O treinamento físico é parte fundamental de um programa de reabilitação cardíaca após um infarto do miocárdio (IM)...

Reabilitação cardíaca precoce após ataque cardíaco


O treinamento físico é parte fundamental de um programa de reabilitação cardíaca após um infarto do miocárdio (IM), conhecido popularmente como ataque cardíaco.O treinamento através de exercícios físicos de baixa intensidade poderá ser iniciado em poucos dias após um infarto do miocárdio (IM), desde que o paciente esteja clinicamente estável.Os seus objetivos principais são reduzir o risco futuro de morte e complicações cardiovasculares.Um estudo europeu confirmou os benefícios das atividades físicas após um IM.

Trinta e nove pacientes com IM foram encaminhados para um programa precoce de exercícios físicos, ou seja, duas semanas após um IM (G1).Um outro grupo de pacientes iniciou estas atividades mais tardiamente (G2). O G1 participou de um programa de exercícios físicos de baixa intensidade, duas a três vezes por semana, durante quatro semanas antes de entrar em uma fase de exercícios físicos moderados a intensos.

O G2 iniciou diretamente na fase de exercícios moderados a intensos, após quatro semanas de atraso, ou seja, cerca de 6 semanas após a ocorência de um IM.Após 4 e 16 semanas do início dos treinos moderados a intensos, o VO2 máximo (consumo máximo de oxigênio cardíaco) foi avaliado em ambos os grupos.Um desfecho secundário avaliado no estudo foi a qualidade de vida.

Não houve um aumento no VO2 máximo avaliado em quatro semanas nos dois grupos (G1 e G2).Após 16 semanas, o VO2 máximo aumentou em ambos os grupos, sem diferenças significativas entre ambos.A qualidade de vida melhorou em todos os domínios em ambos os grupos.

O início precoce do treinamento físico não aumentou o VO2 máximo quando o G1 foi comparado ao G2.No entanto, para os pacientes de baixo risco, com elevada motivação para o treinamento, uma atividade fisica, como caminhar para casa, é uma boa opção para iniciar precocemente uma reabilitação cardíaca nas primeiras semanas após um IM.

Fonte: European Journal of Cardiovascular Prevention & Rehabilitation.

Para o diagnóstico das doenças das coronárias, existem diversos métodos a disposição do médico delimitando o quanto suas coronárias estão do...

O Diagnóstico das Doenças de Coronárias

Para o diagnóstico das doenças das coronárias, existem diversos métodos a disposição do médico delimitando o quanto suas coronárias estão doentes. Alguns são feitos em consultório, outros em serviços especializados e outros ainda em hospital.

Anamnese e Exame Clínico

Denomina-se anamnese a história da doença relatada pelo paciente ou familiares. As informações colhidas pelo médico podem sugerir, com maior ou menor certeza, um diagnóstico.

Como segundo passo, o médico realiza o que se denomina o exame clinico. Os achados encontrados nessa avaliação, mais os dados da história da doença, permitem ao médico fazer uma hipótese diagnóstica ou mesmo um diagnóstico.

Para confirmar o diagnóstico, o seu médico pedirá exames complementares, que, no caso de uma doença do coração, são os que se seguem.

O Eletrocardiograma

O eletrocardiograma realizado em repouso é útil para diagnosticar arritmias, aumento de cavidades, distúrbios de condução, manifestações sugestivas de distúrbios de perfusão, de distúrbios metabólicos ou medicamentosos.

Se a história clinica do paciente for sugestiva de doença isquêmica do coração e se o eletrocardiograma de repouso for normal, deve-se prosseguir na investigação.

O Teste de Esforço

É um teste para verificar a tolerância do coração a um esforço. Realiza-se com o paciente pedalando uma bicicleta estacionária ou caminhando sobre uma esteira, enquanto o médico observa ou registra o eletrocardiograma.

Uma outra possibilidade de testar a capacidade do coração é a que se faz administrando-se uma substância radioativa que se fixa no músculo cardíaco.

Se existirem no coração zonas menos irrigadas pelo sangue lá haverá menor fixação do radioisótopo. Por esse teste se pode ver como o coração se move e como o sangue se distribui pelo músculo cardíaco. Pode-se observar com esse teste como o coração se comporta em repouso e ao esforço.

Se a pessoa tiver outras doenças e não for capaz de realizar o teste de esforço físico, poderá ser feito o teste com um medicamento que ative o seu coração e dilate as artérias coronárias. Um eletrocardiograma feito durante o teste fornece as mesmas informações que o teste feito com a esteira ou bicicleta.

Esses testes de esforço ou estresse mostram como o coração está funcionando, mas não mostram o local exato do coração onde se localiza a doença, qual a artéria bloqueada e qual o grau de obstrução.

A fim de esclarecer essa dúvida recorre-se ao cateterismo cardíaco.

O Cateterismo Cardíaco

O cateterismo cardíaco, angiograma ou cinecoronariografia são termos relacionados, ainda que não signifiquem a mesma coisa.

Através da cinecoronariografia podemos analisar as artérias coronárias.

Para a sua realização, um cateter é introduzido através de uma artéria do braço ou perna e é dirigido até o coração onde, pela injeção de um contraste nas cavidades cardíacas, se pode analisar as cavidades e as válvulas cardíacas. Injetando o contraste nos orifícios de abertura das coronárias podemos analisar o seu estado.

O Ecodopplercardiograma

Através desse exame colhem-se informações sobre a anatomia e a função do coração. Para o diagnóstico de doença isquêmica esse exame não tem maior utilidade.

Angiotomografia

Por este método conseguimos estudar os vasos do coração, em três dimensões e se pode obter uma boa informação sobre deficiências circulatórias.

O Que Podemos Esperar desses Testes

Os testes de esforço permitem ao seu médico saber quanto do coração está a perigo ou quanto já foi destruído. Mostra o local e o grau de obstrução de uma artéria e o número de vasos atingidos. Todos esses dados são importantes para que o médico possa fazer um prognóstico baseado na sua experiência. Outro resultado desses exames é o fato de que permitem orientar o tratamento.

Basicamente os tratamentos das doenças de coronárias são de três ordens:
 

Tratamento médico
Angioplastia
Cirurgia de bypass

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