I. O que é um programa de Reabilitação Cardiovascular? O programa de Reabilitação Cardiovascular é um conjunto de atividades necessárias...

6 perguntas e respostas sobre Reabilitação Cardiovascular


I. O que é um programa de Reabilitação Cardiovascular?

O programa de Reabilitação Cardiovascular é um conjunto de atividades necessárias para garantir e melhorar a condição física, mental e social das pessoas que possuem algum nível de limitação ou incapacidade funcional relacionada com as doenças cardiovasculares. As doenças como infarto do miocárdio, doenças coronarianas, insuficiência cardíaca, doenças valvares, cardiopatias congênitas e doenças das artérias e veias podem ser tratadas com este tipo de procedimento.

II. A Fisioterapia faz parte desse conjunto de atividades?

SIM, a Fisioterapia é parte integrante e importante nesse processo, pois atua em diferentes fases, e tem como objetivo principal proporcionar o desenvolvimento e a manutenção da capacidade de realizar exercícios físicos. Essas atividades são realizadas pelo Fisioterapeuta Cardiorrespiratório e a intensidade e a frequência dependerá do estado clínico dos pacientes que a realizarão.

III. Onde e como o FISIOTERAPEUTA CARDIORRESPIRATÓRIO atua no processo de Reabilitação Cardiovascular?

O Fisioterapeuta Cardiorrespiratório atua nos hospitais, dentro da unidade de terapia intensiva (UTI), junto aos pacientes que tiveram infarto do miocárdio ou foram submetidos a procedimentos cirúrgicos ("ponte de safena", angioplastia). Nesses casos o tratamento objetiva prevenir as possíveis complicações do infarto ou da cirurgia e promover a readaptação do paciente às atividades físicas básicas, como as empregadas na locomoção, alimentação e higiene. Quando o paciente vai para a enfermaria são incluídos outras atividades, como os treinos de caminhada, resistência, equilíbrio e alongamento. Tudo é realizado para que o paciente possa retomar suas atividades cotidianas com segurança.  O Fisioterapeuta Cardiorrespiratório também atua em clínicas e ambulatórios

IV. Quais atividades podem ser realizadas pelo Fisioterapeuta Cardiorrespiratório em clínicas ou ambulatórios?

Quando os pacientes saem do hospital, eles são orientados a permanecer realizando o recondicionamento físico em clínicas de fisioterapia ou ambulatórios. Os Fisioterapeutas Cardiorrespiratórios podem, então, realizar diferentes tipos de testes para avaliar a capacidade de realizar estes exercícios físicos. Alguns desses testes são realizados em conjunto com médicos cardiologistas e pneumologistas, e de acordo com os resultados encontrados são elaborados programas individuais de recondicionamento físico para que o paciente alcance seus objetivos de maneira segura e no menor período de tempo possível. No programa de recondicionamento físico são aplicados exercícios físicos do tipo aeróbio, como caminhada, corrida, ciclismo e atividades em piscinas, bem como exercícios de alongamento, fortalecimento muscular, equilíbrio e coordenação, que podem ser realizados individualmente ou em pequenos grupos.

V. Que atividades são realizadas para complementar o programa de recondicionamento físico na REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR ?

Para complementar as atividades de recondicionamento físico, são programadas atividades educacionais que objetivam a orientação dos pacientes e seus familiares em relação às doenças, aos hábitos de vida e fatores de risco, a inatividade física, o estresse, a alimentação e o hábito de fumar.

VI. O que determina o sucesso de um PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR?

O sucesso da REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR depende das mudanças ocorridas nos hábitos de vida e na maior autonomia alcançada pelos pacientes para a realização de atividades físicas. Se as atividades são realizadas de maneira segura e eficaz, os pacientes apresentam uma maior chance de retornar às atividades habituais, sejam elas sociais ou relacionadas ao trabalho.


Uma artéria coronariana bloqueada pode levar a um ataque cardíaco. Para homens e mulheres, a doença aterial coronariana é uma das princi...

Saiba mais sobre a Doença Arterial Coronariana


Uma artéria coronariana bloqueada pode levar a um ataque cardíaco. Para homens e mulheres, a doença aterial coronariana é uma das principais causas de morte.

Definição

A doença arterial coronariana (DAC) é um tipo de doença cardíaca que causa um fornecimento inadequado de sangue ao músculo cardíaco – uma condição potencialmente danosa. A doença arterial coronariana também é conhecida como DAC.

Causa

A doença arterial coronariana é causada por um crescimento de depósitos gordurosos e ceráceos na parte interna das suas artérias. Esses depósitos são feitos de colesterol, cálcio e outras substâncias do sangue. Esse crescimento é chamado de "placa aterosclerótica" ou simplesmente "placa". Os depósitos de placa podem obstruir as artérias coronarianas e torná-las rígidas e irregulares. Isso é chamado de "endurecimento das artérias".

Pode haver um único ou múltiplos bloqueios, e eles podem variar de gravidade e localização. Esses depósitos vão estreitando aos poucos as artérias coronarianas, fazendo o seu coração receber menos sangue e oxigênio. Essa diminuição de fluxo sanguíneo pode causar dores no peito (angina), falta de ar ou outros sintomas. Um bloqueio completo pode causar um ataque cardíaco.

Sintomas

Como a doença arterial coronariana (artérias obstruídas) pode se desenvolver ao longo de muitos anos, os sintomas não são frequentemente sentidos, até que os bloqueios sejam graves e ameaçadores à vida. Você pode notar os sintomas pela primeira vez quando o seu coração estiver trabalhando mais forte do que o habitual, como durante os exercícios. Entretanto, esses sintomas também podem ocorrer quando você está descansando, sem fazer nenhuma atividade.

Os sintomas da doença arterial coronariana diferem de pessoa a pessoa, mas os sintomas típicos incluem:

  • Desconforto ou dor no peito (angina)
  • Falta de ar
  • Fadiga extrema com o esforço
  • Inchaço nos pés
  • Dor em seus ombros ou braços
  • As mulheres podem ter dores atípicas no peito. Elas podem ser passageiras ou agudas, e percebidas no abdômen, nas costas ou braços.

As mulheres devem de alguma forma experimentar outros sinais de advertência de um ataque cardíaco, mais do que os homens, incluindo náuseas e dores nas costas ou na mandíbula. Às vezes, um ataque cardíaco ocorre sem nenhum sinal ou sintoma aparente.

Fale com seu médico se achar que tem sintomas de doença arterial coronariana. Se você acha que pode estar tendo um ataque cardíaco, procure obter cuidados médicos imediatamente.

Fatores de Risco

Algum endurecimento das artérias ocorre conforme a pessoa envelhece. Entretanto, certos fatores de risco podem acelerar o processo:

  • Idade (acima de 45 para homens, e acima de 55 para mulheres)
  • Histórico familiar de doença cardíaca
  • Fumo
  • Pressão arterial alta
  • Alto colesterol LDL "mau" e baixo colesterol HDL "bom"
  • Certas doenças, como o diabetes
  • Estar acima do peso ou obeso
  • Falta de exercício
  • Certos tipos de terapia de radiação no peito
  • Estresse

Os homens estão sob risco mais alto de doença arterial coronariana do que as mulheres. O risco das mulheres aumenta após a menopausa. 

Diagnóstico

Se o seu médico suspeita que você tem doença arterial coronariana, ele pode encaminhá-lo(a) a um cardiologista especializado em problemas do coração, artérias e veias.

Ao fazer um diagnóstico o seu médico lhe perguntará seus sintomas, histórico médico e fatores de risco. Com base nessas informações, o seu médico poderá submetê-lo(a) a testes para ver o quão saudáveis as suas artérias estão. Os testes mais comuns incluem:

  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Ecocardiograma (ECO)
  • Teste de estresse
  • Cintilografia cardíaca/cintilografia de esforço
  • Tomografia ultra rápida (Electron Beam Computerised Tomography - EBCT)
  • Angiografia por Ressonância Magnética (ARM)
  • Angiografia
  • Ultrassom intravascular (USIV)
  • Raio-x
  • Exames de sangue
  • Angiografia por TC

1. IDENTIFICAÇÃO - Dados pessoais (nome, data de nascimento, idade, sexo, raça e estado civil); profissão atual e anterior; instru...

Ficha de avaliação para Fisioterapia Cardiológica




1. IDENTIFICAÇÃO

- Dados pessoais (nome, data de nascimento, idade, sexo, raça e estado civil); profissão atual e anterior; instrução escolar; diagnóstico médico.

2. ANAMNESE

OBS.: Importante a compreensão da doença, participação da família e alvos do paciente.

- Queixa principal e sua duração.

- HMP e HMA.

- Fatores de risco (tabagismo, diabetes mellitus, dislipidemia, HAS, sexo masculino, mulheres pós-menopausa, obesidade, sedentarismo, estresse, uso de anticoncepcionais, história familiar – mulheres, doença cardíaca <65 anos e homens, doença cardíaca <55 anos).

- Medicamentos.

3. EXAME FÍSICO                   

- Sinais vitais (PA, FC e FR).

- Altura e Peso.

- Ausculta cardíaca e respiratória.

- Inspeção (Postura (anterior, lateral e posterior), marcha, pele e anexos, cicatriz, expressão facial, edema, etc.).

- Palpação (tórax, cintura escapular, coluna vertebral, incisão cirúrgica, cicatriz, retrações e força musculares (MMSS, MMII e tronco)).

- Avaliação dinâmica na fase I (cuidados pessoais e deambulação monitorizada – FC, PA, ECG, sintomas e bulhas cardíacas).

3.1. Ausculta cardíaca


1ª BULHA: A primeira bulha é formada pelo fechamento das valvas mitral e tricúspide, uma vez que, as valvas aórtica e pulmonar ao se abrirem não produzem ruído.

2ª BULHA: A segunda bulha é resultante do fechamento das valvas aórtica e pulmonar, pois a abertura das valvas mitral e tricúspide não produz ruído audível.

3ª BULHA: A terceira bulha, ou bulha ventricular, ocorre entre 120 e 180 mseg após a 2ª bulha, é um som mais amplo e apagado. Pode ser encontrado em adolescentes sadios e em crianças, porém pode representar um grave acometimento do ventrículo esquerdo ou direito (IC em adultos). A terceira bulha é explicada pelo choque do sangue de encontro à parede flácida do ventrículo deficiente.

4ª BULHA: A quarta bulha ou bulha atrial, ocorre antes da 1ª bulha, isto é, um som pré-sistólico, débil apagado e surdo resultante da maior força do átrio em ejetar o sangue em direção ao ventrículo no final da sístole atrial, e encontrando a valva atrioventricular parcialmente fechada. Este tipo de bulha aparece na IC, hipertensão e doença da valva aórtica.

- Focos da ausculta cardíaca:

a. Válvula aórtica: 2º EICD, paraesternal;

b. Válvula pulmonar: 2º EICE, paraesternal;

c. Válvula tricúspide: 4º-5º EICD, paraesternal;

d. Válvula bicúspide: 5º-6º EICE, linha hemiclavicular.

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