Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força (musculação) conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos ...

Treino de força reduz pressão arterial em hipertensos



Portadores de hipertensão que realizaram treinamento de força (musculação) conseguiram reduzir a pressão arterial a níveis semelhantes aos obtidos por meio de medicamentos, revela pesquisa com a participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

O estudo comprova que o treino de força é seguro para os hipertensos, desde que com acompanhamento médico e de profissionais de atividade física. O trabalho também mostrou que a redução da pressão permanece por até quatro semanas após a interrupção do treinamento.

A pesquisa com hipertensos faz parte da pesquisa de Doutorado em Biofísica de Newton Rocha Moraes, realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orientada pelo professor Ronaldo Carvalho e co-orientada por Reury Bacurau, professor do curso de Ciências da Atividade Física da EACH.

"Na literatura científica há vários estudos que mostram o efeito positivo do exercício aeróbio, como corridas e natação, no controle da pressão", diz Bacurau, "mas o benefício da musculação era pouco conhecido".

Participaram do estudo 15 homens com hipertensão moderada, que utilizavam medicação, com média de idade em torno de 46 anos. Durante seis semanas antes do início do treinamento, com supervisão médica, os medicamentos foram gradativamente retirados.

"Os pacientes eram examinados periodicamente e não tinham nenhuma outra doença crônica, como diabetes", aponta o professor da EACH.

Os exercícios foram realizados durante 12 semanas, trabalhando sete grupos musculares (abdômen, pernas, parte interna e externa das coxas, ombros, biceps e tríceps) três vezes por semana, em dias não consecutivos.

"Apesar do treino ser o mesmo que é voltado para iniciantes, os participantes realizavam musculação convencional, ou seja, três séries em cada aparelho com carga moderada, e não em circuito, mudando de aparelho a cada série, com carga baixa", ressalta Bacurau.

Com o treinamento, a média de pressão dos pacientes, que era de 153 milímetros (sistólica, associada ao bombeamento de sangue pelo coração) e 96 milímetros (diastólica), caiu para 137 milímetros (sistólica) e 84 milímetos (diastólica).

"A redução está no mesmo patamar que é obtido com a medicação", destaca o professor.

Redução

De acordo com Bacurau, esperava-se uma redução média da pressão em torno de 5 milímetros, o que já seria considerado um resultado satisfatório. "No entanto, esse indice foi de aproximadamente 13 milímetros, o que comprova o efeito positivo do treinamento de força", observa.

Depois do final do período de treino, os pacientes foram acompanhados durante quatro semanas.

"Verificou-se que eles mantinham o mesmo efeito de queda da pressão registrado durante o tempo de realização dos exercícios", afima o professor da EACH.

"Este resultado é imporante, porque serve como estímulo ao hipertenso a continuar com a musculação, ajustando o treinamento às suas necessidades de vida".

A pesquisa também mostrou que os participantes tiveram aumento da força física e da flexibilidade.

"Há uma tendência de que a pressão aumente conforme a idade, numa fase em que as pessoas tem mais dificuldade para se movimentar e menos força para executar até tarefas simples", afirma Bacurau.

"Antes se acreditava que a musculação poderia ser perigosa para os hipertensos pelo risco de problemas cardíacos, mas hoje as pesquisas mostram seu potencial na redução de problemas cardiovasculares".

O professor recomenda que as pessoas interessadas em fazer treinamento de força procurem orientação de médicos e profissionais de atividade física.

"O ideal é fazer mais de um tipo de exercício, realizando também atividades aeróbias, que já tem efeito comprovado no controle da pressão arterial, além de outros benefícios", conclui.

Sandra Dias Nascimento, 50 anos, infartou há um ano. Estranhou ao sair do consultório médico com um receituário que, ao lado das prescrições...

Exercício é tratamento para cardíacos



Sandra Dias Nascimento, 50 anos, infartou há um ano. Estranhou ao sair do consultório médico com um receituário que, ao lado das prescrições de medicamentos, dizia: "Exercício físico três vezes por semana com intensidade leve a moderada".

Para pacientes com doenças coronarianas, o exercício é tratamento recomendado pela American Heart Association (Associação Americana do Coração) e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e prescrito como remédio.

"Fazer exercícios é tão importante quanto o tratamento clínico e deve ser usado como quem toma um medicamento. A prescrição deve ser seguida à risca", explica a cardiologista Isa Bragança, diretora da Cardiomex, academia voltada a pacientes cardíacos.

Teste: seu coração está em risco?

Depois de um evento cardíaco, o paciente pode começar o tratamento assim que for liberado pelo médico, o que deve acontecer em um mês. No entanto, nos seis primeiros meses é necessário supervisão médica.

"O especialista vai acompanhar de perto toda e qualquer atividade realizada nesse período. Passada essa fase, uma nova avaliação deve ser feita e, dependendo da condição física da pessoa, uma atividade será indicada", avalia Nabil Ghorayeb, cardiologista do Hospital do Coração e do Dante Pazanezzi, em São Paulo.

Apesar de a prescrição ser individual e personalizada, o médico especializado em cardiologia do esporte alerta para práticas não recomendados para pacientes cardiopatas.

"Esportes com choques corporais como lutas ou mesmo futebol, por exemplo, não são indicados. Natação, caminhada ou ciclismo podem ser opções muito boas e eficientes", opina.

Com a melhora na capacidade aeróbica, há melhora no aporte sanguíneo. A frequência mínima para que os benefícios sejam alcançados é de três vezes por semana, aconselha Bragança.

"Eu tenho pacientes que fazem mais vezes por semana, mas é preciso ter uma boa condição física, a pessoa não pode ficar cansada ou exaurida", diz.

Sandra, que se autodefinia "sedentária desde que nasceu", mudou radicalmente a rotina e hoje inclui uma hora de caminhada diária na companhia de amigas.

"Faço a minha parte e ainda incentivo outras mulheres. Elas ainda podem evitar problemas no coração e não precisam passar pelo susto que passei", relata. Seu grupo percorre as ruas da Lapa, onde mora, e hoje reúne 10 mulheres.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no País em um ano. Isso significa que mais de 300 mil pessoas morreram vítimas principalmente de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O exercício não é apenas o remédio para quem já está com problemas, mas também a possibilidade de evitar as doenças cardiovasculares.

Um estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, em Boston, já demonstrou que pequenas sessões de exercício – cerca de 150 minutos, ou 2,5 horas, de atividade moderada por semana – podem reduzir o risco de doença cardíaca em aproximadamente 14%. Além disso, a prática pode diminuir os efeitos do sal no organismo e gerar um efeito protetor constante para quem tem pressão alta.

"Nunca é tarde para começar a atividade física. A pessoa com boa capacidade funcional tem até 8 vezes menos chance de ter uma complicação cardíaca", alerta Isa Bragança.

Nabil Ghorayeb completa: "é preciso colocar a atividade física na agenda, jovem ou não, seja para se prevenir de evenbtos cardíacos ou para se recuperar."

Dicas para se exercitar com segurança:

- Converse com o seu médico sobre quais atividades são mais indicadas para o seu caso
- Todo exercício deve ser alternado com períodos de descanso
- Atividades de impacto são desaconselhadas, prefira natação, caminhada ou ciclismo
- Cuidado com temperaturas extremas (como muito calor ou muito frio), porque elas podem interferir na circulação sanguínea
- Mantenha-se sempre hidratado, não espere sentir sede para beber água

A suposta doença de Chiara (Helena Ranaldi), em "Fina Estampa", tem gerado muita curiosidade sobre o aneurisma. Mal que ating...

Aneurisma: uma doença silenciosa


A suposta doença de Chiara (Helena Ranaldi), em "Fina Estampa", tem gerado muita curiosidade sobre o aneurisma. Mal que atinge entre 6 e 9% das pessoas no mundo, é uma dilatação anormal de uma artéria do corpo, principalmente no cérebro e no coração, e quase não apresenta sintomas antes de estourar.

"Em alguns casos, a dilatação nunca se rompe, mas sempre é preciso operar um aneurisma, porque seu rompimento causa dores, hemorragia interna e pode levar à morte antes mesmo de se chegar ao hospital", alerta Mirto Prandini, neurocirurgião e chefe do departamento de neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tire suas dúvidas:

Quem corre risco?

Mulheres, fumantes, hipertensos e pessoas com histórico de aneurisma na família são os grupos de risco. Algumas pessoas já nascem com o problema, mas a maior incidência está na faixa dos 50 anos.

Há sequelas?

Em operações preventivas, o risco é de apenas 1%. Já se a hemorragia tiver começado, o risco sobe para 30%. Problemas motores, deficiências de fala e visão e perda de memória são algumas das sequelas.

O problema volta?

No mesmo aneurisma, não, mas 3 em cada 10 pacientes têm mais de um aneurisma no corpo. Ou seja, ele pode surgir em outras artérias. Quem já teve ou está no grupo de risco deve ir ao neurologista regularmente.

Tem sido demonstrado que as pessoas com deficiência mental (DM) têm uma expectativa de vida diminuída e maior probabilidade de morte card...

Prevalência de fatores de risco cardiovascular num grupo de pessoas com deficiência mental


Tem sido demonstrado que as pessoas com deficiência mental (DM) têm uma expectativa de vida diminuída e maior probabilidade de morte cardiovascular (10). No México, o grupo de pessoas com deficiência mental é grande e abrange múltiplas etiologias, mas a causa mais comum de retardo mental é a síndrome de Down ocorre em 1 em 700 nascidos vivos (9). Também tem sido relatado que a morte prematura dessas pessoas é devido a anomalias congênitas cardiovasculares. Baird e Sadovnick (2) mostrou que, mesmo excluindo aqueles com defeitos cardiovasculares, a expectativa de vida ainda é significativamente menor para pessoas com retardo mental. No entanto, a expectativa de vida de uma criança com síndrome de Down (SD) aumentou dramaticamente no século XX, em 1929 a expectativa de vida média era de nove anos, e agora a chance é em torno da quarta década ( 11). Este poderia ser o resultado do progresso da medicina, o aumento da qualidade de vida da população e, possivelmente, uma redução nos fatores de risco cardiovascular.


A deficiência em si gera mudanças em nutrição e baixo nível de atividade física. Apesar de não ser identificados fatores de risco cardiovascular como possíveis agentes envolvidos na morbidade dessas pessoas, algumas pesquisas têm sido relatado que as pessoas com diabetes têm níveis muito baixos de atividade física, composição corporal pobres pobres e capacidade funcional (4, 5.12). No entanto, há pouca informação e praticamente inexistente em relação internacional com outros fatores de risco cardiovascular, tais como lipídios.

Objetivos
Avaliar os fatores de risco cardiovascular (FRCV) morfofuncionais e hematológicos um grupo de pessoas com deficiência mental (DM). Também discutir a possível associação destes fatores na gênese de doenças cardiovasculares.

Material e Métodos

Participantes: 20 pessoas (10 homens e 10 mulheres), idade 22,5 ± 10,0 anos Peso 63,0 ± 19,0 kg Altura 155,3 ± 10,7 cm.

Diagnóstico : leve a moderada deficiência mental (dez com síndrome de Down, 7 com paralisia cerebral leve devido a doenças infecciosas e 3).

Exame médico : história clínica, ECG, raios-X (atlantoaxial para as pessoas com síndrome de Down).

Explorou os fatores de risco cardiovascular: composição corporal, circunferência abdominal (CA) e índice de massa corporal (IMC), capacidade funcional, formou-se em ergométrico máximo para avaliar o consumo máximo de oxigênio (VO 2 max) ea freqüência cardíaca máximo observado (FCMO) igual ou menor do que o previsto, variáveis ​​nos níveis de colesterol total no sangue (CT), triglicérides (TG), lipoproteína de alta densidade (HDL-C), lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e CT / HDL-C.

Os resultados foram processados ​​usando a estatística descritiva: X ± SD e%.


Resultados
A Tabela 1 mostra prevalência percentual dos fatores de risco cardiovascular: mais morfofuncionais e hematológicas importantes neste grupo. Os valores percentuais representam o número de indivíduos que apresentaram valores fora do valor máximo admissível indicado na coluna da esquerda.

Tabela 1. Prevalência de fatores de risco cardiovascular em pessoas com DM

Variáveis

* Sujeito

%

TC ³ 180 mg / d

15

46,6

TG ³ 124 mg / dl

15

53,3

HDL-C £ 36 mg / dl

15

40,0

LDL-C ³ 160 mg / dl

15

13,3

TC / HDL-C ³ 4,5

15

73,3

Sobrepeso IMC ³ 25% 
obesidade    ³ 30%

20

45,0

CA ³ 90 centímetros

20

35,0

VO 2 max £ 35 ml / kg / min.

20

90,0

FCMO £ lpm 90%

20

40,0

* Algumas variáveis ​​só estão presentes em 15 indivíduos.


Discussão
Apesar de alguns participantes não apresentaram alterações na composição corporal, circunferência abdominal e índice de massa corporal (vid Tabela 1), 45% estavam com sobrepeso e obesidade de acordo com os critérios da Organização Mundial de Saúde ( 8). Esse percentual pode aumentar significativamente quando se considera apenas o grupo DS. Embora uma elevada percentagem de pessoas apresentaram alterações nos lipídios séricos não parece ser mais significativa do que os valores reportados em estudos com populações semelhantes, mas sem DM (14).

No entanto é de salientar que 73,3% tinham um índice aterogênico maior que 4,5, o que significa que os níveis de HDL diminuiu bastante este é possivelmente relacionados com a baixa atividade física, o que resulta em pessoas com baixas concentrações de DM para essa fração do colesterol. Os participantes receberam nenhuma classe de educação especial física e apenas ocasionalmente praticavam atividades recreativas cuja energia exigências eram mínimas. Isso provavelmente explica os baixos valores de VO 2 max. observada em 90 por cento deles (Tabela 1). Algumas pesquisas relatadas na literatura referem-se a valores baixos de consumo de oxigênio (1,6,7,11,13), mas neste estudo foram todos capazes de andar na esteira a uma velocidade entre 80 e 91 metros por minuto . Os participantes foram estimulados a mudar sua atitude e após 2-3 sessões de familiarização com o protocolo, eles foram capazes de conduzir-se adequadamente para o propósito do teste, que é conhecido requer uma boa cooperação e adaptação individuais . Possivelmente, isso indica a possibilidade de implementar programas de treinamento nesta população de pessoas especiais.

A freqüência cardíaca média máxima foi de 177 batimentos / min, quando eles esperavam encontrar 198 batimentos / min. Na revisão da literatura maioria dos estudos relata este achado (6,7,13) e parece haver uma incapacidade de pacing o sistema nervoso autônomo simpático. Alguns autores consideram este fenômeno como uma deficiência e outros designados como um fator de risco. A ausência de investigações de fatores de risco cardiovascular hematológicos e no metabolismo de lipídios principalmente no mentais pobres impede corretamente discutir a participação dessas variáveis ​​em prematuros muscular envelhecimento tem sido proposto. Mais pesquisas são necessárias para explicar a composição corporal pobre, e um sistema de participação hipofunção autônomos, bem como hematológicas fatores de risco cardiovascular na saúde dessas pessoas.


Conclusões
No estudo, todas as pessoas com diabetes tinham pelo menos três fatores de risco cardiovascular. Em 90% dos casos, o fator de risco mais prevalentes nesse grupo foi a baixa capacidade aeróbica expressa pelo consumo máximo de oxigênio (VO 2 max). Porque a hipoatividade física e sedentarismo são consideradas um importante fator de risco cardiovascular (3) pessoas com DM deve ser motivo de atenção. A alta proporção de CT / HDL-C é provavelmente um reflexo do baixo valor de HDL-C e sua relação com a inatividade hipo-e.

Da mesma forma, a composição corporal pobres como fator de risco foi altamente prevalente em pessoas com diabetes. Além disso, os altos níveis de lipídios não parecem diferentes de outros grupos. De acordo com estes dados preliminares é considerada necessária para promover mais pesquisas e cuidados, que incluem aspectos da dieta e exercício adequado às características de pessoas com deficiência mental .


Bibliografia

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Pequenos sinais cardíacos descobertos em horas de gravações de eletrocardiogramas (ECG) podem ajudar na identificação de pacientes com ri...

Sinais de eletrocardiograma aprimoram tratamento de cardíacos


Pequenos sinais cardíacos descobertos em horas de gravações de eletrocardiogramas (ECG) podem ajudar na identificação de pacientes com risco de morte, aponta artigo publicado nesta quarta-feira na revista "Science Translational Medicine".

O estudo foi divulgado pelos pesquisadores da Universidade de Michigan, do MIT (Instituto Tecnológico de Massachussets), da Escola de Medicina de Harvard e do Hospital Brigham and Women's, de Boston.

As conclusões do estudo podem ajudar milhares de pacientes cardíacos, que seriam tratados no tempo adequado e teriam suas vidas salvas. Aproximadamente 1 milhão de pessoas têm ataques cardíacos a cada ano nos Estados Unidos.

Em certos grupos de idade, a cada quatro pacientes que sobrevivem ao ataque inicial, um morre por complicações no prazo de um ano, revela a Associação Cardíaca Americana.

"Os métodos atuais para avaliar se as vítimas de ataques cardíacos necessitam de tratamentos mais agressivos podem identificar os grupos de pacientes com alto risco de complicações. Porém, os métodos não evitam as mortes, errando em quase 70% dos casos", afirma Cessam Syed, professor assistente do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação na Universidade de Michigan.

Os pesquisadores usaram técnicas de prospecção de dados e aprendizagem para analisar os ECG contínuos de 24 horas de 4.557 pacientes que tinham sofrido ataques cardíacos. O eletrocardiograma mede a atividade do coração.

Após as analises, os pesquisadores determinaram que os sinais de ECG de muitos dos pacientes continham padrões erráticos similares e, que até agora, estavam sendo desprezados, ou simplesmente não detectados.

Atualmente, os médicos receitam tratamentos mais fortes somente após um ataque cardíaco, levando em consideração vários fatores, incluindo a saúde geral do paciente, seu histórico médico, os resultados de várias análises de sangue e um ecocardiograma.

O ecocardiograma, que é diferente do eletrocardiograma, usa o ultrassom para obter uma imagem do coração e medir a quantidade de sangue que esta circulando em cada palpitação.

Depois de um ataque cardíaco, os pacientes são vulneráveis a morte repentina devido a irregularidades no ritmo cardíaco. Isto pode ser evitado com remédios e com desfibriladores implantados, que administram as descargas elétricas e normalizam o ritmo cardíaco.

Agora, segundo o artigo, é difícil determinar quem necessita desses remédios e dos desfibriladores. A maioria dos pacientes que tem desfibrilador implantado, no final, não os necessitam, sendo que a maioria das pessoas que morrem por ataque cardíaco repentino não foi identificada como candidato para usar o aparelho nos exames atuais.

Syed utilizou uma das ferramentas mais antigas em cardiologia: o eletrocardiograma, que se mantém junto ao paciente de ataque cardíaco internado no hospital.

Esse ECG funciona de maneira contínua enquanto o paciente está hospitalizado. Os médicos, normalmente, observam estes dados em poucos segundos.

Com o novo método, os médicos observaram as variações nas batidas do coração em períodos prolongados, assim como as sequências específicas de mudança no ritmo cardíaco e as diferenças nos sinais de ECG de um paciente comparado com outros históricos clínicos similares.

Os cientistas comprovaram que as pessoas com ao menos uma das anormalidades tinham de duas a três vezes maiores probabilidades de morrer nos meses seguintes. Agora, ao agregar as três técnicas às atuais ferramentas de avaliação, os médicos puderam prever 50% das mortes com menos positivos falsos.

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriram que a saúde mental também pode interferir no coração. Eles apontam que pac...

Depressão após o infarto dificulta a recuperação do paciente



Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriram que a saúde mental também pode interferir no coração. Eles apontam que pacientes que sofrem um ataque cardíaco e têm depressão podem estar mais propensos à readmissão hospitalar por eventos cardíacos, como dores no peito. De acordo com o estudo, essas pessoas apresentam um tempo de internação 14% maior, em comparação com os pacientes que não têm depressão. 

Para chegar aos resultados, os especialistas os pesquisadores usaram dados coletados de 632 pacientes com 65 anos de idade, entre 1992 e 1993, que já tinham sofrido um ataque cardíaco. Eles observaram que, embora uma grande quantidade de pessoas que sobrevivem a um ataque cardíaco precisou de reinternação em algum momento, pessoas identificadas na primeira internação como, pelo menos, levemente deprimidas eram muito mais propensas a voltarem ao hospital. Os pacientes com uma pontuação maior de depressão passaram um tempo 14% maior hospitalizadas do que aqueles com uma pontuação baixa. 

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Os dados foram controlados com avaliação de outras doenças e fatores de risco envolvidos, como tabagismo e nível socioeconômico. O estilo de vida adotado após o ataque cardíaco desempenhou um papel importante nos resultados analisados. São oferecidos serviços de reabilitação e aconselhamento para incluir exercícios, dieta e programas de cessação do tabagismo na rotina da maioria dos pacientes de ataque cardíaco. 

Os pacientes deprimidos recorrem muito menos a esses serviços ou mudam pouco os hábitos. Em geral, as pessoas deprimidas eram cerca de 20% menos ativas fisicamente, 26% menos propensas a participar de um programa de reabilitação cardíaca, e 25% menos suscetíveis a parar de fumar. 

Os autores do estudo concluem, portanto, que os fatores psicológicos em pacientes que tiveram um ataque cardíaco não podem ser ignorados. Doentes que apresentam sinais de depressão precisam ser acompanhados mais de perto e podem precisar de ajuda extra nas recomendações de estilo de vida a seguir. 

Ignorar este problema pesa sobre os serviços de saúde. Por passarem mais tempo no hospital, esses pacientes representam um maior gasto em serviços de saúde. No entanto, os pesquisadores acreditam que um investimento no apoio psiquiátrico extra pode ter um retorno bastante positivo. 

Dicas para sair da depressão

Tratamento médico e terapias são os passos mais importantes para ajudar na recuperação de quem passa por sintomas depressivos. Há hábitos, porém, que a pessoa pode para se sentir melhor. A psicoterapeuta Evelyn Vinocur orienta:

Reconheça os sinais precoces

É importante reconhecer e tratar a depressão o mais precoce quanto possível, o que diminuirá os riscos de você deprimir novamente. Se você fingir que o problema não está ocorrendo, provavelmente você se sentirá pior. Você precisa observar os tipos de eventos que contribuíram para a depressão no passado e ficar alerta aos sintomas precoces. 

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Estabeleça objetivos possíveis

Você pode se sentir esgotado pelas mínimas que fizer em casa ou no trabalho. Não seja durona com você. Lembre-se que a depressão é uma doença e que você não deve extrapolar além das suas possibilidades. Mantenha o foco em metas objetivas, pequenas, realísticas e alcançáveis e assim você vai facilitar a sua volta as rotinas em casa, com a família e no trabalho. 

Faça o que gostar

Mesmo que você não goste, tire um tempo para fazer coisas que goste. Reúna-se com amigos. Caminhe. Vá ao cinema. Jogue um jogo que você já não joga há anos. 

Não tome decisões importantes

Uma vez que a depressão pode distorcer a sua interpretação das coisas, é mais prudente não tomar nenhuma decisão importante nesse momento, como pedir demissão do emprego, ou se mudar, etc., até você melhorar da depressão.

Apesar de você achar que o álcool pode fazê-lo se sentir melhor, o álcool pode piorar muito a sua depressão. Pessoas deprimidas estão em alto risco de se envolver em abuso de álcool ou de outras substâncias psicoativas e o álcool interage com os antidepressivos. 

Faça exercícios

Existem cada vez mais evidências que o exercício ajuda na depressão leve ou moderada. Encontre uma atividade que você goste, comece devagar e repita três vezes na semana, por 20 a 30 minutos.

Pesquisadores criaram um novo tratamento contra as sequelas do AVC (acidente vascular cerebral) com chances de ser eficiente em humanos. O...

Novo remédio diminui danos cerebrais provocados pelo AVC


Pesquisadores criaram um novo tratamento contra as sequelas do AVC (acidente vascular cerebral) com chances de ser eficiente em humanos. O feito é considerado muito difícil, e quase não há alternativas para enfrentar o problema hoje.

Em experimento com cinomolgos (macacos asiáticos que têm o sistema nervoso muito parecido com o de humanos), os cientistas tiveram sucesso em reduzir os danos cerebrais e outras sequelas após os derrames.

Os pesquisadores conseguiram inibir parcialmente a morte de neurônios que normalmente acontece depois de um problema desse tipo.




Para isso, eles injetaram nos bichos, algum tempo depois da isquemia, um inibidor da proteína PSD-95, que está ligada à morte de neurônios depois de um AVC. O efeito da droga foi medido com ressonância magnética.

Um dia após o AVC, os macacos que receberam esse inibidor até uma hora depois do derrame tiveram perda de tecido cerebral 55% menor do que os que receberam placebo. Ao se levar em conta os 30 dias subsequentes, a perda foi 70% menor.

O estudo, publicado na última edição da "Nature", também mostrou que os animais tiveram melhora nas funções cerebrais.

Os bichos tratados com a droga se saíram bem em testes de comportamento e de desenvolvimento feitos pelos pesquisadores.

DIFÍCIL

O AVC isquêmico é causado pela obstrução das artérias cerebrais. Ele pode lesionar áreas do cérebro e causar sequelas nos movimentos e em funções como a fala. Ele é uma das principais causas de morte e de afastamento do trabalho no mundo.

As tentativas de usar uma substância para reduzir os impactos do AVC no cérebro tiveram fracasso generalizado nos últimos anos.

Embora os cientistas tenham tido bastante sucesso em experiências com roedores, os mais de mil experimentos realizados nas últimas décadas não conseguiram replicar o êxito em seres humanos.

A alternativa disponível hoje é o tPA (ativador do plasminogênio tecidual), que atua desbloqueando os vasos sanguíneos. A droga, porém, só faz efeito se for ministrada até 90 minutos após a isquemia, o que limita bastante seu uso, uma vez que boa parte dos pacientes não consegue recebê-la a tempo.

O inibidor de PSD-95, no entanto, mostrou ser eficiente para evitar as sequelas mesmo se aplicado até três horas depois do acidente vascular cerebral.

O trabalho, conduzido por, Michael Tymianski e colegas do Instituto de Pesquisa do Hospital Ocidental de Toronto, no Canadá, é otimista quanto à aplicação da droga em seres humanos.

"A menos que existam diferenças fundamentais relevantes entre esses primatas [macacos cinomolgos] e humanos, que ainda são desconhecidas, a neuroproteção usando inibidores de PSD-95 em humanos também deve ser factível", diz o estudo.

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