Infarto agudo do miocárdio é o resultado final da interrupção do suprimento de sangue por obstrução (depósito de gordura) na artéria coron...

Fisioterapia para a prevenção do infarto



Infarto agudo do miocárdio é o resultado final da interrupção do suprimento de sangue por obstrução (depósito de gordura) na artéria coronária do coração. Como conseqüência, o miocárdio (músculo do coração) entra em sofrimento, levando à morte dessa área cardíaca não-irrigada por sangue e oxigênio. Quanto maior o tempo da interrupção de irrigação sanguínea no miocárdio, maior será a extensão do seu comprometimento cardíaco. A formação desses depósitos de gordura sofre influência de vários fatores, podendo ser hereditário (predisposição genética) ou adquirido por meio de fatores de riscos como fumo, diabetes melito, hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia, sedentarismo e obesidade.O infarto agudo do miocárdio é um evento patológico de elevados índices de morbidade e mortalidade, sendo considerada a principal causa de morte nos países industrializados.

Os sintomas mais comumente relatados são: dor no peito relatada como um peso, com intensidade variável, podendo irradiar para região cervical e/ou braço esquerdo. A dor é prolongada (30 min.) e não passa com repouso. Podem ainda ocorrer náuseas, vômitos, falta de ar, suor, palidez e fraqueza, podendo ser também assintomático (ausência de sintomas), comum em pacientes diabéticos.

Algumas pessoas relatam que sentiram desconforto em braços, pernas, costas e mandíbulas, além de síncopes (desmaios). Mediante esses sintomas, a pessoa deve procurar um pronto-socorro o mais rápido possível, para que sejam feitos exames complementares que identifiquem o grau e a extensão do infarto, tratando-o com mais eficiência e objetivando assim a recuperação e minimização das lesões cardíacas, com redução dos altos riscos de óbito.

A atividade física é um fator importante na prevenção primária e secundária do infarto agudo do miocárdio. Deve-se levar em conta que determinados exercícios físicos relacionados a fatores de riscos (tabagismo, obesidade, sedentarismo) e doenças (diabetes melito, hipertensão arterial, dislipidemias) diminuem a ocorrência do infarto agudo do miocárdio.

É necessário ressaltar a importância dos exames médicos e fisioterapêuticos em pacientes portadores de doenças com maior risco para ocorrência de um infarto do miocárdio e que se predispõem a iniciar o programa preventivo. Esses exames são de fundamental importância, pois o principal objetivo do programa preventivo é a atividade física regular que estará associada a dietas específicas. Os benefícios alcançados por meio do programa preventivo incluem a diminuição e controle da gordura no sangue, triglicérides (VLDL), LDL (colesterol ruim), obesidade; taxa de glicose sanguínea, hipertensão arterial e aumento do HDL (colesterol bom).

O programa aplicado pela fisioterapeuta (desenvolvido pelo American College of Sports Medicine), tem seu inicio a partir de condutas, como: mudança dos hábitos alimentares, abolição do tabagismo e estímulo de exercícios aeróbicos de moderada intensidade, por 30 minutos, todos os dias da semana. No caso da adoção deste Programa, a supervisão deverá ser diretamente realizada pelo fisioterapeuta para o controle dos sinais e sintomas e monitorização cardíaca e respiratória, seguido de acompanhamento médico periódico durante todas as fases do Programa.

Ainda sugiro que o indivíduo, na impossibilidade de freqüentar o programa específico de prevenção do infarto agudo do miocárdio, mas liberado para atividades físicas poderá praticar as seguintes atividades diariamente: caminhar durante 30 minutos, três vezes por semana, em superfície plana; pedalar em bicicleta fixa, sem resistência, por 30 minutos três vezes por semana; andar em esteiras na velocidade suave, sem inclinação, por 30 minutos três vezes por semana.

As atividades domésticas também entram na forma de exercício aeróbico como fortes aliadas na prevenção do infarto agudo do miocárdio, desde que não sejam empregadas com força física exagerada e não apresentem nenhuma contra-indicação médica e ou fisioterapêutica para o indivíduo. Alguns exemplos que poderão ser seguidos: lavar quintal, limpar as janelas, juntar folhas do jardim, varrer ou utilizar o aspirador de pó, lavar louça com troca do apoio entre o pé direito e esquerdo (use uma lista telefônica como apoio); passar roupas (seguindo as mesmas recomendações feitas para lavar a louça) e estender roupas no varal com elevação dos braços.

Outro bom início para a prevenção do infarto agudo do miocárdio, além das descritas acima, é deixar seu carro na garagem e caminhar, sempre que possível. Todas essas dicas são recomendadas, mas não se pode esquecer de associar hábitos alimentares saudáveis.

Ela é definida como sendo uma pressão arterial elevada , sendo a pressão arterial média maior que a faixa superior da normalidade aceita. ...

Reconhecendo um indivíduo hipertenso


Ela é definida como sendo uma pressão arterial elevada , sendo a pressão arterial média maior que a faixa superior da normalidade aceita.

Existem alguns problemas que são enfrentados pela sociedade hoje com relação a hipertensão:

• mais da metade das pessoas com Hiperpressao Arterial não sabem do problema e por isso, não recebem tratamento adequado;
• mais da metade das pessoas que sabem que são hipertensas abandonam o tratamento
• as pessoas que estão em tratamento muitas vezes não tem atendimento correto, correndo o risco de complicações como: infarto do miocárdio, angina do peito, insuficiência cardíaca, hipertrofia do coração, complicações cerebrais (AVC) ou renais (insuficiência renal)...

Os níveis de hipertensão sofrem alterações com o aumento da idade, então, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem alguns critérios na consideração da Hiperpressao arterial, ou seja, um limite crítico de 160/95 mmHg de pressão arterial.


A PA sistólica estando entre ou maior que 140-159mmHg e a PA diastólica entre 90-94mmHg ou maior que isso, apresentam riscos cardiovasculares e são prováveis hipertensos..
Indivíduos que apresentam PA sistólica menor que 160mmHg e PA diastólica menor que 95mmHg são considerados como normotensos.

A Hipertensão Arterial também pode ser classificada de acordo com os risco que representa:

• baixo risco não apresenta fatores agravantes associados
• médio risco: hipertensão leve ou moderada com fatores agravantes como: estreitamento focal das artérias, aumento da creatinina do plasma, obesidade, diabete controlada, uso de anticoncepcional.
• alto risco: hipertensão moderada ou grave com agravantes como: insuficiência do ventrículo esquerdo, hemorragia cerebral, angina, infarto e diabetes descontrolada.

A hipertensão arterial sistólica isolada também determina maior risco cardiovascular. A sua ocorrência é predominantemente em pessoas mais velhas e a maior probabilidade do aparecimento de manifestações conseqüentes ao tratamento implicam o uso de medicamentos em doses menores e diminuição dos níveis da Pressão arterial conseguida mais lentamente e sob maior controle médico. Essas características dificultam a padronização de condutas e justificam o tratamento mais individualizado. Por essa razão, a maioria das condutas baseiam-se na elevação da PA diastólica.

Os efeitos letais da hipertensão são causados principalmente de 3 formas:

1)a excessiva carga de trabalho leva o coração ao desenvolvimento precoce de cardiopatias congestivas e ou coronárias, causando mortes frequentes por ataque cardíaco
2) a pressão elevada pode romper um vaso sanguíneo no cérebro, seguido de coagulação do sangue e morte das regiões importantes do cérebro ( “infarto cerebral”), clinicamente denominado AVC (derrame). Dependendo da parte do cérebro envolvida, o AVC pode causar, paralisia, demência, cegueira ou vários distúrbios cerebrais graves
3) a PA muito elevada causa quase sempre múltiplas hemorragias nos rins, produzindo várias áreas de destruição renal, e por fim, insuficiência renal, uremia (falta de urina) e morte.
4) pode ocorrer também um acúmulo excessivo de líquido extracelular no corpo, devido ao mecanismo rim-volume líquido corporal na regulação da PA estar deficitário, provocando uma hipertensão por sobrecarga de volume.

É considerado indivíduo hipertenso:

• indivíduo com 20 anos ou mais
• que apresenta PA sistólica igual ou maior que 160mmHg
• e PA diastólica igual ou maior que 95mmHg
• essas Pressões arteriais devem ser obtidas em pelo menos 2 verificações feitas em dias diferentes

Nas gestantes, são considerada hipertensas aquelas que tiverem um aumento de 15mmHg na PA diastólica quando comparada as PA anteriores.

C omo o coração funciona O ritmo cardíaco é controlado por sinais elétricos emitidos por um tecido especializado, que funciona como um marca...

Causas da palpitação no coração

Como o coração funciona

O ritmo cardíaco é controlado por sinais elétricos emitidos por um tecido especializado, que funciona como um marca-passo natural. Em condições normais ou em repouso, o coração pulsa de 60 a 100 vezes por minuto. Algumas vezes, durante a prática das atividades cotidianas, o número desses batimentos aumenta, e provoca um desconforto conhecido como "palpitação". Embora muitas pessoas se refiram a esse mal-estar como "taquicardia", este é o termo médico utilizado para definir um tipo de arritmia cardíaca que pode ser acompanhada ou não de tonturas e desmaios, provocar morte súbita, ou simplesmente representar uma resposta fisiológica ao estresse. Homens são o principal alvo do problema, que não poupa nem as crianças. Se a palpitação aparece repentinamente, ou retorna de tempos em tempos, o cardiologista é o médico indicado para avaliar o problema.

Diagnóstico único

Independentemente das causas da palpitação, para que o médico possa fazer o diagnóstico é essencial o conhecimento do histórico do paciente, exame clínico e eletrocardiograma. Outros testes podem ser solicitados: o holter, para monitoramento contínuo (24 horas) do ritmo cardíaco; ergométrico (teste de esforço), cujo objetivo é avaliar a atividade elétrica do coração durante o esforço físico; além de outras avaliações mais específicas, como o estudo eletrofisiológico, útil para identificar drogas e o foco da arritmia.

Problemas cardíacos

A palpitação é uma manifestação comum à maioria das patologias do coração: doença arterial coronariana (placas de gordura na parede das artérias); hipertensão arterial; doenças do músculo do coração (miocárdio); miocardiopatia dilatada (doença de Chagas); miocardites (inflamação do miocárdio); doenças hereditárias, genéticas etc. Sua persistência pode levar a doenças graves, e causar parada cardíaca e morte. O tratamento dependerá dos fatores desencadeantes. Pacientes com infarto do miocárdio costumam apresentar palpitações graves, que requerem cuidados intensivos e associam três terapias: medicamentos, uso de cardiodesfibrilador implantável ou ablação por cateter, esta última cauteriza pontos do coração onde as taquicardias se apresentam.

Uso de remédios

O uso de medicamentos também interfere no metabolismo e provoca arritmias. Combinação de remédios, toxinas e outras substâncias, além de efeitos colaterais (muitas vezes imprevisíveis), podem provocar o sintoma ou o estabelecimento da taquicardia. Fármacos para controle do hormônio da tireoide, antidepressivos tricíclicos, antibióticos (eritromicina, sulfametoxazol-trimetropim) e anti-histamínicos são os que mais comumente causam palpitações. O tratamento exige suspensão da medicação ou adequação de sua dosagem.

Estresse psicológico

O aperto no peito e a aceleração dos batimentos cardíacos é o sintoma mais comum dos ataques de pânico. Entre as pessoas que vivenciam o problema, a incidência de palpitações é superior a 80%, e se manifesta em situações de estresse psicológico. Como a sensação se repete com frequência, muitos pacientes acreditam ter alguma doença cardíaca. Mas, nesses casos, as palpitações são desencadeadas pelos hormônios envolvidos na resposta às emoções intensas que traumas, cansaço ou exaustão provocam, principalmente em pessoas muito ansiosas. O tratamento pressupõe a eliminação dos fatores desencadeantes, além do aprendizado do controle da ansiedade, por meio de psicoterapia. Redução do estresse e prática de atividades físicas podem prevenir o problema.

Excesso de exercícios

Durante as atividades físicas há aceleração dos batimentos cardíacos, o que é considerado normal e desejável. Porém, exercitar-se demais pode acarretar um desequilíbrio metabólico, gerando quantidades indesejáveis de substâncias hormonais sanguíneas, uma das causas da palpitação. No passado, acreditava-se que esses episódios dobravam as chances de morte súbita em pacientes de meia-idade com histórico de doenças cardíacas. Entretanto, recentes estudos concluíram que eles não provocam reações adversas. Como os exercícios regulares são considerados favoráveis à diminuição do risco de doenças do coração, a regra é que essas manifestações sejam imediatamente avaliadas por um especialista, para que ele indique a melhor forma de continuidade do treinamento. Se os exames indicarem a presença de isquemia (diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea), bloqueios arteriais, doenças do músculo cardíaco ou coronárias, o tratamento será medicamentoso ou cirúrgico, para garantir a melhora das funções cardíacas e diminuir o risco de complicações. A prevenção se dá por meio do recondicionamento físico, principalmente para os atletas que apresentam arritmias típicas de suas atividades.

A reabilitação cardiovascular está, tradicionalmente, dividida em diversas fases, seqüenciadas como FASE I, FASE II e FASES III e IV (MARQU...

Descrição completa das fases de reabilitação cardio-vascular


A reabilitação cardiovascular está, tradicionalmente, dividida em diversas fases, seqüenciadas como FASE I, FASE II e FASES III e IV (MARQUES, 2004).

Fase I

Inclui os exercícios para o paciente internado, que se inicia assim que as condições do paciente tenham sido estabilizadas. O médico responsável deve indicar o melhor momento para iniciar essa fase. Os pacientes são encorajados a movimentar seus membros inferiores e alimentar-se sozinhos com o objetivo de diminuir a estase venosa (MARQUES, 2004).

Exercícios de baixa intensidade durante a internação hospitalar tem-se mostrado seguros, praticáveis e benéficos, embora não seja observada nenhuma melhora na aptidão cardiovascular com atividades de baixa intensidade (FARDY e YANOWITZ e WILSON, 2004).

Antes de iniciar um nível mais elevado, o paciente é examinado, mensurando-se a freqüência cardíaca, a pressão arterial, realizando eletrocardiograma e avaliando as limitações músculo-articulares, tonteira, aparência e sintomas (MARQUES, 2004).

Os objetivos dessa fase incluem reduzir o tempo de permanência hospitalar e diminuir os problemas de descondicionamento associados com o repouso prolongado no leito, como atrofia muscular, hipotensão postural e deterioração circulatória geral (FARDY e YANOWITZ e WILSON, 2004).

Fase II

É um programa de exercícios supervisionado baseado em uma prescrição individualizada, especificando intensidade, duração, freqüência e estilo de atividade. O manuseio e as modificações do estilo de vida devem acompanhar a atividade física, sendo assim, um processo contínuo (MARQUES, 2004).

Os objetivos dessa fase incluem (FARDY e YANOWITZ e WILSON, 2004):

Melhorar a função cardiovascular, a capacidade física de trabalho, força, e flexibilidade;

Detectar arritmias e outras alterações durante o exercício que contra indiquem a atividade física;

Educar os pacientes quanto a atividade física;

Trabalhar com o paciente e seus familiares em um programa adequado de manuseio e modificações do estilo de vida;

Melhorar o perfil psicológico dos pacientes

Prova de esforço máximo limitada por sintomas

É uma avaliação eletrocardiograficamente monitorizada do consumo máximo de oxigênio de uma pessoa durante trabalho dinâmico (exercício), utilizando grandes grupos musculares. A prova começa com esforço submáximo, dá tempo para adaptações fisiológicas e aumenta progressivamente a carga de trabalho, até que sejam determinados pontos finais de fadiga individualmente determinados ou ocorram sinais ou sintomas limitantes (IRWIN e TECKLIN, 1994).

Segundo Kappert (1978), essa prova é talvez a avaliação mais definitiva para um paciente antes de entrar em um programa de reabilitação cardíaca. É utilizada na previsão da gravidade da doença. A prova fornece dados importantes na hora de prescrever o plano de reabilitação, porque fornece parte dos dados úteis para a decisão sobre a freqüência das atividades.

Intensidade

A intensidade do exercício prescrito tem base nos resultados do teste de esforço. Uma intensidade de treinamento adequada cai dentro de 60 a 80 por cento da absorção máxima de oxigênio pelo paciente, ou da capacidade de trabalho físico (ARAKAKI e MAGALHÃES, 1996).

Duração

As sessões de tratamento deverão ter duração total de aproximadamente uma hora e deverão ser realizadas três vezes por semana, em dias alternados (REGENGA, 2000).

Freqüência

A freqüência, em parte, é também dependente da intensidade e da duração. São recomendadas três a cinco sessões de exercícios (regularmente espaçadas) por semana. A prescrição do exercício é baseada em atividades físicas com gastos energéticos conhecidos que ficam dentro da capacidade do paciente, determinado pelo teste de esforço máximo (IRWIN e TECKLIN, 1994).

Etapas de tratamento

O programa de treinamento físico envolve três etapas, sendo uma de aquecimento, outra de treinamento e uma outra de desaquecimento. Deve-se fazer um registro diário do programa, das respostas de freqüência cardíaca e pressão arterial e dos sinais e sintomas apresentados durante as sessões de tratamento (REGENGA, 2000).

Após a chegada do paciente ao setor, deverão ser aferidos e registrados os valores pressóricos e de freqüência cardíaca antes da sessão de atendimento. Isso é necessário pois, a partir de um certo período, se pode traçar o perfil de cada paciente, o que permite modificar ou não o protocolo de tratamento previsto, caso percebida alguma alteração da freqüência cardíaca e pressão arterial anteriormente à sessão (REGENGA, 2000).

Aquecimento

Deverá ter duração de 5 a 10 min, sendo efetuados exercícios de alongamento, dinâmicos aeróbios e de coordenação, associados a exercícios respiratórios. Essa fase tem por objetivo preparar os sistemas musculoesquelético e cardiorrespiratório para a fase de condicionamento propriamente dito. No final, afere-se freqüência cardíaca do paciente (REGENGA, 2000).

Segundo Oliveira, et al (2002) o aquecimento tem como principais efeitos fisiológicos: promover o aumento da temperatura corporal, proporcionando um maior relaxamento do tecido colágeno, que é o principal componente do tecido conectivo muscular, diminuindo assim os riscos de lesão; diminuir as concentrações de lactato sangüíneo e aumentar o fluxo sangüíneo local, afim de oxigenar os músculos e também remover mais rápido os elementos catabólicos formados pelo metabolismo celular.

Condicionamento

Tem como objetivo exercitar o paciente a uma freqüência cardíaca programada a fim de obter efeito de treinamento. A intensidade do esforço deve ser aumentada gradualmente até o nível de treino programado. Os exercícios aeróbicos, rítmicos e dinâmicos são enfatizados e planejados de maneira a exercitar os grupos musculares das extremidades superiores e inferiores (MARQUES, 2004).

Essa etapa poderá ser composta por trotes, caminhadas ou outra modalidade de exercício físico em bicicleta e esteira ergométrica ou em outro tipo de equipamento que permita aferir freqüência cardíaca e pressão arterial sistêmica durante sua realização. A duração total varia até cerca de 40 min (REGENGA, 2000).

Desaquecimento e relaxamento

A atividade física deve ser mantida com baixa intensidade de esforço, mantendo em atividade particularmente os músculos mais trabalhados durante a sessão, para facilitar a remoção do ácido láctico (produto do metabolismo) desses músculos e beneficiar a circulação sistêmica através de um massageamento. Deve-se manter um débito cardíaco adequado através do aumento do retorno venoso pela ação de massageamento das veias através da contração e relaxamento muscular (MARQUES, 2004).

Quando exercícios intensos são subitamente interrompidos, principalmente se o indivíduo permanece de pé, há uma tendência do sangue em estasiar nos membros inferiores, resultando em uma diminuição do retorno venoso ao coração. Em conseqüência disso há elevação da freqüência cardíaca e aumento da demanda miocárdica de oxigênio. Hipotensão arterial, hipofluxo cerebral com cefaléia, tonteira ou desmaio também podem ocorrer como conseqüência (FARDY e YANOWITZ e WILSON, 2004).

Os exercícios de relaxamento podem ser realizados no final do desaquecimento, e reduzir a freqüência cardíaca, a pressão arterial e a incidência de arritmias cardíacas (MARQUES, 2004).

Se o paciente apresentar hipertensão arterial logo à chegada, deverão ser aplicados somente exercícios de relaxamento por um período de maior duração. Se o quadro persistir, ele deverá ser encaminhado ao médico antes da próxima sessão (REGENGA, 2000).

Fase III e IV

São programas a longo prazo que enfocam a aptidão física e manutenção do ganho funcional. Após o término bem sucedido da fase II, o paciente passa para a III, que pode ser realizada em casa, clínicas especializadas, programas comunitários ou em outro local com supervisão. Durante a fase III a prescrição de exercícios deve ser revista periodicamente, incorporando os ganhos obtidos (MARQUES, 2004).

Em contraste, a fase IV é geralmente considerada um programa de manutenção, quando a maioria dos parâmetros físicos e fisiológicos estão estagnados. Representa um compromisso com a prática regular de atividade física e controle do estilo de vida, construindo hábitos que necessitam ser levados para toda a vida. Esta fase é também apropriada para indivíduos sedentários sem doença cardíaca, cujo objetivo é melhorar a aptidão física e prevenir problemas de saúde associados à inatividade física. Para estes indivíduos, a fase IV destaca primeiro os ganhos funcionais, o condicionamento e a sua manutenção posteriormente (MARQUES, 2004).

As duas fases apresentam como objetivos (FARDY e YANOWITZ e WILSON, 2004):

Melhorar o condicionamento físico seguido de manutenção

Reduzir fatores de risco de doenças coronarianas

Aumentar a auto-estima e a confiança quando novas atividades são introduzidas e quando o paciente for adaptado progressivamente fora do ambiente de supervisão

Introduzir atividades seguras e diversificadas que possam ser realizadas pelos métodos usuais de aptidão e recreação

Melhorar o conhecimento da habilidade de auto monitorizar

Treinamento físico é o desempenho de exercício repetitivo para aumentar a capacidade de trabalho físico e para induzir condicionamento ...

Principios e efeitos fisiologicos do condicionamento físico


Treinamento físico é o desempenho de exercício repetitivo para aumentar a capacidade de trabalho físico e para induzir condicionamento físico. Ele deve ser de considerável custo energético em relação ao nível de aptidão do indivíduo e efetuado regularmente durante um período prolongado de tempo (DELISA, 2002).

A fim de alcançar benefícios, deve-se obedecer aos quatro princípios do condicionamento fisiológico (DELISA, 2002).

Princípio da sobrecarga

Um exercício, para ser eficaz em aumentar o condicionamento, precisa ser a um nível de trabalho maior do que aquele no qual o indivíduo usualmente desempenha.

Princípio da especificidade

Cada tipo de exercício produz uma adaptação metabólica e fisiológica específica que resulta em um efeito específico de treinamento. Todos estes tipos de treinamento são importantes em reabilitação para melhorar o desempenho nas atividades de vida diárias e relacionado ao trabalho.

Variação individual

O treinamento deve ser individualizado de acordo com as capacidades e necessidades da pessoa.

Reversibilidade

Os efeitos benéficos do treinamento não são permanentes. As melhoras atingidas começam a desaparecer apenas duas semanas depois da cessação do exercício, e a metade dos ganhos pode ser perdida em apenas 5 semanas.

Segundo Longo et al (1995), os efeitos fisiológicos do exercício físico podem ser classificados em agudos imediatos, agudos tardios e crônicos. Os efeitos agudos, também denominados respostas, são aqueles que acontecem em associação direta com a sessão de exercício e, os efeitos agudos imediatos, os que ocorrem nos períodos pré e pós-imediato do exercício físico e podem ser exemplificados pelos aumentos de freqüência cardíaca (FC), ventilação pulmonar e sudorese, habitualmente associados ao esforço. Por outro lado, os efeitos agudos tardios são observados ao longo das primeiras 24 horas que se seguem a uma sessão de exercício e podem ser identificados na discreta redução dos níveis tensionais, especialmente nos hipertensos, e no aumento do número de receptores de insulina nas membranas das células musculares. Por último, os efeitos crônicos, também denominados adaptações, são aqueles que resultam da exposição freqüente e regular às sessões de exercício, representando os aspectos morfofuncionais que diferenciam um indivíduo fisicamente treinado de um outro sedentário. Dentre os achados mais comuns dos efeitos crônicos do exercício físico estão a hipertrofia muscular, melhora da aptidão cárdio-pulmonar e o aumento do consumo máximo de oxigênio.

A atividade física aumenta a capacidade funcional e reduz a demanda de oxigênio pelo miocárdio, diminui a pressão sistólica e diastólica, altera favoravelmente o metabolismo de lipídios e carboidratos. Aumenta a performance física, o limiar da angina em pacientes com doença arterial coronariana sintomáticos e melhora a perfusão miocárdica. Na reabilitação cardíaca de pacientes com doença arterial coronariana, a melhora da perfusão miocárdica tem sido atribuída pela mediação do treinamento com exercício físico na correção da disfunção endotelial coronária (NERY e BARBISAN e MAHMUD, 2007).

O aumento da perfusão na microcirculação coronariana deve-se ao recrutamento de vasos colaterais durante o exercício (NERY e BARBISAN e MAHMUD, 2007).

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