teste para doença coronária (portadores de múltiplos fatores de risco coronário, parentes em primeiro gráu de pessoas com história de morte súbita prematura de origem isquêmica), os que pretendam iniciar atividade física após os 35 anos, como parte da avaliação periódica de profissionais que lidem com risco de terceiros, ou em presença de alterações da repolarização ventricular ao ECG basal. O TE neste grupo, tem como finalidade identificar a isquemia miocárdica induzida pelo esforço e estratificar os pacientes em baixo, médio e alto risco para eventos coronarianos futuros, conforme caracterizados abaixo:

BAIXO RISCO:

  • Boa capacidade funcional (> 9 METs)
  • Infradesnível de ST < 2mm
  • Reservas cronotrópica e inotrópica preservadas

MÉDIO RISCO:

  • Capacidade funcional fraca (6 a 9 METs) Infradesnível de ST > 2mm Incapacidade para alcançar a frequência cardíaca submáxima

ALTO RISCO:

  • Capacidade funcional muito fraca (< 6 METS) Infradesnível de ST – > 2 mm Reserva inotrópica inadequada (queda da pressão arterial intra-esforço); angor em baixa carga


4) MÉTODOS   FUNCIONAIS   DE IMAGEM

(Cintilografia Miocárdica e Ecocardiografia de Estresse)

A) USADOS COMO ALTERNATIVA AO TE

Esta é a forma mais frequente de utilização destes métodos, já que, na maioria das vezes, o TE é eficaz na identificação da isquemia miocárdica. No entanto, quando o exame é considerado inavaliável ou duvidoso, ou naqueles indivíduos classificados como de médio risco para eventos coronarianos, os métodos funcionais de imagem podem fornecer valiosas informações complementares, avaliando a extensão da isquemia, discriminando pacientes com maior ou menor risco para eventos coronarianos e definindo melhor aqueles com indicação para cineangiocoronariografia.

Os achados à cintilografia miocárdica (sob estresse físico ou farmacológico), indicativos de pior prognóstico, são:

  • Grande extensão da área de hipoperfusão
  • Maior gravidade da hipoperfusão numa determinada área
  • Grande número de áreas de hipoperfusão reversíveis
  • Captação pulmonar da substância radioativa, causada por disfunção ventricular esquerda

São critérios de gravidade à ecocardiografia de estresse:

  • Maior número de segmentos isquêmicos envolvidos, sugerindo obstrução multiarterial
  • Tempo de aparecimento mais precoce e recuperação mais lenta da isquemia
  • Maior intensidade da disfunção segmentar e global do ventrículo esquerdo

B) USADOS COMO PRIMEIRA ESCOLHA

Os métodos funcionais de imagem passam a ser indicados como primeira opção em presença de alterações basais ao eletrocardiograma (extensas áreas de necrose e distúrbios da condução intraventricular) que, como se sabe, prejudicam a avaliação das alterações eletrocardiográficas isquêmicas induzidas pelo esforço. No caso específico de pacientes com bloqueio do ramo esquerdo, sugere-se que o estresse farmacológico com dipiridamol substitua o esforço como método indutor de isquemia, já que a atividade física pode, nestes casos, simular uma hipocaptação do radio-fármaco, induzindo um falso diagnóstico de obstrução arterial.

Deve-se ressaltar que, de um modo geral, estes métodos diagnósticos são mais sensíveis e mais específicos do que o TE na confirmação do diagnóstico da doença coronária, podendo, eventualmente, ser usados como métodos de primeira escolha, principalmente quando se suspeita de obstrução uniarterial. A opção por um ou outro método dependerá da experiência do grupo e da maior disponibilidade e confiabilidade do local onde o exame é realizado.

5) ESTUDO HEMODINÂMICO: Como se trata de indivíduos assintomáticos, cuja doença foi descoberta em avaliação rotineira, deve-se usar o máximo de critério possível na indicação da cinecoronariografia, para que não haja precipitação na indicação do exame, sem prejuizo da sub-estimação do risco. Pacientes considerados como de baixo risco para eventos futuros por métodos não invasivos, desde que estáveis, não deverão, em princípio, ser encaminhados ao estudo hemodinâmico, devendo repetir, a cada 6 meses, um novo exame não invasivo, com o objetivo de se detectar possíveis modificações no comportamento dos diversos parâmetros analisados. Devem realizar a cinecoronariografia, visando a confirmação diagnóstica e a uma provável revascularização miocárdica, aqueles pacientes que apresentem um ou vários dos itens abaixo:

1) TE fortemente isquêmico (alto risco)

2) TE isquêmico de médio risco, porem com extensas áreas de miocardio sob risco à cintilografia miocárdica ou à ecocardiografia de estresse

3) Indicação para cirurgia de grande porte com teste de avaliação funcional positivo para isquemia miocárdica

4) Ocupação profissional que envolva segurança coletiva, em presença de teste de avaliação funcional positivo para isquemia miocárdica.

A prática de exercícios físicos supervisionados pode trazer benefícios aos portadores do dispositivo de Terapi...

Exercício beneficia portadores de insuficiência cardíaca

A prática de exercícios físicos supervisionados pode trazer benefícios aos portadores do dispositivo de Terapia de Ressincronização Cardíaca (TRC), aponta pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) que acompanhou 43 pacientes com insuficiência cardíaca. O treinamento físico realizado no Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP) proporcionou melhoras significativas na capacidade funcional e cardíaca dos pacientes com TRC, que é implantado no coração para normalizar seu funcionamento. O trabalho de Thais Nobre teve orientação do professor Carlos Eduardo Negrão, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP e da FMUSP.


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O ressincronizador cardíaco é composto por um pequeno gerador de pulsos elétricos implantado sob a pele, na altura do peito, e três finos cabos-eletrodos que conectam o gerador diretamente ao coração. "Ele tem como função auxiliar no tratamento da insuficiência cardíaca grave, reorganizando os batimentos cardíacos", descreve a pesquisadora. O estudo investigou se o treinamento físico causaria efeito adicional à TRC nos pacientes com insuficiência cardíaca.

"Os pacientes apresentavam disfunção cardíaca grave, ou seja fração de ejeção menor que 35% e dissincronia cardíaca, condições necessárias para que fossem candidatos ao implante", conta Thaís. Ao todo foram selecionados 66 pacientes, dos quais 43 aceitaram participar do estudo, concluído com 28 pacientes, sendo 14 no grupo treinado e 14 no grupo sedentário. "Devido à gravidade dos casos, houve algumas perdas durante o protocolo de pesquisa, desde a entrada do paciente até a finalização do estudo".

Após um mês do implante da TRC, os pacientes foram submetidos a uma série de avaliações, dentre elas a da capacidade funcional pelo teste ergoespirométrico. "Por esse método é determinada a intensidade do treinamento físico, pois é possível detectar os limiares aeróbio e anaeróbio", explica a pesquisadora. "Baseado na frequência cardíaca (FC) em que ocorre esses limiares é definida a FC de treino individual dos pacientes".

Treino supervisionado
O treinamento físico supervisionado foi realizado três vezes por semana, na Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do InCor, com caráter predominantemente aeróbio, em esteira ergométrica  "O exercício durava 40 minutos, com intensidade moderada. Associado ao treino aeróbio, os pacientes realizavam exercícios resistidos com carga leve por aproximadamente dez minutos", lembra Thais.

Os exercícios resistidos de membros superiores só eram iniciados após três meses da data do implante do dispositivo, tempo de segurança necessário para que houvesse fixação e cicatrização do gerador e eletrodos recentemente implantados no coração, evitando possíveis deslocamentos dos mesmos.  "A TRC foi, como habitualmente, programada para estímulo átrio-biventricular", observa a pesquisadora. "Além disso, quando necessário, foram feitos ajustes do sensor e FC do gerador adequados para realização de exercício físico".

De acordo com Thaís, os pacientes submetidos ao treinamento físico tiveram uma importante melhora na capacidade funcional, controle autonômico e função cardíaca. "O resultado sugere que os pacientes submetidos à TRC podem ter benefícios adicionais ao praticar exercício físico, o que pode contribuir para um melhor prognóstico desses pacientes", destaca.

A pesquisadora recomenda que os pacientes com insuficiência cardíaca com tratamento adequado, em condição clínica estável e com dispositivo devidamente ajustado (no caso dos portadores de TRC e marcapasso), devem participar de programas de exercício físico. "A proposta é que o exercício seja incluído no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca", conclui.

Por Júlio Bernardes

A fisioterapia nas alterações cardiovasculares e metabólicas é um programa de exercícios planejados para atender aos indivíduos acometidos...

Fisioterapia as Alterações Cardiovasculares e Metabólicas


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A fisioterapia nas alterações cardiovasculares e metabólicas é um programa de exercícios planejados para atender aos indivíduos acometidos ou predispostos à doença cardiovascular.

O programa de reabilitação cardíaca é dividido em 4 fases:

Fase I
Aplica-se ao paciente internado.

Fase II
Inicia-se imediatamente após a alta ou alguns dias após o evento cardiovascular ou descompensação clínica. A duração prevista desta fase é de 3 a 6 meses.

Fase III
Destina-se a atender imediatamente os pacientes liberados da fase II, pacientes de baixo risco cardiovascular ou portadores de fatores de risco que não participaram da fase II. A duração prevista é de 6 a 24 meses.

Fase IV
É um programa de longo prazo, sendo que a supervisão e monitorização tornam-se menos rigorosas.

Indicações

  • Pós-infarto do miocárdio (recomendação grau A, evidência de nível 1)
  • Pós-cirurgia de revascularização miocárdico
  • Pós-angioplastia coronária
  • Angina estável
  • Insuficiência cardíaca compensada (recomendação grau A, evidência de nível)
  • Arritmias controladas
  • Cardioversor-desfibrilador implantado
  • Pós-troca valvar
  • Cardiomiopatia
  • Transplante cardíaco
  • Diabetes melito (recomend. de grau A-B, evidência de nível 2-3)
  • Hipertensão arterial (recomend. grauA, evidência de nível 1)
  • Doença vascular periférica (recomend. de grau A-B, evidência de nível 2-3)

Reabilitação Pulmonar

A Reabilitação Pulmonar tem sido definida como um serviço direcionado a pacientes com doenças pulmonares crônicas e seus familiares, delineado para otimizar o desempenho físico, social e a autonomia.

Os objetivos da Reabilitação Pulmonar são:

  • Proporcionar ao paciente a possibilidade de interagir com o meio ambiente dentro de sua nova realidade
  • Aumentar a tolerância (capacidade) ao exercício
  • Melhorar a habilidade de realizar atividades de vida diária
  • Diminuir os sintomas respiratórios
  • Instruir o paciente e sua família sobre a doença e as limitações que esta causa
  • Fornecer orientações gerais
  • Possibilitar uma maior integração e uma melhor qualidade de vida. Diminuir a freqüência das internações hospitalares
Alcançando esses objetivos, será possível promover a prevenção da progressão da doença e prevenção das complicações.

A partir do momento em que o paciente tem a indicação do seu médico para a realização da Reabilitação Pulmonar, ele então passará por uma avaliação fisioterapêutica para que seja traçado um plano de tratamento adequado para cada indivíduo.

A Reabilitação baseia-se em exercícios físicos, treinamento da musculatura respiratória e conseqüente melhora da capacidade cárdio-pulmonar, além da realização de técnicas de fisioterapia respiratória, e de um programa educacional (paciente-família), em que todos aprendem sobre a patologia e a influência da Reabilitação Pulmonar na Qualidade de Vida.

As bulhas cardíacas são os sons que ocorrem após o fechamento das válvulas que constituem as valvas cardíacas. Os sons característicos...

Saiba mais sobre Bulhas Cardícas

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As bulhas cardíacas são os sons que ocorrem após o fechamento das válvulas que constituem as valvas cardíacas. Os sons característicos das bulhas cardíacas não são provocados pelo fechamento das válvulas mas devido à vibração das válvulas tensas, das paredes do coração, dos grandes vasos e do sangue.

As vibrações são propagadas às paredes do tórax e podem ser ouvidas com o auxílio de um estetoscópio. A primeira bulha ocorre após o fechamento das valvas atrioventriculares ou tricúspide e mitral. A segunda bulha ocorre após o fechamento das valvas pulmonar e aórtica e o som é provocado pelo estiramento elástico das grandes artérias que causa a rápida movimentação do sangue ao mesmo tempo em sentido anterógrado e retrógrado provocando reverberação audível.

A terceira bulha possui um som fraco e ocorre no terço médio da diástole. A quarta bulha ou bulha atrial ocorre quando os átrios se contraem. A terceira e a quarta bulha cardíaca raramente são perceptíveis ao estetoscópio. Algumas patologias podem ser caracterizadas por alterações nas bulhas cardíacas.

A doença reumática possui característica auto-imune e causa lesão nas válvulas e valvas cardíacas. É causada pela toxina estreptocócica, sendo muito comum em pacientes que tiveram inflamação na garganta devido infecção pelos estreptococos beta hemolíticos do grupo A de Lancefield. O principal antígeno do estreptococo, o antígeno M, induz a produção de anticorpos que causam reação cruzada com antígenos localizados nos tecidos do paciente, em especial as válvulas cardíacas causando lesões fibrinóides, hemorrágicas e bulbosas.

A valva mitral sofre a maior quantidade de traumatismos seguida pela valva aórtica. A estenose ocorre devido à união de partes adjacentes dos folhetos ou válvulas com formação de tecido fibroso e a regurgitação ocorre devido à dificuldade de fechamento das válvulas.

A alteração das bulhas cardíacas devido às lesões valvulares é conhecida como sopro cardíaco. Os mais comuns são o sopro da estenose aórtica, o sopro da regurgitação aórtica, o sopro da estenose mitral e o sopro da regurgitação mitral. O sopro da estenose aórtica é causado pela passagem do sangue em alta velocidade por uma pequena abertura cicatricial da valva aórtica, provocando aumento da pressão no ventrículo esquerdo e intensa turbulência sanguínea na raíz da aorta.

O som é ouvido durante a sístole devido ao efeito de mangueira estreitada. O sopro da regurgitação aórtica é ouvido na diástole e causado pelo retorno de parte do sangue da aorta para o ventrículo esquerdo. O sopro da estenose mitral é muito fraco e raramente é ouvido e ocorre devido à dificuldade do sangue em passar do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo.

O sopro da regurgitação mitral ocorre devido ao refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo e é ouvido durante a sístole apresentando semelhança com o sopro da regurgitação aórtica. O principal efeito de uma estenose ou regurgitação sobre a circulação é o bombeamento deficiente do coração. As lesões da valva aórtica causam acúmulo de sangue no ventrículo esquerdo e hipertrofia ventricular.

Em alguns casos, mesmo um ventrículo hipertrofiado não consegue bombear quantidades suficientes de sangue, caracterizando a insuficiência cardíaca. O defeito da valva mitral pode causar arritmias em decorrência da dilatação do átrio esquerdo e aumento da área para transmissão dos impulsos nervosos e edema pulmonar com hipertensão das veias e capilares pulmonares.

O choque circulatório é caracterizado por uma hipoperfusão disseminada pelos tecidos causando danos devido ao suprimento deficiente de o...

Choque Circulatório e Débito Cardíaco

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O choque circulatório é caracterizado por uma hipoperfusão disseminada pelos tecidos causando danos devido ao suprimento deficiente de oxigênio e nutrientes. O choque pode ser considerado não progressivo, progressivo e irreversível. No choque não progressivo ou compensado, o organismo consegue reverter a situação recuperando a normalidade circulatória.

O choque progressivo torna-se cada vez pior e leva o indivíduo à morte se não forem tomadas medidas intervencionistas. O choque irreversível caracteriza-se por levar a pessoa à morte independente de qualquer tentativa intervencionista de reverter o quadro. Embora às vezes seja possível restabelecer os níveis circulatórios normais no choque irreversível, as lesões teciduais não permitem a sobrevivência e a morte ocorre em pouco tempo.

Contudo, não há um limite preciso entre a condição de choque progressivo e o choque irreversível. Isto significa que, enquanto houver vida, não se deve abrir mão de qualquer tentativa terapêutica. O choque hipovolêmico também é conhecido como choque hemorrágico e causa vasoconstrição periférica e aumento da frequência cardíaca de 72 bpm em média para níveis que podem chegar próximo de 200 bpm como tentativa de reparar o dano tecidual.

No choque hipovolêmico, causado por diminuição do volume sanguíneo, a pressão arterial geralmente diminui à medida que a volemia decresce. O choque séptico é caracterizado pela disseminação generalizada de bactérias pela circulação causando graves danos aos tecidos.

O choque séptico é causa frequente de mortes nos hospitais modernos e pode ser causado por fatores como a peritonite, causada por infecções intestinais envolvendo lesões ou por abortamento realizado sem condições estéreis; infecção generalizada resultante de infecções em locais isolados, infecções gangrenosas e infecções renais e do trato urinário, entre outras.

No choque séptico geralmente ocorre febre ou hipertermia neurogênica, vasodilatação, diminuição do débito cardíaco e a formação de microcoágulos. No choque circulatório também é comum ocorrer parada circulatória em decorrência da parada cardíaca por deficiência de oxigênio, fibrilação ventricular ou problemas anestésicos.

A parada circulatória pode causar lesões irreversíveis no cérebreo devido á formação de coágulos e à hipóxia. Pesquisas demontraram que a utilização de drogas fibrinolíticas durante a parada circulatória causa uma diminuição nos efeitos deletérios sobre o cérebro em um mesmo intervalo de tempo.

Débito cardíaco é a quantidade de sangue que o ventrículo esquerdo bombeia para a aorta a cada minuto. O débito cardíaco varia em torno de 5 a 6 litros no indivíduo adulto normal. O mecanismo de Frank-Starling do coração explica a determinação do débito cardíaco pelo retorno venoso. Segundo a lei de Frank-Starling, quanto maior a quantidade de sangue que retorna ao coração, maior será a força de contração ventricular.

De outra forma, também pode-se considerar a regulação do débito cardíaco como resultado do controle local do fluxo sanguíneo em todas as partes do organismo conjuntamente. A força de contração cardíaca pode aumentar consideravelmente em resposta a estímulos nervosos e ao aumento do trabalho ou esforço físico, causando hipertrofia adaptativa das fibras musculares cardíacas.

Por outro lado, algumas patologias como doenças valvulares e a hipertensão podem tornar o coraçãp hipoefetivo. O débito cardíaco alto geralmente é causado pela redução da resistência periférica e em algumas patologias como o beribéri, fístulas arteriovenosas, hipertireoidismo e anemia.

Nosso coração possui um conjunto de 40 mil neurônios, um "minicérebro", que o torna sensível e capaz d...

Exercícios simples melhoram a batida do seu coração

corrida atleta Rio de Janeiro caminha  (Foto: Guilherme Leporace / Ag. O Globo)

Nosso coração possui um conjunto de 40 mil neurônios, um "minicérebro", que o torna sensível e capaz de adaptar o comportamento de acordo com suas percepções. O coração reage ao que percebe, influenciando todo o corpo, inclusive, o cérebro. 

O "tum- tum" do nosso coração tem tanto as batidas que aceleram nosso funcionamento quanto as batidas que procuram brecar o aceleramento. O equilíbrio entre estas batidas chama-se coerência cardíaca: "Quando o ritmo de variabilidade do coração é forte e saudável, as fases de aceleração e redução alternam-se com rapidez e regularidade. Há uma coerência na variabilidade do ritmo cardíaco, diferente do caos." Esta é a definição de Davi Servan-Shreiber, neuropsiquiatra.

Ele ainda diz que se só mantivermos a vida em stress, com o pé no acelerador, o breque fica fraco. Um coração saudável precisa do equilíbrio entre acelerador e freio, o que pode ser conseguido através de hábitos saudáveis e exercícios. David Schreiber ainda ressalta: "Stress é possivelmente um fator de risco muito maior para as doenças cardíacas do que o fumo." 

 "Quando o cérebro emocional não está funcionando bem, o coração sofre e se desgasta. Mas, a mais espantosa descoberta de todas é que essa relação funciona em mão dupla. O funcionamento correto do coração acaba por influenciar nosso cérebro também", sinaliza David Schreiber. Ou seja, quanto maior a coerência cardíaca, maior o ajuste entre cérebro e resto do corpo, portanto, maior a sensação de bem-estar, do equilíbrio da pressão arterial, de tranquilidade e ainda, maior é o retardo parcial do envelhecimento.

Em seu livro "Curar...", David Servan-Schreiber apresenta um exercício simples para melhorar o "tum-tum" do nosso coração:

1) Em um local agradável, longe de interrupções

a- Coloque sua atenção na respiração;
b- Inspire e expire profundamente uma vez;
c- Faça uma pausa de alguns segundos na respiração;
d- Inspire e expire profundamente mais uma vez;
e- Repita esta sequência até que sua respiração fique mais estável;

2) Depois, mantenha sua atenção na região do coração por uns 15 segundos

3) Imagine que você está respirando com o coração (se isso for difícil, imagine que está respirando do centro do seu peito).

4) Continue respirando lenta e profundamente, dando atenção a região do coração ou centro do peito.

5) Lembre-se de algum sentimento ou imagem agradável.

Assim, o coração enviará para o cérebro emocional a mensagem de que tudo está em ordem e, então, ele poderá trabalhar melhor e com mais eficiência. O resultado clínico desse exercício é: diminuição de stress, fadiga, depressão e hipertensão, e melhora da concentração, memória e sensação de bem-estar.

Com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar, os profissionais da saúde recomendam que as pessoas pratiquem cerca de 150 minutos sema...

Benefícios do aquecimento e alongamento muscular



Com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar, os profissionais da saúde recomendam que as pessoas pratiquem cerca de 150 minutos semanais de exercícios físicos aeróbicos, como andar, correr, pedalar, nadar ou dançar.

No entanto, os profissionais que atuam na área esportiva sempre enfatizam a importância do aquecimento e alongamento muscular para os praticantes de atividades esportivas, sejam elas amadoras ou profissionais. Mas afinal de contas, quais são os reais benefícios do aquecimento e alongamento muscular na prática esportiva? Pesquisadores revisaram a literatura médica com o objetivo de responder a esta questão.

Foram avaliados 62 artigos médicos publicados entre o período de 1978 até 2008.Deste total, 18 (32,62%) estavam em língua portuguesa e 44 (67,38%) em inglês.Os resultados mostraram que o aquecimento muscular tem como principal objetivo prevenir lesões devido à sua gama de efeitos fisiológicos.

A realização do alongamento no término da prática esportiva tem por finalidade evitar o encurtamento muscular.Se este último é realizado diariamente, e por um longo período de tempo, favorece também o aumento do número de sarcômeros, um dos componentes básicos dos músculos, que permite a contração muscular.Consequentemente, o alongamento também proporciona um ganho de flexibilidade muscular.

Fonte: Revista Brasileira de Medicina do Esporte.

Existem algumas contra-indicações à prática de exercícios físicos por parte de pessoas portadoras de DCV, estas são apontadas no I Conse...

Atividade física: Contra-indicações e riscos para portadores doenças cardiovasculares




Existem algumas contra-indicações à prática de exercícios físicos por parte de pessoas portadoras de DCV, estas são apontadas no I Consenso Nacional de Reabilitação Cardiovascular e estão apresentadas no quadro a seguir:

  • Insuficiência cardíaca

  • Infarto agudo do miocárdio

  • Angina estável grau IV (CCS) e instável

  • Miocardite ativa

  • Pericardite aguda

  • Aneurismas de aorta torácica ou abdominal

  • Embolias pulmonar ou sistêmica recentes

  • Tromboflebite

  • Hipertensão pulmonar ou arterial grave não tratadas

  • Estenose aórtica e insuficiência mitral graves

  • Taquicardia ventricular, em repouso

  • Infecções agudas

  • Lesão de tronco de coronária esquerda ou equivalente, não tratadas

  • Obstrução arterial periférica graus III, IV e II limitante (Fontaine)

  • Retinopatia diabética com deslocamento de retina

A Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (RM), ou Ponte de Safena, é um procedimento criado para restaurar o fluxo de sangue para o cor...

Recuperação mais rápida nas cirurgias de ponte de safena


A Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (RM), ou Ponte de Safena, é um procedimento criado para restaurar o fluxo de sangue para o coração. Muitos pacientes se surpreendem ao saber que uma "cirurgia de ponte de safena" inclui, na verdade, dois procedimentos cirúrgicos:

1. Primeiro, um ou mais vasos sanguíneos saudáveis são coletados de seu tórax, perna ou braço, para utilizar como ponte, sendo a artéria mamária, veia safena ou artéria radial respectivamente;

2. Em seguida, o cirurgião cria a ponte, na(s) artéria(s) coronária(s) danificada(s) ou bloqueada(s), no coração. Com essas novas pontes, o coração poderá, então, receber seu suprimento de oxigênio tão necessário. Hoje, para a extração da veia safena, são necessárias várias incisões desde a virilha até o tornozelo, ou uma única longa incisão por toda a perna. Caso não ocorra nenhuma complicação no membro (como infecções, edemas, tromboses, dor e hematoma), a recuperação do paciente é considerada rápida. Porém, o paciente terá que conviver com o desconforto estético devido a uma cicatriz aparente.

Técnicas cirúrgicas minimamente invasivas fazem parte da rotina da cirurgia cardíaca, e hoje, os pacientes submetidos a Revascularização do Miocárdio também podem ser beneficiados no Brasil, pelo EVH (coleta endoscópica de vasos). Através desta técnica, o corte da perna é de apenas dois centímetros, o que facilita o processo de cicatrização. O cirurgião realiza a retirada dos vasos através deste pequeno corte. Como resultado, há menor risco das complicações mencionadas acima, permitindo um retorno mais rápido às atividades normais. Esteticamente, o ganho é ainda maior, pois a cicatriz é praticamente imperceptível.

Devido a redução de complicações pós-operatórias frequentes, foram realizadas, no mundo, mais de um milhão de cirurgias, desde 1997. Além disso, a experiência dos hospitais que têm utilizado o EVH demonstra melhora da recuperação dos pacientes a curto, médio e longo prazos. Os médicos são unânimes sobre os benefícios de um procedimento com a mesma eficiência que o sistema clássico, só que com menos agressão ao paciente. Como as cirurgias com pequena incisão, o EVH, criado pela MAQUET, permite a mobilização precoce, o que é fundamental para uma cirurgia cardíaca. Além disso, como são feitas duas pequenas incisões, a dor é praticamente inexistente. Outro aspecto importante é a redução drástica de infecção na ferida, o que beneficia também os pacientes obesos ou com alguma limitação de mobilidade.

Para utilizar o EVH, há necessidade da realização de um treinamento específico, para não prejudicar a qualidade do enxerto, que é sem dúvida, o mais importante, porque não adianta oferecer o benefício estético, em detrimento da qualidade do enxerto.

História da cirurgia - A maioria das pessoas conhece o procedimento como cirurgia de Ponte de Safena, mas, na verdade, o termo correto é Revascularização do Miocárdio, que começou a ser feito no final da década de 60, para restabelecer o fluxo de sangue a áreas do coração, aliviar os sintomas e reparar a função da sua contração. Na década de 70, passou a ser o procedimento cirúrgico mais realizado no mundo, por melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida de milhões de pacientes. Desde então, é o procedimento mais estudado na medicina.

Em 1986, estudos comprovaram a eficácia da utilização da veia mamária. Mas, nos casos de necessidade de revascularização de mais de um ou dois vasos, a veia safena é a mais utilizada em todo o mundo.

(*) Professor Dr. Fernando Moraes é cirurgião cardiovascular do Instituto do Coração de Pernambuco.

Ecocardiograma é um método diagnóstico que utiliza um princípio semelhante ao do ultrassom. É muito usado para a detecção de alterações e...

Saiba mais sobre o Ecocardiograma?



Ecocardiograma é um método diagnóstico que utiliza um princípio semelhante ao do ultrassom. É muito usado para a detecção de alterações estruturais ou funcionais do coração, pois fornece informações sobre a anatomia e a morfologia do órgão. Permite avaliar as medidas e a mobilidade das válvulas cardíacas e das paredes das diferentes cavidades do coração, além de características do fluxo sanguíneo.

Por que fazer o exame?

Determinados resultados do ecocardiograma podem sugerir uma doença em fase inicial ou até congênita que não tenha se expressado até aquele momento. Um dos principais objetivos do exame é determinar se existem alterações estruturais no coração como hipertrofia (aumento do músculo cardíaco), por exemplo.

Como é realizado?

O paciente fica deitado de barriga para cima, inclinado sobre o lado esquerdo. É aplicado um gel no tórax para facilitar a condutividade das ondas sonoras. O técnico também coloca sobre o peito do paciente um pequeno dispositivo semelhante a um microfone, denominado transdutor, que será responsável por captar o retorno dos sons e ajudar a formar as imagens do músculo cardíaco. O exame dura em torno de 20 minutos.

Existe algum tipo de preparo específico?

Para adultos, não.

Para crianças, recomenda-se jejum de 4 a 6 horas. No caso de crianças pequenas, pode-se recorrer à sedação para evitar que ela fique agitada e atrapalhe a captação das estruturas cardíacas. - See more at: http://www.coracaoalerta.com.br/noticias/ecocardiograma/#sthash.bQZzjaZO.dpuf

O infarto do miocárdio é uma complicação cardiovascular que acomete milhares de pessoas todos os anos no Brasil. Por causa disso, pesqui...

Exercícios físicos são fundamentais para tratar casos de infarto





O infarto do miocárdio é uma complicação cardiovascular que acomete milhares de pessoas todos os anos no Brasil. Por causa disso, pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) da USP desenvolveram um estudo que analisou o impacto dos treinamentos físicos no tratamento de recuperação de pacientes com essa condição. Os resultados revelaram que, mesmo sob medicação, o paciente que não desempenha atividades físicas não apresenta melhora no quadro de saúde.

A tese de doutorado do médico Daniel Godoy Martinêz buscou avaliar se o treinamento físico, realizado por um período de seis meses, melhorava o controle neurovascular e a capacidade física dos pacientes com síndromes isquêmicas miocárdicas instáveis, como, por exemplo, o infarto agudo do miocárdio.

Segundo Daniel, os resultados obtidos possuem grande implicação clínica, já que, mesmo medicados, os pacientes que não realizaram o programa regular de exercícios continuavam apresentando um quadro negativo para a ocorrência de novos infartos. “Também podemos destacar que a condição física dos pacientes que realizaram o treinamento físico foi significativamente melhorada. Desta forma, o treinamento físico aparece como uma conduta extremamente importante para essas pessoas”, ressalta o pesquisador.

Durante as avaliações feitas nos pacientes, os médicos utilizaram uma técnica chamada microneurofagia, que seria a medição direta da atividade nervosa simpática muscular, utilizando um microeletrodo implantado no corpo do paciente examinado. “Somada à essa técnica, também executamos a pletismografia de oclusão venosa, que nos permite avaliar o fluxo sanguíneo muscular durante uma manobra fisiológica, como o exercício, e a avaliação cardiopulmonar, também conhecida como ergoespirometria, que nos fornece a avaliação da capacidade física do paciente por meio da medida direta do consumo máximo de oxigênio durante um teste de grande esforço”, completa o pesquisador. Esta avaliação permitiu a prescrição do exercício físico aeróbio de forma individualizada e precisa para cada paciente. A pressão arterial do paciente também foi acompanhada através de eletrocardiogramas.

Número elevado de casos

Daniel destaca que o número de pessoas que sofrem de infarto agudo do miocárdio é muito elevado, e que esse é um quadro de alerta. “A cada dia e semana vários pacientes procuravam o Instituto do Coração (InCor) procurando atendimento com o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio. De fato, conforme as estatísticas, a doença cardiovascular e, em especial a doença isquêmica do coração, é uma das principais causas de óbito da população brasileira”, afirma.

Segundo ele, os resultados do estudo mostram que a reabilitação cardiovascular baseada em exercício é uma importante conduta não farmacológica que deveria ser adotada como política pública de saúde e utilizada pelas instituições de saúde no tratamento das doenças cardiovasculares, em especial após infarto agudo do miocárdio.

Fonte: Faculdade de Medicina - USP

A Holiday Heart Syndrome (síndrome do coração pós-feriados ou festas) é um conjunto de sinais e sintomas caracterizados pela presença de ...

Cuidado com o coração no Carnaval



A Holiday Heart Syndrome (síndrome do coração pós-feriados ou festas) é um conjunto de sinais e sintomas caracterizados pela presença de palpitações e desconforto no peito, causados por arritmias cardíacas , após uma ingesta excessiva de bebidas alcóolicas nos feriados e em situações festivas . Em alguns pacientes predispostos , mesmo uma ingesta modesta de álcool poderá desencadear os sintomas dessa síndrome.

O etanol é um estimulante do sistema elétrico do coração e , em pessoas predispostas , pode causar um percepção anormal e desconfortável dos batimentos cardíacos ( palpitações ). Estas pessoas , em geral , não costumam apresentar um histórico prévio de doenças cardíacas.

A arritmia cardíaca típica dessa síndrome é a fibrilação atrial , a qual costuma cessar espontaneamente em um período de 24 horas. Outras alterações do estímulo elétrico cardíaco, também podem ocorrer . O uso de maconha ou de outros estimulantes , também podem contribuir para o aparecimento da doença.

mbora este quadro possa ser recorrente, seu curso costuma ser benigno , não exigindo ( além da abstinência alcóolica ) o uso de medicamentos de uma forma contínua para evitar novos episódios.

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Para a prescrição segura de exercícios físicos para cardiopatas é necessário que essa seja individualizada e leve em consideração a individ...

Prescrição de exercícios na doença arterial coronariana e infarto agudo do miocárdio


Para a prescrição segura de exercícios físicos para cardiopatas é necessário que essa seja individualizada e leve em consideração a individualidade do sujeito. Na elaboração do programa deve-se abordar a intensidade do exercício, a freqüência, a duração e o tipo de exercício, sendo que, em relação a este último, Godoy (1997) afirma que “em programas de atividade física, visando à saúde e a qualidade de vida, devem estar incluídas: resistência aeróbia, resistência muscular localizada (RML) e flexibilidade”.

Para determinação da intensidade do exercício utiliza-se geralmente a escala de Borg ou a freqüência cardíaca de treinamento. Com a utilização da escala de Borg de acordo com a percepção subjetiva de esforço (PSE) do indivíduo nas fases iniciais do treinamento determina-se a intensidade do exercício que corresponda com a percepção do sujeito em 10 a 12 pontos da escala de Borg graduada de 6 a 20 (GODOY, 1997). Na prescrição através da FC treinamento utiliza-se a fórmula de Karvonen baseando-se na FC máxima, obtida através da ergometria ou através da fórmula FC máx.= 220 – idade, na FC repouso e na porcentagem da FC para o treinamento, que deve variar entre 50 a 80%. Nesse caso utiliza-se a seguinte fórmula: FC treinamento = (FC máx. – FC rep.) x % de treinamento físico + FC rep. (ALVES et al., 2005; GARDENGHI; DIAS, 2007). Em relação à freqüência e duração em programas de reabilitação cardiovascular, as sessões de treinamento devem ser realizadas com uma freqüência de 3 a 5 vezes semanais e com duração mais prolongada entre 30 e 60 minutos (Ibidem).

Os exercícios físicos aeróbios por envolverem grandes grupos musculares, serem realizados de forma cíclica e mantidos por longo período de tempo geralmente são os mais utilizados com indivíduos cardiopatas e são bastante eficientes tanto na prevenção quanto na reabilitação cardiovascular.

Os exercícios de resistência são também de grande importância por atuarem na manutenção da força muscular necessária para a realização das atividades diárias. Para a reabilitação cardiovascular estes devem ser realizados preferencialmente de forma dinâmica (isotônica), com uma carga de até 50 a 60% da carga voluntária máxima, em séries (cerca de 3) de aproximadamente 15 repetições, com um intervalo mais prolongado entre as séries (GODOY, 1997; ALVES et al., 2005; GARDENGHI; DIAS, 2007).

Fonte

O papel da revascularização cirúrgica no tratamento do IAM tem sofrido modificações consideráis nos últimos 30 anos com a melhoria das téç...

O papel da revascularização cirúrgica no choque cardiogênico



O papel da revascularização cirúrgica no tratamento do IAM tem sofrido modificações consideráis nos últimos 30 anos com a melhoria das téçnicas operatórias e de medidas de proteção miocárdica A cirurgia de revascularização miocárdica no IAM complicado pelo choque cardiogênico melhora a sobrevida deste grupo de pacientes, onde as taxas de mortalidade com terapêutica conservadora atinge cifras de 70 a 80%. DeWood e col. foram os primeiros a descrever melhores resultados com a CRM. Segundo estes autores, pacientes que eram estabilizados com o BIA e submetidos à revascularização de urgência tinham sobrevida de 40 a 88%, excluindo o grupo de pacientes com complicações mecânicas.

Vários estudos não randomizados mostraram redução marcada da mortalidade entre pacientes com CC que eram submetidos à revascularização precoce por angioplastia ou cirurgia. Um estudo suíço randomizado (SMASH trial), interrompido precocemente por dificuldade na randomização dos casos, não demonstrou redução da mortalidade nos pacientes submetidos à angioplastia quando comparado à terapia convencional.

O SHOCK trial, único grande estudo randomizado que comparou estratégia invasiva de revascularização de emergência (PTCA/CRM) com tratamento conservador, não conseguiu demonstrar redução significativa de mortalidade em 30 dias, porém evidenciou redução importante da mortalidade em 6 meses. Devemos acrescentar, que nesta série, 26% dos pacientes randomizados para o tratamento conservador, foram submetidos à revascularização miocárdica durante a internação hospitalar. Os autores concluem que a revascularização miocárdica precoce deve ser fortemente considerada para tratamento do CC causada por IAM.

As vantagens da CRM cirúrgica são:

1. Oferecer uma forma de tratamento mais definitivo e com maior patência para as oclusões coronarianas (a patência do enxerto de artéria mamária é de 90% em 10 anos).

2. Permitir uma revascularização miocárdica mais completa, já que todos os vasos podem ser atingidos.

3. Facilitar o tratamento de obstruções mais distais.

4. Reduzir a injúria de reperfusão pelo controle da perfusão do músculo isquêmico.

A melhora hemodinâmica dos pacientes submetidos a CRM parece estar mais relacionada a um aumento da contratilidade da zona distante do infarto com conseqüente incremento da função compensatória do miocárdio não infartado, do que na área infartada, o que se obtém com a CRM completa e não com a angioplastia coronária. Os pacientes operados com menos de 6 horas do início dos sintomas do IAM parecem ter menor mortalidade hospitalar do que os pacientes operados tardiamente. Mesmo os pacientes que já têm mais de 6 horas de um grande infarto, a revascularização cirúrgica pode ser útil, se o paciente está evoluindo com um quadro de choque refratário às medidas clínicas instituídas. A CRM pode prevenir extensão do infarto e associada aos sistemas de suporte circulatório, pode ser a única forma de reduzir a injúria de órgãos alvo, permitindo a recuperação da função ventricular. A CRM no contexto do IAM pode ser realizada com excelentes resultados em uma população apropriada de pacientes. A maioria dos pacientes infartados não necessita de terapêutica mais agressiva. Contudo, pacientes com complicações mecânicas como CC ou no grupo com angina pós-IAM que tenham lesão de tronco de coronária esquerda ou doença multivascular são os que provavelmente se beneficiam da CRM precoce.

Fonte

A cardiopatia Isquêmica, também conhecida como coronariopatia é o nome dado a um conjunto de doenças do coração que estão intimamente r...

A Cardiopatia Isquêmica





A cardiopatia Isquêmica, também conhecida como coronariopatia é o nome dado a um conjunto de doenças do coração que estão intimamente relacionadas. Dependendo da velocidade de desenvolvimento e intensidade da isquemia (falta de oxigenação no tecido cardíaco), pode ocorrer a manifestação de quatro diferentes doenças.

É uma doença coronariana que é considerada uma das principais doenças cardíacas no qual o ser humano está sujeito.

Nós temos como principal doença cardíaca a cardiopatia isquêmica, ou seja, a obstrução das artérias coronárias por placas de ateromatose causando um problema na circulação do coração. Essas doenças são consideradas um processo dinâmico, assim como elas podem piorar progressivamente, também pode melhorar ao ponto de chegar a se tornar totalmente curadas. Porém, são doenças que às vezes levam a eventos catastróficos como infartos, acidentes vasculares cerebrais, morte súbita, entre outros eventos lamentáveis.

Para a prevenção da doença é necessário alguns cuidados:
  • Prática de exercícios físicos regularmente
  • Não fumar, não beber com exagero
  • Controlar doenças como a hipertensão, o diabetes, a hipercolesterolemia.
  • Buscar combater o estresse físico e emocional.
  • Fazer exames médicos pelo menos uma vez ao ano, principalmente se você faz parte do grupo de risco ou é de meia idade.

O coração é uma bomba que tem a grande responsabilidade de fazer o sangue circular por todo o organismo e levar oxigênio e nutrientes para as células e sangue carregado de gás carbônico para os pulmões a fim de oxigená-lo. Qualquer desajuste nessa bomba que deve funcionar com grande precisão pode provocar problemas sérios.

Tratado adequadamente, o coração funciona melhor, com mais eficiência e dura muito.

Pesquisadores da Universidade Fudan, na China, desenvolveram uma nova terapia capaz de recuperar o tecido do coração danificado depois de u...

Nova terapia pode ajudar na recuperação de infarto


Pesquisadores da Universidade Fudan, na China, desenvolveram uma nova terapia capaz de recuperar o tecido do coração danificado depois de um infarto do miocárdio. A descoberta foi publicada na revista Experimental Biology and Medicine.

O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração é impedido, levando à morte de algumas células do órgão. Ele pode levar ao óbito se o paciente não for socorrido rapidamente. Mesmo depois do tratamento, o paciente ainda pode ter algumas complicações, como arritmia e insuficiência cardíaca, dependendo do número de células afetadas em seu coração.

Para tratar dessas consequências, cientistas já haviam desenvolvido um tratamento com células-tronco alteradas geneticamente. Essas células produziam em grande quantidade uma proteína chamada de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF, em inglês), responsável pelo nascimento de novas veias e pela substituição de velhas células cardíacas por novas. Desse modo, ela poderia recuperar as células danificadas no coração. No entanto, o excesso dessa mesma proteína também é responsável por estimular o crescimento de tumores nas veias.

Pensando em transformar a técnica mais segura para uso em humanos, os cientistas chineses inseriram na célula tronco, no mesmo gene alterado para produzir o VEGF, um elemento que responde à falta de oxigênio. Enquanto o coração estiver danificado, a célula irá produzir a proteína. No entanto, assim que a circulação sanguínea na região voltar ao normal, e com ela o suprimento de oxigênio, a produção do VEGF é interrompida.

Para testar a técnica, os cientistas injetaram as células tronco alteradas geneticamente perto da área infartada no coração de ratos. Depois de 28 dias, eles analisaram o coração dos animais e perceberam uma recuperação no tecido do órgão.

REVISANDO:

INFARTO DO MIOCÁRDIO
Popularmente conhecido como ataque cardíaco, acontece quando algo interrompe o fluxo de sangue no interior do coração, levando à morte de células do órgão. A principal causa do infarto é a formação de coágulos de gordura nas artérias coronárias

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Acontece quando, em decorrência de uma determinada doença, o coração bombeia o sangue de maneira ineficaz, não conseguindo satisfazer a necessidade do organismo, reduzindo o fluxo sanguíneo.

CÉLULAS-TRONCO
Também chamadas de células-mãe, podem se transformar em qualquer um dos tipos de células do corpo humano e dar origens a outros tecidos, como ossos, nervos, músculos e sangue. Por essa versatilidade, elas vêm sendo testadas na regeneração de tecidos e órgãos de pessoas doentes.

Para a adequada prescrição de programas de exercícios para a reabilitação cardiovascular é importante que se realize antes um teste er...

Saiba mais sobre o teste ergométrico




Para a adequada prescrição de programas de exercícios para a reabilitação cardiovascular é importante que se realize antes um teste ergométrico ou se possível ergoespirométrico, já que estes “contribuem para definir a intensidade do exercício mais adequada à capacidade física do indivíduo e embasar a progressão do condicionamento” (ALVES et al., 2005).

O teste ergométrico é o registro da atividade elétrica do coração através de eletrocardiograma durante esforço físico e pode ser realizado em esteira ergométrica ou cicloergômetro. O teste ergométrico pode ser realizado isoladamente ou combinado com a análise dos gases expirados (ergoespirometria), sendo que sempre que possível deve ser utilizado este segundo, uma vez que “além de avaliar a capacidade de reserva funcional do sistema cardiovascular e respiratório, fornece dados como o consumo de pico de oxigênio, produção de dióxido de carbono, ventilação pulmonar, pressão expirada de oxigênio e de dióxido de carbono, entre outros dados” (GARDENGHI; DIAS, 2007), apresentando grande importância clínica para análise e prescrição segura de exercícios físicos para indivíduos cardiopatas.

As finalidades para a realização do teste ergométrico estão apresentadas a seguir:

Avaliação da capacidade funcional

Determinação do risco para futuros eventos

Determinação de fatores limitantes

Reavaliação do esquema terapêutico

Orientação para a prescrição de atividades físicas e programas de reabilitação

Seleção de pacientes com indicação de estudo hemodinâmico

Efeitos psicológicos e avaliação prognóstica

A ponte de safena é necessária quando as artérias que fornecem sangue para o coração estão bloqueadas, geralmente pelo placas nas artéri...

Como fazer exercícios após uma ponte de safena




A ponte de safena é necessária quando as artérias que fornecem sangue para o coração estão bloqueadas, geralmente pelo placas nas artérias coronárias. Durante a cirurgia de bypass (que é a transferencia de uma veia ou artéria saudável para o lugar que há as pacas), a veia ou artéria saudável é então ligada à artéria bloqueada criando uma nova passagem para o coração. A nova passagem redireciona sangue rico em oxigênio ao redor da artéria bloqueada para o coração. São reparadas quatro artérias bloqueadas por vez.

Depois da cirurgia de ponte de safena, o paciente ainda terá a doença arterial coronariana, por isso é muito importante para uma dieta saudável e começar um programa de exercícios regular.

Há um período de recuperação de 6-8 semanas após a recepção de um bypass. Durante este tempo, há um exercício diretrizes poucos um deve seguir para garantir uma rápida recuperação.

A primeira parte da reabilitação começará no hospital. A equipe de fisioterapia vai trabalhar com você para ter certeza de que você pode deambular (andar) e que são estáveis em seus pés.

A equipe de fisioterapia, juntamente com o seu cirurgião irá explicar algumas coisas que você não vai ser em voz alta para fazer até a sua incisão cicatriza.

Você não deve levantar mais de 5-10 libras, fazer trabalhos domésticos extenuante como vacuming ou lavanderia, até que você é dado o OK por seu cirurgião.

Você deve começar com caminhadas leves, cerca de 3-5 minutos a uma hora, várias vezes ao dia, 3-7 dias por semana. Sua maneira de trabalhar lentamente como você se sentir melhor. Seu objetivo deve ser o de exercer 45-60 minutos, 3-7 dias por semana.

O levantamento de peso é permitido quando você sentir-se a ele, mas você não será capaz de levantar mais de 10 quilos até sua incisão é curada ou o seu cirurgião limpa você. Exercícios de resistência pode fazer a sua recuperação mais rápido e acelerar o processo de cicatrização. Mas, como em pé, começar a fazer 3-5 minutos e sua maneira de trabalhar. Certifique-se de que você tem o seu desembaraço cirurgiões antes de começar qualquer exercício de rolamento de peso.

Se você sentir dor no peito, abrandar ou parar. Se a dor no peito não diminuir e desaparecer sem nenhuma atividade, você precisa ligar para o 911 e procure assistência médica imediatamente.

Tenha cuidado durante o período de recuperação para não exagerar com qualquer tipo de atividade, como o seu coração ea incisão ainda estão cicatrizando. Você ainda se sente cansado por um tempo, mas deve se recuperar rapidamente se você seguir as instruções do seu cirurgião.

Depois de passar o seu período de recuperação inicial (que é de cerca de 6-8 semanas), você pode retornar às suas atividades diárias normais, desde que você tenha sido desmarcada por seu cirurgião.

Lembre-se, você ainda tem a doença arterial coronariana após o ter tido o seu desvio. É mais importante a se exercitar regularmente e começar uma dieta saudável para o coração.

Fontes: Reese, Steven LPN, Bernstein, 2009, Sukala, W 1982

Pacientes que sofreram algum evento cardíaco ou que foram submetidos a procedimentos cardiovasculares como angioplastias e cirurgias pode...

Benefícios da fisioterapia em pacientes cardíacos




Pacientes que sofreram algum evento cardíaco ou que foram submetidos a procedimentos cardiovasculares como angioplastias e cirurgias podem se beneficiar do acompanhamento da equipe de fisioterapia do Vila da Serra.

O serviço é constituído por um grupo de fisioterapeutas mestres em reabilitação, especialistas em fisioterapia cardiorrespiratória, terapia intensiva e profissionais gabaritados em gestão hospitalar e qualidade em saúde.

A equipe presta assistência aos pacientes cardiopatas e seus familiares por 24 horas, com a preocupação constante nas atualizações científicas e uma prática clínica alinhada às necessidades dos pacientes e da equipe multidisciplinar.

O atendimento tem o intuito de minimizar os efeitos deletérios do repouso no leito, melhorar a capacidade física e reduzir as complicações inerentes à internação, como pneumonias, embolias, entre outras. Indivíduos internados após um evento cardíaco evoluem com perda da capacidade funcional, baixo condicionamento físico e, muitas vezes, tornam-se incapazes de retornar às atividades familiares, sociais e/ou profissionais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a reabilitação cardíaca é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva. Desta forma, a atuação da equipe multidisciplinar no programa de reabilitação cardíaca é apresentada como fator favorável ao paciente, sendo composta por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos.

A atuação do fisioterapeuta na reabilitação cardíaca do paciente internado inicia-se a partir de uma avaliação. Ela inclui a anamnese, o exame físico e, sempre que possível, testes de aptidão.

O atendimento baseia-se em exercícios de baixa intensidade, técnicas para prevenção de complicações pulmonares e para o controle do estresse e educação em relação aos fatores de risco.

Os pacientes são atendidos na UTI cardiovascular e nas Unidades de Internação. As sessões podem ser iniciadas imediatamente a entrada do paciente no hospital ou após 12 horas do evento cardíaco, dependendo da necessidade e das condições clínicas da pessoa.

Inicialmente são realizadas atividades de auto-assistência, mudanças posturais e exercícios respiratórios. Em seguida, os pacientes são inseridos em programas estruturados com exercícios variados.

O programa traz diversos benefícios aos cardiopatas, como a redução da frequência cardíaca de repouso, a diminuição dos níveis de pressão arterial, o aumento do consumo de oxigênio, a melhora da força muscular, a melhora da capacidade para realizar as tarefas do dia a dia, a redução da ansiedade e o ganho na qualidade de vida.

As novas técnicas terapêuticas permitem que a maioria dos pacientes tenham alta hospitalar precocemente, sem perder a capacidade funcional.

Por Clarissa Maria de Pinho Matos

O tratamento mais eficiente para o infarto é o cateterismo cardíaco, que consiste em introduzir um cateter que caminha de uma artéria peri...

Melhor tratamento para infarto do miocárdio



O tratamento mais eficiente para o infarto é o cateterismo cardíaco, que consiste em introduzir um cateter que caminha de uma artéria periférica (localizada nos na região da virilha ou dos membros superiores) até o coração para que haja injeções de contraste com o intuito de obter imagens em raio-x e, através destas, identificar a presença das placas de gordura e o local de obstrução da artéria.

No caso de haver obstruções importantes, o cateterismo deve ser seguido pela angioplastia, que é feita com o objetivo de desobstruir a artéria do paciente.

O procedimento é feito através de um cateter com um minúsculo balão na ponta que é insuflado dentro da artéria problemática, desobstruindo assim as placas de gordura e sangue que entupiram a artéria. Além disso, é usada uma mini tela feita de aço chamada “Stent”, que aberta facilita o fluxo de sangue no coração.

Quando esses procedimentos médicos são realizados nas primeiras horas após o incidente, os índices de sucesso são altos, maiores de 95% e com as taxas de risco menores que 5%, sendo o tratamento mais eficaz para estes casos. O procedimento: O cateterismo será realizado sob anestesia local ou sedação, através da punção de uma artéria na virilha (mais frequente), no punho ou no braço, e através da injeção de contraste iodado será identificado, através de imagens de raios X digitalizadas, o entupimento da coronária que está causando o infarto.

O procedimento é pouco doloroso e é seguro, com risco de complicações gerais menor que 0,5%.

Na maioria das vezes, procede-se a angioplastia coronária na sequência do cateterismo para desobstruir a coronária entupida podendo ser utilizados para isso, cateteres-balões, cateteres de aspiração de coágulos e o implante de stent. A taxa de sucesso deste procedimento é de cerca de 97% e com isso conseguimos diminuir o risco do paciente de 50% para cerca de 5% de morte após um Infarto.

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